Finalmente chegou no Brasil, infelizmente inédito nos cinemas daqui, o filme Amazing Grace(Jornada Pela Liberdade, título brasileiro). Que conta a história real do evangélico e abolicionista Wiliam Wilberforce, que lutou grande parte de sua vida para a abolição da escravidão na Inglaterra, prática que era apoiada tanto politica quanto economicamente. Wilberforce, um membro do parlamento britânico, auxiliado pelo pastor avivalista John Newton, peleja junto à Câmara dos Comuns para abolir o tráfico negreiro. Nessa batalha ele enfrentará a mais cruel oposição, o abandono de um grande amigo e uma doença onde o único remédio era a base de ópio, o que deixa Wilberforce sem forças para cantar o hino de seu grande amigo e pastor Newton e lutar contra a oposição pela abolição.Todavia, mantendo a paixão e a perseverança, Wilberforce encontrará na fé e na benção de uma companheira a luta para continuar.Um filme inesquecível, de um homem fiel à Cristo e a sua Palavra, mostrando que é possível o crente entrar na política e permancer ético e fiel a Deus, desde que este lute para ser instrumento de transformação da sociedade.Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
DVD Amazing Grace Chega ao Brasil
Finalmente chegou no Brasil, infelizmente inédito nos cinemas daqui, o filme Amazing Grace(Jornada Pela Liberdade, título brasileiro). Que conta a história real do evangélico e abolicionista Wiliam Wilberforce, que lutou grande parte de sua vida para a abolição da escravidão na Inglaterra, prática que era apoiada tanto politica quanto economicamente. Wilberforce, um membro do parlamento britânico, auxiliado pelo pastor avivalista John Newton, peleja junto à Câmara dos Comuns para abolir o tráfico negreiro. Nessa batalha ele enfrentará a mais cruel oposição, o abandono de um grande amigo e uma doença onde o único remédio era a base de ópio, o que deixa Wilberforce sem forças para cantar o hino de seu grande amigo e pastor Newton e lutar contra a oposição pela abolição.Todavia, mantendo a paixão e a perseverança, Wilberforce encontrará na fé e na benção de uma companheira a luta para continuar.Um filme inesquecível, de um homem fiel à Cristo e a sua Palavra, mostrando que é possível o crente entrar na política e permancer ético e fiel a Deus, desde que este lute para ser instrumento de transformação da sociedade.
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Sábado, 5 de Abril de 2008
ORIENTAÇÕES AO PACIENTE COM SUSPEITA DE DENGUE
1° HIDRATAÇÃO

Fonte: Manual Dengue: Diagnóstico e Manejo Clínico - 2ª edição - 2005 - Ministério da Saúde.
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Sábado, 22 de Março de 2008
Uma Visão Cristã da Sexualidade
A partir da adolescência a sexualidade deve ser compreendida sabiamente. Conceitos e hábitos estabelecidos nessa fase acompanham o indivíduo no restante de sua vida.
Sob a ótica da sociedade atual, a sexualidade é destacada, embalada e vendida, como bem de consumo. Ela é tanto a motivação quanto o produto final de muitas iniciativas de marketing.É importante refletir sobre a sexualidade do ponto de vista de Deus, a partir de sua revelação contida nas Escrituras.
I. Aspectos positivos da sexualidade
A sexualidade é mostrada na Bíblia positivamente. Sexo, de acordo com a Escritura, é dom divino vivenciado de acordo com os padrões do Criador.
1. A sexualidade é uma dádiva de Deus
26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (…). 27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra (Gn 1.26-28, ênfase acrescentada).
Os gêneros sexuais refletem a imagem e semelhança do Criador. Daí a dignidade tanto do homem quanto da mulher. A prática de relações sexuais está implícita na referência do v. 28 à procriação.
18 Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. (…) 20 Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. 21 Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. 22 E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. 23 E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. 24 Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. 25 Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam (Gn 2.18, 20-25, ênfases acrescentadas).
A sexualidade implica em união mútua e profunda intimidade.
2. Na sexualidade encontramos um fundamento para a individualidade
Como indivíduos, identificamo-nos, interagimos com o mundo, cumprimos nossa vocação e até nos relacionamos com Deus como homens ou mulheres.
O que somos, somos sexualmente. Expressões tais como “eu sou João” ou “eu sou Maria” expressam que no centro de nossa identidade encontra-se nosso gênero sexual. Em decorrência do ato criador divino, somos feitos “macho” ou “fêmea” (Gn 1.27).
Interagimos sexualmente
A sexualidade define, ainda, como nos relacionamos com o mundo. O modo com um homem lida com outras pessoas ou com alguns detalhes da vida é singular e difere da forma como uma mulher relaciona-se com as mesmas pessoas e fatos. Em decorrência do ato criador divino, relacionamo-nos com o universo como “macho” ou “fêmea” (Gn 1.27).
Há complementaridade entre masculino e feminino
Conforme lemos em Gênesis 2.18 e 20-25, a sexualidade pressupõe complementaridade. Adão precisava da companhia de Eva. Ele estava incompleto sem ela. Eva foi necessária para possibilitar o estabelecimento de relações afetuosas, conjugais e sociais.
A masculinidade e feminilidade são importantes para o cumprimento dos mandados divinos
Outro detalhe a considerar é que a sexualidade permite que deixemos marcas singulares na história. Abraão, Isaque, Jacó, Sarah, Débora e Maria são exemplos de pessoas que abençoaram o mundo como homens e mulheres de Deus.
A sexualidade é parte imprescindível de nossa comunhão com Deus. O Criador é Senhor sobre tudo, inclusive nossas inclinações, desejos e corpo. Deus mesmo é fonte de verdadeiro prazer. Ele é quem legitima o prazer sexual e concede poder para a pureza e santidade. Como afirma Piper ([s.d.]), “a sexualidade é designada por Deus como uma maneira de se conhecer a Deus em Cristo mais completamente” e, por sua vez, “conhecer a Deus em Cristo mais completamente é designado como uma maneira de se guardar e guiar nossa sexualidade”.
3. Na sexualidade existem diversos potenciais construtivos
A fé bíblica percebe os potenciais da sexualidade no enriquecimento das relações entre as pessoas, no estímulo às realizações, na procriação e, finalmente, na intimidade e prazer conjugal.
Interação enriquecedora com indivíduos do sexo oposto
A sexualidade possibilita a amizade enriquecedora. Homens e mulheres são aperfeiçoados no convívio fraterno e santo.
Realizações multiformes
Em determinados contextos organizacionais, equipes de trabalho formadas por homens e mulheres produzem resultados melhores qualitativa e quantitativamente. Cada gênero sexual contribui com idéias e modos singulares e relevantes de realizar as coisas.
Procriação
A sexualidade encontra seu espaço de maior intimidade na cópula ou relação sexual, no casamento. O matrimônio gera a família, estrutura da bênção de Deus, amor e aliança, sob a qual os filhos são gerados, nutridos e desenvolvidos (Gn 1.28; Sl 126.2 e 128; Ef 6.1-4).
Intimidade e prazer conjugal
A prática da relação sexual pelo casal, sob o matrimônio, não é apenas reprodutiva, mas voltada para o desfrute do prazer e comunhão com o cônjuge (Pv 5.5-19, Ec 9.9 e Ct 7.6-13).
Prazer que aponta para a bondade de Deus e obediência
O prazer proporcionado pela relação sexual, do ponto de vista bíblico, é qualificado. Não se trata de prazer pelo prazer, mas de prazer centrado em Deus. O prazer sexual bíblico é desfrutado considerando-se a bondade divina e obedecendo-se aos padrões bíblicos de orientação e conduta sexual. Nesse termos, há quatro proibições explícitas na Escritura.
*Adultério (Êx 20.14; Lv 18.20).
*Incesto, relações sexuais com parentes próximos (pai e mãe, filhos ou filhas, irmãos, avós ou netos, tios e sobrinhos, genros e noras, uma mulher e sua filha ou duas esposas ao mesmo tempo — Lv 18.6-18).
*Homossexualismo, relações sexuais com pessoa do mesmo sexo (Lv 18.22; Rm 1.26-27).
*Bestialidade, relações sexuais com animais (Lv 18.23).
Prazer paciente
A sexualidade bíblica é norteada pelo amor, que é paciente (Ct 3.5; 1Co 13.4). O amor verdadeiro sabe esperar, não força ações precipitadas.
Prazer casto e temperante
O prazer sexual bíblico é poder sob controle do Espírito Santo (Gl 5.22-24).
Prazer que aponta para a aliança entre Cristo e a Igreja
A união profunda entre um homem e uma mulher refere-se ao mistério da união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.31-32). O prazer sexual é um significativo mas ainda pálido vislumbre das delícias desfrutadas na comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Sl 16.11; Pv 8.31).
Percebe-se, destarte, que a sexualidade não é diminuída pela Bíblia. Pelo contrário, por representar o maravilhoso vínculo entre o Senhor e seu povo, é destaca e devidamente valorizada. A sexualidade é diminuída e assumida como caricatura pela sociedade pagã, que reduz o sexo a mera busca insaciável de prazer impessoal e momentâneo.
A necessidade humana do homem e da mulher um pelo outro surge de uma relação original fundamentada no ato criador de Deus (Gn 2.18ss). A família é a ordem natural e básica da criação e um microcosmo da humanidade (Ef 3.14). Os pais descobrem juntos uma vida nova na união: os filhos são gerados divinamente como dádivas sagradas. (…) Por causa da integridade da personalidade humana, o que se pensa e se faz sexualmente tem conseqüências no ser total do indivíduo, nesta vida e na próxima. Para os cristãos, o sexo envolve terna gratidão, devoção pessoal e responsabilidade gratificante sob os cuidados de Deus (HENRY, 1975, p. 1169-72 apud COURT, 1992, p. 13).
