Existimos para glorificar a Deus e para servir uns aos outros no amor de Cristo. Queremos ser uma bênção na sua vida. Volte outras vezes! “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor”. Provérbios, 16:1.

14 de set de 2009

“O Papel do Espírito Santo na Missão” At 13.2

O papel do Espírito Santo em Missões precisa ser ressaltado, porque é ele quem escolhe e envia! Observemos três declarações de Lucas emAtos 13.2 quanto a esse fato:
A Ação do Espírito se dá no contexto do serviço obediente da igreja.
A palavra que designa “serviço” se refere à liturgia, ou ao serviço que o sacerdote prestava no templo. Eles serviam a Cristo no culto e com o culto. É muito possível que esse serviço seja uma referência à oração, como a principal característica do culto ao lado do ensino e da pregação (profecia). Esse serviço era direcionado a Deus, que é o Senhor digno de obediência. Logo, a obra missionária está inserida dentro do espectro da obediência da igreja ao Senhor. Quem rejeita esse tema no cronograma do ensino da igreja, corre o risco de estar desobedecendo a Deus! O culto é instrumento do Espírito para a chamada à obra missionária.
O Espírito fala presentemente à sua igreja.
Essa verdade não mudou com o tempo. O Espírito continua falando à sua igreja. Muitos querem monopolizar a sua ação determinando como ele deve falar.Um grupo se fecha em torno da revelação escrita tratando o Espírito como se ele fosse um deus de papel. Outros menosprezam as Escrituras abrindo-se totalmente a novas revelações, conduzindo a igreja por caminhos perigosos e temerários. Porém, sabemos que o Espírito jamais entrará em contradição consigo mesmo e que sempre falará de acordo com o que já falou nas Escrituras, pois é Deus imutável e a revelação já se fechou em Cristo (Cl 2.9; Hb 1.2,3). Se não formos uma igreja comprometida com o equilíbrio entre o Espírito Santo e sua Palavra que santifica (Jo 17.17), jamais faremos missões de forma eficaz, porque o subjetivismo nunca será uma base segura sobre a qual poderemos edificar (I Co 14.36-38). O Espírito não sopra ventos de doutrina, mas a objetividade segura de sua vontade já anunciada nas Escrituras (Ef 4.14). Nós percebemos isso ao ver quem ele separou para a obra. Os dois pastores mais maduros e experimentados que a igreja tinha. No muçulmanismo os lideres enviam jovens imaturos para a morte em carros-bomba por amor a Alá. No cristianismo são os líderes que oferecem a sua própria vida pela igreja, porque Cristo fez assim pessoalmente por nós na cruz!
O Espírito chama e envia.
No original a palavra “chamado” está no perfeito médio, ou seja, o Espírito os chamou para si e no passado. O chamado não é algo que acontece por acaso e para um determinado período, mas ele tem a ver com toda a nossa vida, com a razão de toda a nossa vida. Não haverá alegria enquanto esse chamado não correr por nossas veias junto com o nosso sangue. Esse chamado é uma ação do próprio Deus, que se define por uma separação, uma delimitação de fronteiras na qual cada um é o que faz. Assim a missão se realiza no ser cada um de nós o pastor, o mecânico, o médico, o missionário.
Nossos nomes ficam delimitados pelo que o Espírito nos faz ser. Em todos esses campos devemos ser instrumentos de Deus para a difusão do seu reino e glória. Mas o que é encantador é que o chamado nos conduz na direção do Espírito, pois ele nos chama para si, e ao nos enviar, não se despede de nós, porque ele mesmo vai conosco e nos conduz pelo caminho, e assim estaremos mais perto dele o tempo todo. Deve ficar entendido que o chamado tem implicações tanto para quem vai como para quem fica. Quem fica arca com o sustento. Quem vai, age em nome de quem o sustenta. Não podemos brincar com isso, porque sustentar envolve sacrifício e consagração, e agir em nome de quem sustenta implica em lealdade. Em ambos os casos devemos submissão ao Espírito que chama, capacita, envia e sustenta.
Rev. Hélio de O. Silva
Fonte:
APMT

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