II. Deturpações da sexualidade na lista das obras da carne
As deturpações da sexualidade são mostradas na lista das “obras da carne”, registrada em Gl 5.19-21: prostituição, impureza e lascívia.
1. A prostituição
A prostituição é a primeira obra da carne (Gl 5.19). Prostituição é “comércio habitual ou profissional do amor sexual” (Dicionário Aurélio Século XXI). No Novo Testamento a palavra porneia, indica, simultaneamente, tanto a indecência de modo geral como o uso do corpo como objeto de prazer momentâneo. Barclay (1985, p. 25) considera que o termo liga-se a pernumi, vender, e propõe o seguinte significado:
Essencialmente, porneia é o amor que é comprado e vendido – o que não é amor de modo algum. O erro grande e básico nisto é que a pessoa com quem semelhante amor é satisfeito não é realmente considerada uma pessoa, mas um objeto. Ele ou ela é mero instrumento através de quem as exigências da concupiscência e da paixão são satisfeitas. O amor verdadeiro é a união total entre duas personalidades de modo que se tornam uma só pessoa, e que cada uma acha sua própria realização na união com a outra. Porneia descreve o relacionamento em que uma das partes pode ser comprada e descartada como um objeto, e onde não há união de personalidade nem respeito por estas (op. cit., p. 25-26).
A NVI – Bíblia Nova Versão Internacional (2003, p. 2013) e a NTLH – Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2005, p. 1195) traduzem a palavra por “imoralidade sexual”. Hendriksen (1999, p. 315) conclui que o termo tem a ver com toda espécie de relação [sexual] ilícita e clandestina” e relaciona-se, no paganismo, à prática da idolatria. Stott (2003, p. 134) afirma que porneia indica, primariamente, a fornicação que é a prática de relações sexuais “entre pessoas que não são casadas”, mas pode referir-se também “a qualquer tipo de comportamento sexual ilegal”. A prostituição aponta, literalmente, para o “pecado dentro de uma área específica da vida, a área das relações sexuais” (BARCLAY, Ibid., p. 31).
2. A impureza
A palavra usada pelo apóstolo Paulo para referir-se à segunda deturpação sexual é akatharsia, traduzida por “impureza”. Akatharsia significa, literalmente, sujeira ou imundícia. Para Stott (op. cit., loc. cit.) a palavra indica “comportamento anormal”. Barckay (Ibid., p. 30-31) sugere que o termo indica algo que “dá nojo à pessoa que a presencia” e possui três idéias principais:
*Indica “um tipo de mente que é poluída em si mesmo e que polui tudo quando passa por ela” (Ibid., p. 31).
*Refere-se a uma impureza repulsiva que desperta ojeriza nas pessoas decentes que olham para ela.
*Akatharsia tem um sentido ritual. Era usada para aquilo que impossibilitava a pessoa de entrar na presença de Deus. Assim sendo, seu uso descreve “a impureza ritual e cerimonial” que exclui “o homem da presença de Deus” e contrapõe-se à pureza de coração exigida na verdadeira adoração (Mt 5.8 – Ibid., loc. cit.).
A impureza aponta, literalmente, para “uma contaminação geral da pessoa inteira, maculando todas as esferas da vida” (Ibid., loc. cit.).
3. A lascívia
A terceira deturpação sexual da lista de obras da carne é a lascívia (“libertinagem” na NVI e “ações indecentes” na NTLH). A palavra original é aselgeia, que indica uma postura completamente desavergonhada. A pessoa aselgēs não se importa em chocar a decência pública. Platão (República 424 E.) usa o termo para referir-se à insolência da iniqüidade. Barclay (Ibid., p. 33) chama a atenção para o fato que a aselgeia “é o ato de uma personalidade que já perdeu aquilo que deveria ser sua melhor defesa – seu respeito-próprio, e seu senso de vergonha”.
A lascívia aponta, literalmente, para “um amor ao pecado tão desenfreado e tão audaz que o homem deixou de importar-se com aquilo que Deus ou os homens pensam a respeito de suas ações” (Ibid., loc. cit.).
4. Os padrões da sociedade
As regras da Escritura são desconsideradas pela sociedade em geral. A idéia de pureza sexual é ridícula para o mundo sem Deus. As coisas não eram diferentes na cultura greco-romana dos tempos apostólicos. Barclay (Ibid., p. 26-27) descreve o panorama moral daquela época citando os próprios autores pagãos. Dizia-se que, na primeira metade do século II, “a vergonha parecia ter sumido da terra” (p. 26). Sêneca (Da Ira 2.8) disse com exatidão: “A inocência não é rara: é não-existente” (p. 27). Com relação à homossexualidade, tanto Platão como Sócrates desfrutavam do “amor de meninos” (p. 28). Dos quinze primeiros imperadores romanos, somente Cláudio era heterossexual. Mesmo assim, Messalina, sua esposa, saía “às escondidas do palácio real à noite, a fim de servir num prostíbulo público” (p. 27, 28s).
No século XXI é desafiador quanto aos padrões bíblicos de pureza moral. As pressões de grupo e, principalmente, a força da mídia, empurram o indivíduo para a aceitação da promiscuidade ou formas antibíblicas de vivenciar a sexualidade.
5. Potenciais destrutivos
Uso indevido da dádiva da criação
Os pecados sexuais constituem-se em uso indevido da dádiva da criação. Ao invés de glorificar a Deus, o ser humano desconsidera os padrões divinos e explora a sua sexualidade para o desfrute de seus próprios desejos desenfreados.
Idolatria
Ao descartar as informações bíblicas sobre a sexualidade, o ser humano estabelece seu ego como centro da existência. Deus é colocado de lado e os apetites da carne são entronizados. Isso é pecado de idolatria (Êx 20.1-4 e 14).
Desvalorização do corpo
A quebra dos padrões bíblicos de sexualidade mancha o corpo. Este, por sua vez, deve ser consagrado como templo do Espírito Santo (1Co 6.9-11, 15-20).
Pulverização da personalidade
O resultado final da quebra dos padrões relacionados à sexualidade é a deformação integral do caráter. O início da lista de obras da carne (Gl 5.19) sugere uma escada de degraus descendentes: da prostituição (uso do corpo como objeto) para a impureza (mancha moral e espiritual), e desta última, para a lascívia (conduta completamente desavergonhada). O texto de Romanos 1.18-32 descreve uma deterioração crescente.
6. Situações de risco
Namoro precoce
Não há uma idade-padrão para o início do namoro, mas devem ser considerados os seguintes fatos.
*O namoro estabelece uma relação afetuosa entre um rapaz e uma moça, com vistas ao conhecimento mútuo.
*Tal relação tende ao aumento da intimidade entre o casal, que produz, por conseguinte, pressão sexual (Ct 1.1-4 e 2.3-6).
*Tal pressão é um dos indicadores de que o casal deve pensar em casamento (1Co 7.8-9). O rapaz e a moça devem aguardar até o casamento para satisfazerem completamente o desejo sexual (Ct 2.7, 3.11, 5.1).
*Assim sendo, o namoro não deve ser assumido antes que o casal tenha convicção de que deseja iniciar uma relação séria, que talvez desdobre-se em união matrimonial. É claro que o namoro não significa que ambos irão, de fato, casar-se, mas deve pressupor tal disposição. Nesses termos o namoro é, ainda que em primeiro estágio, uma aliança.
*Isso exige do casal maturidade e disposição para consolidar uma estrutura de estudos e recursos, necessária para a possível manutenção de um lar.
*Apesar de algumas felizes exceções, o namoro iniciado muito cedo possui riscos tais como desvio de atenção dos estudos, violação dos padrões bíblicos de pureza sexual e gravidez indesejada.
“Ficar”
Para quem não deseja assumir as responsabilidades de um namoro, a sociedade sugere uma nova opção de relacionamento: o “ficar”. “Ficar” é desfrutar fisicamente de uma pessoa, sem compromisso, apenas por poucos minutos ou horas. Em seguida, rapaz e moça estão disponíveis para “ficarem” com outras pessoas.
O problema dessa prática é que, mesmo que não haja relação sexual, trata-se de porneia ou prostituição, uma vez que o outro ser humano está sendo “usado” sem nenhum vínculo de aliança.
Pornografia
A junção de todas as deturpações citadas em Gálatas 5.19 dá origem à pornografia, que multiplica-se sobremaneira na esteira da liberdade de expressão. Lopes ([s.d.]) descreve a pornografia nos seguintes termos:
De forma geral, podemos dizer que pornografia é a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de imagens animadas (filmes, vídeos, computador), fotografias, desenhos, textos escritos ou falados. A pornografia explora o sexo, tratando os seres humanos como coisas e, em particular, as mulheres como objetos sexuais.
A palavra pornografia vem do grego e significa literalmente “escrever sobre prostituta”. Com o tempo, passou a referir-se a qualquer material, escrito ou gráfico, de conteúdo sexual. O termo é usado hoje de forma negativa. A indústria pornográfica que produz filmes, revistas, vídeos e sites na Internet, prefere usar outros termos, como “material adulto”. Esta manobra é um eufemismo que visa retirar deste sórdido comércio a pecha negativa que ele possui.
A pornografia desorienta seus usuários a partir de informações falsas. Além de homens e mulheres serem mostrados de forma irreal, como máquinas sexualmente incansáveis; homens são dominadores incapazes de demonstrar ternura e as mulheres são meros objetos passivos (SUPLICY, 1991, p. 373).
A palavra pornografia tem a ver com porneia, e movimenta uma indústria milionária que tem ligações com o crime organizado (LOPES, loc. cit.). Court (op. cit., p. 48-55) demonstra que em países que abriram espaço para a pornografia, houve aumento significativo na quantidade de crimes sexuais relatados, tais como estupros. Em Los Angeles, capital mundial da pornografia, tais crimes cresceram 56% entre 1958 e 1973. Na Inglaterra e País de Gales, o aumento foi de 62%, entre 1950 e 1970. No Japão, onde foi adotada uma política mais restritiva quanto à pornografia, os crimes sexuais diminuíram 49%.
Pornografia e Jogos sexuais
A pornografia propõe determinados padrões de prática sexual, tais como o sexo oral, anal, grupal ou troca de parceiros, que terminam sendo assumidos como normais. O contato com a pornografia estimula a prática de jogos sexuais que contrariam os princípios bíblicos de sexualidade.
Pornografia e sexo precoce (antes do casamento)
Um dos resultados das estimulações da pornografia é a prática do sexo antes do casamento. É claro que alguns casais relacionam-se sexualmente antes do casamento mesmo sem consumirem conteúdos pornográficos. A pornografia, no entanto, induz fantasias que pressionam o usuário à masturbação e à prática de relações sexuais.
Além disso, não há diferença, na essência, entre carícias pré-maritais e sexo pré-marital. Uma vez que carícias são consideradas pelo sexólogos como estímulos preparatórios, uma carícia só difere de uma penetração em termos de conseqüências físicas tais como o rompimento do hímen ou a possibilidade de uma gravidez (WHITE, 1994, p. 62-64). Mesmo que a prática de carícias pré-maritais não seja “descoberta” pelos homens, constitui-se em ofensa a Deus pela quebra dos padrões divinos de pureza sexual.
Pornografia e vício sexual
Todas essas deturpações são desvios da vontade divina relacionada ao sexo e têm o poder de causar dependência, ou seja, viciar (HENDRIKSEN, 1999. p. 314).
O vício sexual é um problema reconhecido por estudiosos das ciências humanas e sociais. Atualmente existem grupos e instituições especializados em tratar de pessoas que não conseguem ter vidas normais por causa da escravidão à pornografia.
Conseqüências naturais
As deturpações da sexualidade produzem prejuízos financeiros, enfraquecimento da relação conjugal, destruição de lares e outras frustrações.
Conseqüências espirituais
As deturpações da sexualidade produzem prejuízos espirituais: quebra da comunhão com Deus (distanciamento da leitura bíblica devocional e oração), afastamento do serviço cristão e pulverização do testemunho evangelístico. A Bíblia ensina claramente que pessoas presas a pecados sexuais não foram regeneradas e, portanto, não entrarão no reino dos céus (1Co 6.9-11; Ef 5.3-14; Ap 22.15).
Conclusão
A sexualidade, como vimos, é uma das mais poderosas dádivas divinas e influencia nossa personalidade. Somos e fazemos e fazemos qualquer coisa como homem ou mulher, ou seja, como seres sexuais.
Biblicamente, a sexualidade foi estabelecida para a liberdade. Liberdade, porém, não significa a autonomia de orientar-me e assumir relações sexuais fora dos padrões de Deus. Liberdade também não é sinônimo de promiscuidade. White (op. cit., p. 66) coloca a questão adequadamente, ao afirmar que “nosso corpo foi feito para a liberdade. Só encontramos liberdade sexual (ou em qualquer outra área) quando cumprimos o propósito da nossa criação”.
Liberdade é graça concedida pelo conhecimento de Jesus Cristo e pela direção poderosa do Espírito Santo (Jo 8.34-36; Rm 8.1-2; Gl 5.16-25). “Aqueles que são dirigidos pelo Espírito respiram o ar alegre e revigorante da liberdade moral e espiritual” (HENDRIKSEN, 1999, p. 313).
A sexualidade foi concedida para encontramo-nos significativamente uns com os outros e, nesses encontros, refletirmos nossa união com Deus. Ela não foi concedida para o prazer egoísta. Na verdade, quanto mais buscamos o prazer fora de Deus, mais sentimo-nos frustrados.
Encontrar o prazer é tão difícil quanto perseguir o fim de um arco-íris. Se você procura o prazer, nunca vai encontrá-lo. Toda vez que você tenta agarrá-lo pelo rabo, ele escapa.(…)
O prazer, na verdade, é um subproduto, um efeito colateral. Ele nos toma de surpresa, quando estamos à procura de alguma outra coisa. (…)
Busque a Deus e você encontrará, entre outras coisas, um prazer penetrante. Busque o prazer e, no fim das contas, você vai encontrar tédio, desencanto e escravidão (WHITE, op. cit., p. 68).
Referências Bibliográficas
BARCLAY, William. As obras da carne e o fruto do Espírito. 1ed. Reimp. 1988. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1985. 118 p.
BARKER, Kenneth. et al. (Orgs.). Bíblia de Estudo NVI. Trad. Gordon Chown, Notas. São Paulo: Vida, 2003. 2424 p.
BÍBLIA DE ESTUDO NTLH. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2005. 1504 p.
COURT, John H. Pornografia: Uma resposta cristã. Trad. José Clóvis Chagas. São Paulo: Vida Nova, 1992. 100 p.
HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Gálatas. Trad. Valter Graciano Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 1999. 367 p.
HENRY, Carl F. H. Christian personal and social ethics in relation to racism, poverty, war and other problems. In: DOUGLAS, J. D. (Ed.). Let the earth hear his voice. Mineapolis: World Wide Publications, 1975. p. 1169-72.
HOLANDA, Aurélio Buarque. Dicionário Aurélio Século XXI. Versão digital.
LOPES, Augustus Nicodemus. Pornografia: Realidade, perigos e libertação. Cuiabá: Web Site Monergismo, [s.d.]. Disponível em Acessado em: 28 Jun 2006.
PIPER, John. Sexo e a supremacia de Cristo. Cuiabá: Web Site Monergismo, [s.d.]. Disponível em Acessado em: 28 Jun 2006.
STOTT, John. A mensagem de Gálatas: Somente um caminho. 1ed. 1989. 3reimp. 2003. Trad. Yolanda Mirdsa Krievin. São Paulo: ABU, 2003. 171 p.
SUPLICY, Marta. Conversando sobre sexo. 17ed. rev. ampl. Petrópolis: Edição da Autora, 1991. 407 p.
WHITE, John. Eros e sexualidade: Uma perspectiva cristã. Trad. Lucy Yamakami. São Paulo: ABU, 1994. 193 p.
As ilustrações utilizadas neste estudo são de autoria de Biry, e foram extraídas do livro Transar ou não transar, de Sérgio e Magali Leoto.
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Uma Visão Cristã da Sexualidade
A partir da adolescência a sexualidade deve ser compreendida sabiamente. Conceitos e hábitos estabelecidos nessa fase acompanham o indivíduo no restante de sua vida.
Sob a ótica da sociedade atual, a sexualidade é destacada, embalada e vendida, como bem de consumo. Ela é tanto a motivação quanto o produto final de muitas iniciativas de marketing.É importante refletir sobre a sexualidade do ponto de vista de Deus, a partir de sua revelação contida nas Escrituras.
I. Aspectos positivos da sexualidade
A sexualidade é mostrada na Bíblia positivamente. Sexo, de acordo com a Escritura, é dom divino vivenciado de acordo com os padrões do Criador.
1. A sexualidade é uma dádiva de Deus
26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (…). 27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra (Gn 1.26-28, ênfase acrescentada).
Os gêneros sexuais refletem a imagem e semelhança do Criador. Daí a dignidade tanto do homem quanto da mulher. A prática de relações sexuais está implícita na referência do v. 28 à procriação.
18 Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. (…) 20 Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. 21 Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. 22 E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. 23 E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. 24 Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. 25 Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam (Gn 2.18, 20-25, ênfases acrescentadas).
A sexualidade implica em união mútua e profunda intimidade.
2. Na sexualidade encontramos um fundamento para a individualidade
Como indivíduos, identificamo-nos, interagimos com o mundo, cumprimos nossa vocação e até nos relacionamos com Deus como homens ou mulheres.
O que somos, somos sexualmente. Expressões tais como “eu sou João” ou “eu sou Maria” expressam que no centro de nossa identidade encontra-se nosso gênero sexual. Em decorrência do ato criador divino, somos feitos “macho” ou “fêmea” (Gn 1.27).
Interagimos sexualmente
A sexualidade define, ainda, como nos relacionamos com o mundo. O modo com um homem lida com outras pessoas ou com alguns detalhes da vida é singular e difere da forma como uma mulher relaciona-se com as mesmas pessoas e fatos. Em decorrência do ato criador divino, relacionamo-nos com o universo como “macho” ou “fêmea” (Gn 1.27).
Há complementaridade entre masculino e feminino
Conforme lemos em Gênesis 2.18 e 20-25, a sexualidade pressupõe complementaridade. Adão precisava da companhia de Eva. Ele estava incompleto sem ela. Eva foi necessária para possibilitar o estabelecimento de relações afetuosas, conjugais e sociais.
A masculinidade e feminilidade são importantes para o cumprimento dos mandados divinos
Outro detalhe a considerar é que a sexualidade permite que deixemos marcas singulares na história. Abraão, Isaque, Jacó, Sarah, Débora e Maria são exemplos de pessoas que abençoaram o mundo como homens e mulheres de Deus.
A sexualidade é parte imprescindível de nossa comunhão com Deus. O Criador é Senhor sobre tudo, inclusive nossas inclinações, desejos e corpo. Deus mesmo é fonte de verdadeiro prazer. Ele é quem legitima o prazer sexual e concede poder para a pureza e santidade. Como afirma Piper ([s.d.]), “a sexualidade é designada por Deus como uma maneira de se conhecer a Deus em Cristo mais completamente” e, por sua vez, “conhecer a Deus em Cristo mais completamente é designado como uma maneira de se guardar e guiar nossa sexualidade”.
3. Na sexualidade existem diversos potenciais construtivos
A fé bíblica percebe os potenciais da sexualidade no enriquecimento das relações entre as pessoas, no estímulo às realizações, na procriação e, finalmente, na intimidade e prazer conjugal.
Interação enriquecedora com indivíduos do sexo oposto
A sexualidade possibilita a amizade enriquecedora. Homens e mulheres são aperfeiçoados no convívio fraterno e santo.
Realizações multiformes
Em determinados contextos organizacionais, equipes de trabalho formadas por homens e mulheres produzem resultados melhores qualitativa e quantitativamente. Cada gênero sexual contribui com idéias e modos singulares e relevantes de realizar as coisas.
Procriação
A sexualidade encontra seu espaço de maior intimidade na cópula ou relação sexual, no casamento. O matrimônio gera a família, estrutura da bênção de Deus, amor e aliança, sob a qual os filhos são gerados, nutridos e desenvolvidos (Gn 1.28; Sl 126.2 e 128; Ef 6.1-4).
Intimidade e prazer conjugal
A prática da relação sexual pelo casal, sob o matrimônio, não é apenas reprodutiva, mas voltada para o desfrute do prazer e comunhão com o cônjuge (Pv 5.5-19, Ec 9.9 e Ct 7.6-13).
Prazer que aponta para a bondade de Deus e obediência
O prazer proporcionado pela relação sexual, do ponto de vista bíblico, é qualificado. Não se trata de prazer pelo prazer, mas de prazer centrado em Deus. O prazer sexual bíblico é desfrutado considerando-se a bondade divina e obedecendo-se aos padrões bíblicos de orientação e conduta sexual. Nesse termos, há quatro proibições explícitas na Escritura.
*Adultério (Êx 20.14; Lv 18.20).
*Incesto, relações sexuais com parentes próximos (pai e mãe, filhos ou filhas, irmãos, avós ou netos, tios e sobrinhos, genros e noras, uma mulher e sua filha ou duas esposas ao mesmo tempo — Lv 18.6-18).
*Homossexualismo, relações sexuais com pessoa do mesmo sexo (Lv 18.22; Rm 1.26-27).
*Bestialidade, relações sexuais com animais (Lv 18.23).
Prazer paciente
A sexualidade bíblica é norteada pelo amor, que é paciente (Ct 3.5; 1Co 13.4). O amor verdadeiro sabe esperar, não força ações precipitadas.
Prazer casto e temperante
O prazer sexual bíblico é poder sob controle do Espírito Santo (Gl 5.22-24).
Prazer que aponta para a aliança entre Cristo e a Igreja
A união profunda entre um homem e uma mulher refere-se ao mistério da união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.31-32). O prazer sexual é um significativo mas ainda pálido vislumbre das delícias desfrutadas na comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Sl 16.11; Pv 8.31).
Percebe-se, destarte, que a sexualidade não é diminuída pela Bíblia. Pelo contrário, por representar o maravilhoso vínculo entre o Senhor e seu povo, é destaca e devidamente valorizada. A sexualidade é diminuída e assumida como caricatura pela sociedade pagã, que reduz o sexo a mera busca insaciável de prazer impessoal e momentâneo.
A necessidade humana do homem e da mulher um pelo outro surge de uma relação original fundamentada no ato criador de Deus (Gn 2.18ss). A família é a ordem natural e básica da criação e um microcosmo da humanidade (Ef 3.14). Os pais descobrem juntos uma vida nova na união: os filhos são gerados divinamente como dádivas sagradas. (…) Por causa da integridade da personalidade humana, o que se pensa e se faz sexualmente tem conseqüências no ser total do indivíduo, nesta vida e na próxima. Para os cristãos, o sexo envolve terna gratidão, devoção pessoal e responsabilidade gratificante sob os cuidados de Deus (HENRY, 1975, p. 1169-72 apud COURT, 1992, p. 13).
II. Deturpações da sexualidade na lista das obras da carne
As deturpações da sexualidade são mostradas na lista das “obras da carne”, registrada em Gl 5.19-21: prostituição, impureza e lascívia.
1. A prostituição
A prostituição é a primeira obra da carne (Gl 5.19). Prostituição é “comércio habitual ou profissional do amor sexual” (Dicionário Aurélio Século XXI). No Novo Testamento a palavra porneia, indica, simultaneamente, tanto a indecência de modo geral como o uso do corpo como objeto de prazer momentâneo. Barclay (1985, p. 25) considera que o termo liga-se a pernumi, vender, e propõe o seguinte significado:
Essencialmente, porneia é o amor que é comprado e vendido – o que não é amor de modo algum. O erro grande e básico nisto é que a pessoa com quem semelhante amor é satisfeito não é realmente considerada uma pessoa, mas um objeto. Ele ou ela é mero instrumento através de quem as exigências da concupiscência e da paixão são satisfeitas. O amor verdadeiro é a união total entre duas personalidades de modo que se tornam uma só pessoa, e que cada uma acha sua própria realização na união com a outra. Porneia descreve o relacionamento em que uma das partes pode ser comprada e descartada como um objeto, e onde não há união de personalidade nem respeito por estas (op. cit., p. 25-26).
A NVI – Bíblia Nova Versão Internacional (2003, p. 2013) e a NTLH – Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2005, p. 1195) traduzem a palavra por “imoralidade sexual”. Hendriksen (1999, p. 315) conclui que o termo tem a ver com toda espécie de relação [sexual] ilícita e clandestina” e relaciona-se, no paganismo, à prática da idolatria. Stott (2003, p. 134) afirma que porneia indica, primariamente, a fornicação que é a prática de relações sexuais “entre pessoas que não são casadas”, mas pode referir-se também “a qualquer tipo de comportamento sexual ilegal”. A prostituição aponta, literalmente, para o “pecado dentro de uma área específica da vida, a área das relações sexuais” (BARCLAY, Ibid., p. 31).
2. A impureza
A palavra usada pelo apóstolo Paulo para referir-se à segunda deturpação sexual é akatharsia, traduzida por “impureza”. Akatharsia significa, literalmente, sujeira ou imundícia. Para Stott (op. cit., loc. cit.) a palavra indica “comportamento anormal”. Barckay (Ibid., p. 30-31) sugere que o termo indica algo que “dá nojo à pessoa que a presencia” e possui três idéias principais:
*Indica “um tipo de mente que é poluída em si mesmo e que polui tudo quando passa por ela” (Ibid., p. 31).
*Refere-se a uma impureza repulsiva que desperta ojeriza nas pessoas decentes que olham para ela.
*Akatharsia tem um sentido ritual. Era usada para aquilo que impossibilitava a pessoa de entrar na presença de Deus. Assim sendo, seu uso descreve “a impureza ritual e cerimonial” que exclui “o homem da presença de Deus” e contrapõe-se à pureza de coração exigida na verdadeira adoração (Mt 5.8 – Ibid., loc. cit.).
A impureza aponta, literalmente, para “uma contaminação geral da pessoa inteira, maculando todas as esferas da vida” (Ibid., loc. cit.).
3. A lascívia
A terceira deturpação sexual da lista de obras da carne é a lascívia (“libertinagem” na NVI e “ações indecentes” na NTLH). A palavra original é aselgeia, que indica uma postura completamente desavergonhada. A pessoa aselgēs não se importa em chocar a decência pública. Platão (República 424 E.) usa o termo para referir-se à insolência da iniqüidade. Barclay (Ibid., p. 33) chama a atenção para o fato que a aselgeia “é o ato de uma personalidade que já perdeu aquilo que deveria ser sua melhor defesa – seu respeito-próprio, e seu senso de vergonha”.
A lascívia aponta, literalmente, para “um amor ao pecado tão desenfreado e tão audaz que o homem deixou de importar-se com aquilo que Deus ou os homens pensam a respeito de suas ações” (Ibid., loc. cit.).
4. Os padrões da sociedade
As regras da Escritura são desconsideradas pela sociedade em geral. A idéia de pureza sexual é ridícula para o mundo sem Deus. As coisas não eram diferentes na cultura greco-romana dos tempos apostólicos. Barclay (Ibid., p. 26-27) descreve o panorama moral daquela época citando os próprios autores pagãos. Dizia-se que, na primeira metade do século II, “a vergonha parecia ter sumido da terra” (p. 26). Sêneca (Da Ira 2.8) disse com exatidão: “A inocência não é rara: é não-existente” (p. 27). Com relação à homossexualidade, tanto Platão como Sócrates desfrutavam do “amor de meninos” (p. 28). Dos quinze primeiros imperadores romanos, somente Cláudio era heterossexual. Mesmo assim, Messalina, sua esposa, saía “às escondidas do palácio real à noite, a fim de servir num prostíbulo público” (p. 27, 28s).
No século XXI é desafiador quanto aos padrões bíblicos de pureza moral. As pressões de grupo e, principalmente, a força da mídia, empurram o indivíduo para a aceitação da promiscuidade ou formas antibíblicas de vivenciar a sexualidade.
5. Potenciais destrutivos
Uso indevido da dádiva da criação
Os pecados sexuais constituem-se em uso indevido da dádiva da criação. Ao invés de glorificar a Deus, o ser humano desconsidera os padrões divinos e explora a sua sexualidade para o desfrute de seus próprios desejos desenfreados.
Idolatria
Ao descartar as informações bíblicas sobre a sexualidade, o ser humano estabelece seu ego como centro da existência. Deus é colocado de lado e os apetites da carne são entronizados. Isso é pecado de idolatria (Êx 20.1-4 e 14).
Desvalorização do corpo
A quebra dos padrões bíblicos de sexualidade mancha o corpo. Este, por sua vez, deve ser consagrado como templo do Espírito Santo (1Co 6.9-11, 15-20).
Pulverização da personalidade
O resultado final da quebra dos padrões relacionados à sexualidade é a deformação integral do caráter. O início da lista de obras da carne (Gl 5.19) sugere uma escada de degraus descendentes: da prostituição (uso do corpo como objeto) para a impureza (mancha moral e espiritual), e desta última, para a lascívia (conduta completamente desavergonhada). O texto de Romanos 1.18-32 descreve uma deterioração crescente.
6. Situações de risco
Namoro precoce
Não há uma idade-padrão para o início do namoro, mas devem ser considerados os seguintes fatos.
*O namoro estabelece uma relação afetuosa entre um rapaz e uma moça, com vistas ao conhecimento mútuo.
*Tal relação tende ao aumento da intimidade entre o casal, que produz, por conseguinte, pressão sexual (Ct 1.1-4 e 2.3-6).
*Tal pressão é um dos indicadores de que o casal deve pensar em casamento (1Co 7.8-9). O rapaz e a moça devem aguardar até o casamento para satisfazerem completamente o desejo sexual (Ct 2.7, 3.11, 5.1).
*Assim sendo, o namoro não deve ser assumido antes que o casal tenha convicção de que deseja iniciar uma relação séria, que talvez desdobre-se em união matrimonial. É claro que o namoro não significa que ambos irão, de fato, casar-se, mas deve pressupor tal disposição. Nesses termos o namoro é, ainda que em primeiro estágio, uma aliança.
*Isso exige do casal maturidade e disposição para consolidar uma estrutura de estudos e recursos, necessária para a possível manutenção de um lar.
*Apesar de algumas felizes exceções, o namoro iniciado muito cedo possui riscos tais como desvio de atenção dos estudos, violação dos padrões bíblicos de pureza sexual e gravidez indesejada.
“Ficar”
Para quem não deseja assumir as responsabilidades de um namoro, a sociedade sugere uma nova opção de relacionamento: o “ficar”. “Ficar” é desfrutar fisicamente de uma pessoa, sem compromisso, apenas por poucos minutos ou horas. Em seguida, rapaz e moça estão disponíveis para “ficarem” com outras pessoas.
O problema dessa prática é que, mesmo que não haja relação sexual, trata-se de porneia ou prostituição, uma vez que o outro ser humano está sendo “usado” sem nenhum vínculo de aliança.
Pornografia
A junção de todas as deturpações citadas em Gálatas 5.19 dá origem à pornografia, que multiplica-se sobremaneira na esteira da liberdade de expressão. Lopes ([s.d.]) descreve a pornografia nos seguintes termos:
De forma geral, podemos dizer que pornografia é a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de imagens animadas (filmes, vídeos, computador), fotografias, desenhos, textos escritos ou falados. A pornografia explora o sexo, tratando os seres humanos como coisas e, em particular, as mulheres como objetos sexuais.
A palavra pornografia vem do grego e significa literalmente “escrever sobre prostituta”. Com o tempo, passou a referir-se a qualquer material, escrito ou gráfico, de conteúdo sexual. O termo é usado hoje de forma negativa. A indústria pornográfica que produz filmes, revistas, vídeos e sites na Internet, prefere usar outros termos, como “material adulto”. Esta manobra é um eufemismo que visa retirar deste sórdido comércio a pecha negativa que ele possui.
A pornografia desorienta seus usuários a partir de informações falsas. Além de homens e mulheres serem mostrados de forma irreal, como máquinas sexualmente incansáveis; homens são dominadores incapazes de demonstrar ternura e as mulheres são meros objetos passivos (SUPLICY, 1991, p. 373).
A palavra pornografia tem a ver com porneia, e movimenta uma indústria milionária que tem ligações com o crime organizado (LOPES, loc. cit.). Court (op. cit., p. 48-55) demonstra que em países que abriram espaço para a pornografia, houve aumento significativo na quantidade de crimes sexuais relatados, tais como estupros. Em Los Angeles, capital mundial da pornografia, tais crimes cresceram 56% entre 1958 e 1973. Na Inglaterra e País de Gales, o aumento foi de 62%, entre 1950 e 1970. No Japão, onde foi adotada uma política mais restritiva quanto à pornografia, os crimes sexuais diminuíram 49%.
Pornografia e Jogos sexuais
A pornografia propõe determinados padrões de prática sexual, tais como o sexo oral, anal, grupal ou troca de parceiros, que terminam sendo assumidos como normais. O contato com a pornografia estimula a prática de jogos sexuais que contrariam os princípios bíblicos de sexualidade.
Pornografia e sexo precoce (antes do casamento)
Um dos resultados das estimulações da pornografia é a prática do sexo antes do casamento. É claro que alguns casais relacionam-se sexualmente antes do casamento mesmo sem consumirem conteúdos pornográficos. A pornografia, no entanto, induz fantasias que pressionam o usuário à masturbação e à prática de relações sexuais.
Além disso, não há diferença, na essência, entre carícias pré-maritais e sexo pré-marital. Uma vez que carícias são consideradas pelo sexólogos como estímulos preparatórios, uma carícia só difere de uma penetração em termos de conseqüências físicas tais como o rompimento do hímen ou a possibilidade de uma gravidez (WHITE, 1994, p. 62-64). Mesmo que a prática de carícias pré-maritais não seja “descoberta” pelos homens, constitui-se em ofensa a Deus pela quebra dos padrões divinos de pureza sexual.
Pornografia e vício sexual
Todas essas deturpações são desvios da vontade divina relacionada ao sexo e têm o poder de causar dependência, ou seja, viciar (HENDRIKSEN, 1999. p. 314).
O vício sexual é um problema reconhecido por estudiosos das ciências humanas e sociais. Atualmente existem grupos e instituições especializados em tratar de pessoas que não conseguem ter vidas normais por causa da escravidão à pornografia.
Conseqüências naturais
As deturpações da sexualidade produzem prejuízos financeiros, enfraquecimento da relação conjugal, destruição de lares e outras frustrações.
Conseqüências espirituais
As deturpações da sexualidade produzem prejuízos espirituais: quebra da comunhão com Deus (distanciamento da leitura bíblica devocional e oração), afastamento do serviço cristão e pulverização do testemunho evangelístico. A Bíblia ensina claramente que pessoas presas a pecados sexuais não foram regeneradas e, portanto, não entrarão no reino dos céus (1Co 6.9-11; Ef 5.3-14; Ap 22.15).
Conclusão
A sexualidade, como vimos, é uma das mais poderosas dádivas divinas e influencia nossa personalidade. Somos e fazemos e fazemos qualquer coisa como homem ou mulher, ou seja, como seres sexuais.
Biblicamente, a sexualidade foi estabelecida para a liberdade. Liberdade, porém, não significa a autonomia de orientar-me e assumir relações sexuais fora dos padrões de Deus. Liberdade também não é sinônimo de promiscuidade. White (op. cit., p. 66) coloca a questão adequadamente, ao afirmar que “nosso corpo foi feito para a liberdade. Só encontramos liberdade sexual (ou em qualquer outra área) quando cumprimos o propósito da nossa criação”.
Liberdade é graça concedida pelo conhecimento de Jesus Cristo e pela direção poderosa do Espírito Santo (Jo 8.34-36; Rm 8.1-2; Gl 5.16-25). “Aqueles que são dirigidos pelo Espírito respiram o ar alegre e revigorante da liberdade moral e espiritual” (HENDRIKSEN, 1999, p. 313).
A sexualidade foi concedida para encontramo-nos significativamente uns com os outros e, nesses encontros, refletirmos nossa união com Deus. Ela não foi concedida para o prazer egoísta. Na verdade, quanto mais buscamos o prazer fora de Deus, mais sentimo-nos frustrados.
Encontrar o prazer é tão difícil quanto perseguir o fim de um arco-íris. Se você procura o prazer, nunca vai encontrá-lo. Toda vez que você tenta agarrá-lo pelo rabo, ele escapa.(…)
O prazer, na verdade, é um subproduto, um efeito colateral. Ele nos toma de surpresa, quando estamos à procura de alguma outra coisa. (…)
Busque a Deus e você encontrará, entre outras coisas, um prazer penetrante. Busque o prazer e, no fim das contas, você vai encontrar tédio, desencanto e escravidão (WHITE, op. cit., p. 68).
Referências Bibliográficas
BARCLAY, William. As obras da carne e o fruto do Espírito. 1ed. Reimp. 1988. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1985. 118 p.
BARKER, Kenneth. et al. (Orgs.). Bíblia de Estudo NVI. Trad. Gordon Chown, Notas. São Paulo: Vida, 2003. 2424 p.
BÍBLIA DE ESTUDO NTLH. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2005. 1504 p.
COURT, John H. Pornografia: Uma resposta cristã. Trad. José Clóvis Chagas. São Paulo: Vida Nova, 1992. 100 p.
HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Gálatas. Trad. Valter Graciano Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 1999. 367 p.
HENRY, Carl F. H. Christian personal and social ethics in relation to racism, poverty, war and other problems. In: DOUGLAS, J. D. (Ed.). Let the earth hear his voice. Mineapolis: World Wide Publications, 1975. p. 1169-72.
HOLANDA, Aurélio Buarque. Dicionário Aurélio Século XXI. Versão digital.
LOPES, Augustus Nicodemus. Pornografia: Realidade, perigos e libertação. Cuiabá: Web Site Monergismo, [s.d.]. Disponível em Acessado em: 28 Jun 2006.
PIPER, John. Sexo e a supremacia de Cristo. Cuiabá: Web Site Monergismo, [s.d.]. Disponível em Acessado em: 28 Jun 2006.
STOTT, John. A mensagem de Gálatas: Somente um caminho. 1ed. 1989. 3reimp. 2003. Trad. Yolanda Mirdsa Krievin. São Paulo: ABU, 2003. 171 p.
SUPLICY, Marta. Conversando sobre sexo. 17ed. rev. ampl. Petrópolis: Edição da Autora, 1991. 407 p.
WHITE, John. Eros e sexualidade: Uma perspectiva cristã. Trad. Lucy Yamakami. São Paulo: ABU, 1994. 193 p.
As ilustrações utilizadas neste estudo são de autoria de Biry, e foram extraídas do livro Transar ou não transar, de Sérgio e Magali Leoto.
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As convicções bíblicas para plantar novas igrejas
Paulo constitui-se, sem dúvida, no maior paradigma de plantação de igrejas dentro do cristianismo. Dois aspectos, entre muitos, podem explicar esta singularidade do apóstolo. O primeiro relaciona-se com o fato dele conjugar em sua pessoa uma combinação rara de características que, a meu ver, não foi repetida em sua plenitude por nenhum outro personagem da história das missões cristãs: teólogo, missionário e pastor. Foi ao mesmo tempo um teólogo profundo cuja mente brilhante fora capaz de, sob o influxo do Espírito, de sistematizar as bases da teologia cristã, um missionário ardoroso cuja paixão evangelística o levou a ultrapassar enormes barreiras para compartilhar a boa nova do evangelho e ainda revelou-se um pastor extremamente cuidadoso com os seus muitos filhos espirituais. Um segundo aspecto relaciona-se com sua estratégia missionária. Paulo teve como ponto de partida e de chegada de suas atividades missionárias a plantação de novas igrejas. Focado nas cidades do seu tempo, revelando claramente uma ênfase urbana em sua maneira de fazer missões, plantou durante dez anos (de 47 a 57) igrejas na Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia, províncias que compunha uma das bases principais do império Romano.Está posto então que na ponta última da cadeia de convicções de Paulo estava a plantação de uma igreja local. Não fosse esta convicção metodológica de plantar igrejas locais, a atividade missionária de Paulo tenderia a se pulverizar e mesmo não ter qualquer relevância e permanência na história, visto que foi pelas igrejas que plantou que o evangelho foi sendo disseminado de geração em geração.
Autor: Rev. Eduardo Rosa Pedreira
Plantador e pastor da Comunidade Presbiteriana da Barra da Tijuca e um dos diretores do CTPI
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Veja oito hábitos saudáveis para viver melhor
A vida sedentária, má alimentação e os maus costumes, em geral, vão deteriorando a qualidade de vida e o corpo sofre com doenças. Descubra hábitos simples que ajudam você se sentir melhor.
1. Hidratação
Uma boa hidratação melhora a elasticidade da pele. Prefira água a bebidas açucaradas ou refrigerantes que contêm gás e além de tudo engordam.
2. Exercício
Caminhe, ainda que alguns minutos por dia, suba escadas, nade. Mexa seu corpo. O sedentarismo favorece o risco de doenças cardiovasculares, diabete do tipo II, obesidade, hipertensão arterial, excesso de peso, osteoporose, depressão e ansiedade, segundo a Organização Mundia de Saúde (OMS).
3. Alimentação
Inclua na sua dieta diária uma porção de frutas e verduras. Estas comidas não só alimentam, mas também não engordam e têm propriedades que ajudam a controlar o intestino, além de diversos tipos de vitaminas necessárias para o bom funcionamento do corpo.
4. Descanso
Tenha algum tempo para descansar. Seu corpo necessita de um período de 6 a 8 horas para se recuperar das atividades diárias. A falta de sono está vinculada ao prejuízo do corpo e da mente.
5. Diversão
Você precisa de momentos para mudar a rotina, esquecer o trabalho. Está comprovado que o sorriso é uma excelente terapia contra o estresse e a ansiedade.
6. Postura
Procure adotar uma posição adequada no escritório. As cadeiras incômodas podem fazer com que você termine em uma visita ao ortopedista. Disponibilize alguns momentos para esticar os músculos durante a sua jornada laboral. Isto ajuda a evitar dores nas costas, ombros, braços, pescoço e cabeça.
7. Cuidado
Não descuide de seu aspecto pessoal, ainda que você não esteja se sentindo bem. Sentir-se agradável com relação aos outros aumenta a produção de endorfinas, o hormônio responsável, em boa parte, para que as pessoas se sintam felizes.
8. Controle
Visite um médico periodicamente. Não se automedique nem comece dietas sem a supervisão de um especialista. Não deixe tratamentos no meio do caminho e, sobretudo, tenha sempre uma atitude positiva.
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
COMO ENFRENTAR AS PROVAS
EXÓRDIO
Quero lhes dizer que há duas verdades inquestionáveis, confirmadas, absolutas, inevitáveis:
A primeira verdade é que todos nós, sem exceção, passamos, ou estamos passando, ou ainda iremos passar, por algum tipo tribulação que gera em nosso coração um profundo sentimento de dor e de angustia.
A segunda verdade é que nem todos nós, sairemos desses momentos vitoriosos. Nem todos conseguem sair desses momentos vitoriosos.
Mas nós podemos nesta noite meus amados, aprender com o Senhor Jesus a passar por esses momentos de profunda tribulação, que geram em nossos corações, muitas vezes, um profundo sentimento de angústia e de dor, e sair, desses momentos vitoriosos.
EXPLICAÇÃO
É a última semana antes da crucificação de Jesus. Judas, por pura ganância, já havia vendido Jesus (vv. 14-16.). O Senhor tinha antecipado a seus discípulos que eles iriam se escandalizar com Ele (v. 31).
Pedro e os demais, nessa mesma hora, juraram fidelidade até à morte (vv. 33-35). Jesus, então, revela a Pedro que ele o negaria (v. 34).
O Senhor Jesus Cristo acaba de deixar o Cenáculo[1], onde estivera ministrando ao coração de seus discípulos. Desceu o Monte Sião, cruzou o Vale do Cedrom[2], mergulhou nas fraldas do Monte das Oliveiras, no Jardim do Getsêmani.[3]
Diz o evangelista João que o traidor sabia onde Jesus estava, porque Jesus estivera naquele local muitas vezes com seus discípulos.[4] Era um retiro favorito freqüentado por Jesus e seus discípulos[5]. Era um lugar de tranqüilidade e descanso, era um lugar de ensino, era um lugar de oração[6].
Conforme observa o Dr. John Stott, “aqui acontece algo que, apesar da maneira sombria como os evangelistas o descrevem, simplesmente clama por uma explicação, e começa a revelar o enorme preço da cruz de Cristo”.[7]
Mas que lugar é este? Getsêmani significa “lagar de azeite”, “prensa de azeite”. Onde as azeitonas eram esmagadas, eram pisadas, eram prensadas, para se extrair daí, o produto precioso do azeite.[8]
E, não foi noutro lugar, senão neste, onde Jesus entra em um processo de profunda dor e angústia. Onde Ele trava uma luta de sangrento suor, porque estava ali, pesando na balança do Getsêmani, o destino de todos os crêem em seu nome. Isto porque, a base de nosso perdão é a obra expiatória de Cristo, coroada com a sua ressurreição.[9]
O perdão de nossos pecados ampara-se no sacrifício remidor de Cristo. O perdão para as nossas ofensas custou a Cristo a sua oferta voluntária em nosso favor, envolvendo todos os seus sofrimentos e morte na cruz.[10]
Foi no lugar onde as azeitonas eram pisadas, onde as azeitonas eram esmagadas e prensadas, onde o Filho de Deus também foi moído pelas nossas iniqüidades. Onde Filho de Deus foi golpeado pelo nosso pecado. Onde o Filho de Deus entra em um processo de profunda tristeza e angústia, quando o seu suor se transforma em sangue, para sair dali vitorioso.
Foi num jardim que Adão perdeu o paraíso, e haveria de ser num jardim que o Filho de Deus iria reconquistar novamente o paraíso.[11]
E eu queria que nesta noite meus amados, que você olhasse por estas quatro janelas da eternidade: os quatro Evangelhos. Para perceber o sentimento, o drama que o Filho de Deus esta vivendo.
Deixando a maioria dos apóstolos para trás, e instando com eles a que vigiem e orem, Jesus leva a Pedro, Tiago e João – os três íntimos – a certa distância, diz-lhes que se sente “profundamente triste até à morte” (v. 38), e pede-lhes que vigiem com ele. Então se adiantou um pouco, prostra-se com o rosto em terra e ora, dizendo: “Meu Pai: se possível, passa de mim este cálice! Todavia, não seja com eu quero, e, sim, como tu queres” (v. 39). Voltando aos discípulos, encontra-os dormindo e os repreende. Saindo pela segunda vez, ele ora: “Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu beba, faça-se a tua vontade” (v.42). Novamente encontra os discípulos dormindo. De modo que os deixa mais uma vez e ora, pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
Amados de Deus, ao nos aproximarmos dessa cena sagrada, devemos primeiro considerar as palavras vigorosas que Jesus usou para expressar as suas fortes emoções.
O Evangelista Mateus e Marcos descreveram duas expressões em comum. A idéia primaria de angustiar-se (ademoneo na língua grega), detona um sentimento de “aversão repugnante, talvez misturada com tristeza”, enquanto a autodescrição de Jesus como “profundamente triste” (perilypos na lingua grega) que “expressa uma tristeza, ou talvez melhor disséssemos, uma dor mental, ou uma perturbação que o pressiona de todos os lados, da qual, pois, não há escape”.
Essas palavras expressivas indicam que Jesus estava sentindo uma dor emocional aguda, que causava profuso suor, à medida que ele olhava com apreensão e quase terror para o seu suplício vindouro.
EXPOSIÇÃO
As Escrituras asseveram que o traidor buscava um bom momento para entregar Jesus (v. 16), Pedro já tinha sido avisado que negaria Jesus a despeito da sua autoconfiança. Os sacerdotes na calada da noite já tramavam contra a vida de Jesus. Planos terríveis já estavam sendo costurados, mancomunados, para levar Jesus Cristo à morte. E é nesse contexto, que nos precisamos aprender algumas lições.
Portanto, o tema proposto nesta noite é: como enfrentar vitoriosamente as provações.
Eu queria que hoje nós olhássemos algumas lições fundamentais.
A primeira grande lição que encontramos neste texto é que tipo de provas nós enfrentamos nos vales da vida:
A primeira prova que você e eu enfrentamos é a tristeza e a angústia.
Leiam por favor, o verso 37 e 38. Você pode imaginar este quadro? O Deus Todo-Poderoso. O Deus encarnado, o Deus da glória, aquele que era a exata expressão do Ser de Deus. Aquele que refletia na sua face à Glória do Pai; agora esta tomado, encharcado, dominado, completamente tragado e envolvido por uma angústia e por uma tristeza terrível e avassaladora.
Mas, Jesus sentiu tristeza em outras ocasiões da sua vida: a Bíblia diz que Ele um dia estava em Betânia e seu amigo Lázaro estava morto, sepultado. Quando perguntou: Onde o sepultas-te?. Mostraram para ele e diz a Bíblia que Jesus chorou.[12]
Diz as Escrituras que certa feita o Senhor Jesus Cristo chega ao Monte das Oliveiras e olha para a cidade de Jerusalém e se entristece. Quando Ele olha diz: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”.[13]
Mas, agora Jesus esta triste novamente, em um cenário bem diferente, e eu queria que vocês olhassem no texto quatro aspectos da tristeza de Jesus, que foram se intensificando, que foram se avolumando, que foram se agigantando.
PRIMEIRO ASPECTO ESTA NO VERSÍCULO 37, quando diz o texto que Ele começou a entristecer-se e a angustiar-se. Era um sentimento intimo, subjetivo, que ele não tinha ainda compartilhado com ninguém.
O SEGUNDO ASPECTO DESSA TRISTEZA DE JESUS, ESTA NO VERSÍCULO 38a: “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte”. Agora ele abre o coração, dilata a sua alma, agora ele desabrocha a sua alma, agora ele não guarda para si, agora ele conta para os outros, agora ele conta a sua dor, ele deixa vazar pelas janelas do seu coração toda a sua dor.
O TERCEIRO ASPECTO DO SOFRIMENTO DE JESUS ESTÁ NO VERSÍCULO 39, quando ele chega diante de seu Pai para orar e diz: “se possível, passe de mim este cálice!”. A dor que sentia era muito forte.
MAS O ÚLTIMO ESTÁGIO DESSA DOR E DA TRISTEZA DE JESUS ESTA REGISTRADO EM LUCAS 22.44, quando a Bíblia diz Jesus nesse momento de profunda tristeza e dor, orando a Deus, o seu suor começa a se transformar em gotas de sangue.
AGORA EU QUERIA QUE VOCÊ PARASSE PARA E SE PERGUNTAR: POR QUE JESUS ESTA TRISTE? Por que Jesus esta angustiado? Será por que Judas o negaria? Será por que Pedro o negaria? Será por que a multidão o condenaria? Será por que a multidão enfurecida diria: Crucifique-o, Crucifique-o!
Será por que Pilatos o entregaria? Será por que os saldados o crucificariam? Será por que os seus discípulos o abandonariam?
EU QUERO DIZER PARA VOCÊ QUE A ANGUSTIA E A TRISTEZA DE JESUS TEM QUATRO ASPECTOS DISTINTOS QUE NÓS QUEREMOS ALENTAR NESTA NOITE:
1º O ASPECTO TEMPORAL:
Jesus estava absolutamente consciente de que sua hora havia chegado. Ele já não podia mais tangenciar esse momento. Era a hora de beber o cálice da morte no lugar dos amados de Deus, dos escolhidos de Deus!
2º O ASPECTO FÍSICO:
Jesus seria entregue nas mãos dos pecadores. E Ele sabia o que iriam fazer com ele. Ele iria ser açoitado, Ele iria ser cuspido, ele iria ser humilhado.
Vocês já pensaram profundamente nesta cena? Aquele que criou todo o universo ser cuspido no rosto. Aquelas mãos que fizeram o universo sendo amaradas e pregadas na cruz. Já imaginou a dolorosa cena... aquele que refletia a imagem da glória de Deus, sendo cuspido, humilhado, zombado e agredido com um caniço em sua cabeça?
Já pensaram no escárnio de colocar uma coroa de espinhos e forçá-la, rasgando-lhe a fronte?
Jesus sabia a tortura, o sofrimento, o suplício, a dor horrenda, e do abandono que ira passar.
3º O ASPECTO MORAL:
A Bíblia diz que ele foi crucificado junto a malfeitores, como um malfeitor. Ele foi crucificado como um malfeito. Como alguém que insurgiu contra César. Como alguém que se insurgiu contra a religião Judaica, sendo um blasfemo.
Imaginem vocês a dor moral de Jesus sendo suspendido na cruz entre dois ladrões, sendo considerado como malfeitor. Ele que é o bem feitor de toda humanidade. A verdadeira expressão divina e humana. Ele que é o nosso salvador.
4º O ASPECTO ESPIRITUAL.
Por que Jesus sofreu? Porque a sua vida imaculada e santa estava sendo borrifada pelo meu pecado e pelo seu pecado. A Bíblia diz que aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós.
A Bíblia diz que aquele que é bendito eternamente foi feito maldição por nós. Essa é a angustia que dominou o coração de nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele se refere a este suplício como um “cálice” amargo pelo qual ardentemente ora que, se possível, passe dele, para que não tenha de bebê-lo.
Eu gostaria de perguntar a você meu irmão e minha irmã: como você tem enfrentado as tristezas e as angustias da vida?
A SEGUNDA COISA QUE ENFRENTAMOS NO VALE DAS PROVAS É A SOLIDÃO.
Observem vocês que no versículo 39, que o Senhor Jesus Cristo quando vai orar, ele fica sozinho: “adiantando-se um pouco”. Já não tinha mais ninguém com ele.
E eu queria dizer a você meu amado de Deus, que muitas vezes nos momentos da dor e da angústia você também vai se ver sozinho, não tem jeito, sozinho.
Um dos discípulos desgarra do bando, Judas sai para traí-lo, ele entra com os onze discípulos no Getsêmani, deixa oito para trás, caminha mais um pouco com três, mais quando ele tem que beber o cálice da dor, do sacrifício vicário ele fica sozinho.
Muita coisa Jesus disse para a multidão, mas quando ele falou do traidor, ele só falou para os onze; quando ele falou de sua profunda angustia, ele só falou para três de seus discípulos: Pedro, Tiago e João. Mas quando ele vai se prostrar diante do Pai e diz: Pai, passa de mim esse cálice, ele estava sozinho, sozinho... Eu gostaria de lhes dizer que muitas das vezes, você e eu, iremos passar pelos momentos de dor e de angústia sozinhos.
Quando Paulo se encontrava preso em uma masmorra Romana, ele disse: “todos me abandonarão”. Quando João foi exilado na ilha de Patmos, para trabalhos forçados, sob ordem de Domiciano, ele esta enfrentando seu vale de solidão. Sozinho, sozinho!
Nesta noite, eu preciso perguntar a você: como é que você tem enfrentado os momentos de dor e de angústia em sua vida? Eu preciso dizer para você que você vai ter que passar, em um dado momento em sua vida, pelo momento de dor e de angustia sozinho.
EM TERCEIRO LUGAR, O QUE TAMBÉM PODEMOS ENFRENTAMOS NOS MOMENTOS DA DOR E DA ANGÚSTIA: INGRATIDÃO.
Jesus investiu na vida de Judas. Jesus andou com este homem. Jesus ensinou este homem, Jesus ministrou ao seu coração. Jesus o enviou para pregar a Palavra, para curar os enfermos. Jesus lhe concedeu um cargo de confiança: tesoureiro do grupo apostólico. Jesus lavou os seus pés. Jesus o chamou de amigo. Mas a despeito de investir tanto na vida desse homem, ele vende Jesus por cobiça e trai Jesus com um beijo.
Na caminhada da vida meu irmão e minha irmã você vai enfrentar muitas vezes a ingratidão. Dentro de casa, da sua família, seus pais, seus filhos, seus amigos. Gente que você investiu sua vida e seu tempo. Gente que você dedicou atenção, que você deu amor, gente que vai se voltar contra você, que vai falar mal de você, que vai pisar em você, que vai criticar você.
Infelizmente, muitas vezes, aqueles a quem você abençoou, aqueles a quem você fez de tudo para levantá-los, possa um dia se levantar contra você. Mas mesmo assim, jamais devemos de investir nas pessoas.
Gostaria de dizer-lhes que minha mensagem meus amados, é uma mensagem de esperança. Se parasse por aqui, certamente você sairia daqui, profundamente desencorajado. Portanto, como podemos vencer as provas nos vales da vida? Saber que nós vamos ser provados, não há duvida. Então, como triunfar nas provas?
EM PRIMEIRO LUGAR, JESUS NOS ENSINA QUE VENCEMOS OS MOMENTOS DE PROVA ATRAVÉS DA ORAÇÃO.
Vocês podem ver como Jesus leva a sério a oração no versículo 39, no versículo 42 e no versículo 44.
Mas, o que acontece naturalmente quando as pessoas são provadas? As reações são as mais diferentes: Existem muitas pessoas que começam a murmurar. Existem muitas pessoas que se revolta contra Deus. Outras pessoas se escandalizam com Deus e deixam de freqüentar a igreja, deixam de buscar a face do Senhor. Mas eu vejo que Jesus nos ensina algo absolutamente maravilhoso, é que na hora da dor e da angústia, devemos buscar a Deus em oração. Nós precisamos olhar para Jesus, para aprendermos como ele ora.
EXISTEM AQUI CINCO CARACTERISTICA NA ORAÇÃO DE JESUS QUE TEMOS QUE OBSERVAR.
A PRIMEIRA CARACTERISTICA NA ORAÇÃO DE JESUS É A HUMILDADE.
Diz a Bíblia que ele prostrou-se com o rosto em terra, e eu fico pensando nesta cena: O Filho de Deus de joelhos! Eu fico imaginando, ele que é o Deus dos deuses, Senhor dos senhores, com o rosto em terra prostrado. Como então, eu e você, devemos orar em meio às tempestades que nos assolam, nós que somos barro, nós que somos pó?
A SEGUNDA CARACTERÍSTICA DA ORAÇÃO DE JESUS É A INTENSIDADE.
Diz a Bíblia no evangelho segundo Lucas 22.44, que Jesus ora repetidas vezes com tamanho fervor, com tamanha intensidade, com tamanho investimento de alma, que seu suor se transforma em gotas de sangue. Com que intensidade nós oramos queridos? Com que intensidade nós buscamos a face de Deus?
A TERCEIRA CARACTERÍSTICA DA ORAÇÃO DE JESUS É A PERSEVERANÇA.
Ele orou uma vez. Ele orou uma segunda vez. E ele orou uma terceira vez, e, se você examinar detidamente o texto, vai perceber que existe uma progressão na oração de Jesus: “Meu Pai, passe de mim este cálice”; mais a segunda vez: “Meu Pai, se não é possível(...), faça-se a tua vontade”[14]; e da terceira vez, repete as mesmas palavras: “faça-se a tua vontade”. É alguém que ora, não para que a vontade de Deus mude, mas é alguém que ora para que a vontade de Deus se cumpra em sua vida.
Muitas vezes em nossas lutas, o nosso desejo é que a nossa vontade prevaleça, mas o que é importante querido é se sujeitar à vontade de Deus.
O meu coração se alegra quando leio o texto e vejo Jesus nos ensinando. Isto porque, eu não vejo Jesus decretando nada para Deus! Eu não vejo Jesus dizendo: “eu não aceito sofrimento, eu não aceito este cálice”. Eu só vejo Jesus prostrado, humilhado, com o rosto na terra, submetendo-se ao pai e dizendo: “Meu Pai, (...) seja feita a tua vontade”.
A QUARTA CARACTERÍSTICA DA ORAÇÃO DE JESUS É A VIGILÂNCIA.
Veja no versículo 41 que Jesus exorta os discípulos e diz: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação;...”. Meus irmãos e irmãs se na hora da prova você não orar, você não vigiar, você vai cair!
Eu vejo aqui, algumas coisas sobre a vigilância que me impressionam:
a) Porque aqueles discípulos não vigiaram, eles dormiram na batalha.
b) Porque eles não vigiaram, diz a Bíblia, eles não sabiam o que responder. Quem não ora, não tem palavras para dar. Na hora do conflito, na hora da dor, na hora da angústia, na hora que precisamos de uma palavra de ânimo, não fala nada, não tem nada, não tem palavra de conforto para oferecer. Não conhece nada da intimidade de Deus, não esta bebendo das fontes, não esta experimentando a maravilhosa graça de Deus, não sabe o que falar.
c) Porque eles não vigiaram, eles fugiram abandonando o mestre.
d) Porque eles não vigiaram, Pedro intenta ganhar uma batalha na força, na carne, pegando uma espada e cortando a orelha do servo do sumo sacerdote.
Quando nós não vigiamos, meus irmãos, nós não entendemos a natureza da luta, da batalha que nós estamos travando.
A QUINTA CARACTERÍSTICA DA ORAÇÃO DE JESUS NOS REVELA A SUA SUBMISSÃO A VONTADE DO PAI.
A oração não é para que a vontade do homem seja feita no céu, mais para que a vontade do Pai seja feita na terra. “Faça-se a minha vontade e não a tua”, transformou um paraíso em um deserto, lá no Éden. Mas “faça-se a tua vontade”, transformou o deserto da humanidade no jardim de Redenção.
Como você tem orando ao passar pela dor e pela a angústia?
PORTANTO, EM MEIO AS PROVAÇÕES DA VIDA, DEVEMOS PRIMEIRO ORAR E EM SEGUNDO LUGAR DEVEMOS CONFIAR PLENAMENTE NA VONTADE DE DEUS.
No texto paralelo a este, que se encontra no evangelho segundo Marcos 14.36; quando Jesus se prostrou, se ajoelhou para orar, ele disse: “Aba Pai”, “Aba Pai”. E esta palavra “Aba” contém um oceano de significado: não era uma palavra apropriada pala se dirigir a Deus, mas era uma palavra que uma criança tenra usava para se dirigir ao seu pai. [15]
Quando Jesus disse: “Aba Pai”, ele compreendia plenamente que, o seu Deus era o seu Pai, e que o seu Pai, era o seu Deus. Que a sua vida estava nas mãos, não de um Deus distante, estranho, indiferente, mas nas mãos de seu Pai sempre presente, um Deus pessoal.
Saiba que quando você estiver passando pelas provas, Deus não vai permitir que você verta uma única lágrima inutilmente. Deus não é sádico, Deus não é um carrasco, Deus é amor, Deus é bondade. Deus é misericordioso. Deus ama você muito mais, do que, eu e você podemos amar os nossos filhos. Deus não tem prazer em ver os seus filhos sofrendo. Quando Deus permite você passar pela dor, pela angústia, pelos vales das provas da vida, saiba que ele esta no controle, saiba que ele esta no comando, saiba que você poderá confiar plenamente nele porque ele é o seu Pai!
TERCEIRO LUGAR: O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO PASSAMOS PELAS PROVAS?
DEVEMOS BUSCAR SOLIDARIEDADE. Veja o versículo 38 do texto: “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo”. Jesus mostra aqui a sua perfeita humanidade. Quando ele entra naquele jardim, ele queria duas coisas intensamente: comunhão divina e humana.
Meu amado nos momentos de prova nós precisamos de alguém do nosso lado. Não queira viver isolado. Nesse momento Jesus não quer ouvir nada dos discípulos. A única coisa que ele pede aos seus discípulos é: “ficai aqui e vigiai comigo”.
Quando você esta passando por um momento de dor, muitas vezes o que você precisa saber é que existe alguém junto de você. Quando você esta passando pelo momento de dor, a coisa mais importante é que alguém chegue e fique do seu lado, que alguém fique perto de você, e foi isso que Jesus pediu.
QUARTO LUGAR: QUANDO VOCÊ ATRAVESSAR O VALE DA PROVA, VOCÊ PRECISA ATRAVESSAR ESTE VALE CORAJOSAMENTE.
Precisamos ter coragem para enfrentar a dor e a angústia. Veja o versículo 46: “Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima”.
A reação de Jesus não é escapar, não é de fugir. A reação de Jesus é enfrentar. E sabe por que ele tem a coragem de enfrentar? Porque ele passou o tempo orando e depositou toda a sua confiança na vontade do Pai e não se acovardou como os discípulos. Porque ele estava na presença do Pai. Portanto, a oração não é a preparação para fuga dos problemas, mas é a preparação para vencer os problemas realizando a vontade do Pai.
QUINTO LUGAR, PRECISAMOS PASSAR PELO VALE DAS PROVAS COM A CERTEZA DE QUE NO VALE DAS PROVAS RECEBEMOS A CONSOLAÇÃO DE DEUS.
Lucas 22.43 diz que quando Jesus estava lá suando sangue, um anjo de Deus, desceu e veio consolá-lo.
Eu quero lhes dizer duas coisas: Quando você estiver passando pelo vale das provas, Deus pode fazer duas coisas por você:
Primeiro ele pode lhe dar o livramento. Como deu livramento a Daniel na cova dos leões, como deu livramento aos amigos de Daniel na fornalha ardente, como mandou um anjo para romper as cadeias da prisão máxima de Herodes e tirar Pedro de lá. Mas Deus pode fazer outra coisa nos momentos de dor e de angústia: Ele pode fazer o que fez com Paulo. Quando Paulo estava com um espinho na carne e orou ao Senhor, pedindo que tirasse dele este espinho. Ele ouviu de Deus: Eu não vou tirar o espinho, mas vou lhe mostrar a minha graça em sua vida. Isto porque, o Senhor não remove de nós os problemas, mas nos dá força para vencer os problemas. “A minha graça te basta”.
O Senhor Jesus disse: “Meu pai, se possível

