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18 de set. de 2009

Restauração

Um dos temas freqüentemente abordados nas Escrituras inclui destruição e restauração, queda e renovação, morte e ressurreição, humilhação e exaltação. A maldição que assola a Terra um dia será retirada. Seria possível perceber um princípio ou lei que governa a existência humana?
O princípio bíblico afirma que o grão de trigo que não morrer ficará só, mas se morrer produzirá muito fruto. A diminuição é seguida pelo aumento, assim como a humilhação pela exaltação. Israel escravizado no Egito, uma vez libertado, se fortalece e conquista a Terra Prometida. O profeta Jeremias, mais de uma vez, repete a promessa divina de que os exilados na Babilônia serão restaurados pela poderosa mão de Deus. Paulo profetiza que todo o Israel será salvo num futuro que ainda aguardamos ansiosamente.
Há, porém, muitas exceções. Adão e Eva não voltaram para o Paraíso. O cristianismo que conquistou o Império Romano caiu na decadência, o que facilitou a sua destruição pelos muçulmanos no século 7. Não reconquistou sua ascendência. Nos dias de hoje a história se repete. Igrejas dinâmicas que proliferaram na Europa após a Reforma se secularizam e morrem. Povos e terras avivados pelo poder do Espírito e do Evangelho paulatinamente se tornam um deserto espiritual. Podemos esperar seu retorno ao compromisso que tiveram no passado?
Há indicação de que Deus restaurará, soberanamente, com seu onipotente braço, a dinâmica missionária das Ilhas Britânicas, da Alemanha ou da Escandinávia? E que dizer das denominações tradicionais da América que perdem membros anualmente? O que podemos esperar do filho criado num lar piedoso que começa a vida comprometido com o Senhor, mas depois abandona suas convicções?
A alegria que a volta do filho pródigo trouxe para seu pai não é a experiência de todos os pais.
Neste, como em incontáveis outros casos, parece mais forte o princípio de decadência inevitável de tudo o que está relacionado com a vida humana. “Como uma correnteza, tu arrastas os homens; são breves como o sono; são como a relva que brota ao amanhecer; germina e brota pela manhã, mas à tarde, murcha e seca” (Sl 90.5,6). Não seria mais comum esse quadro do que o de decomposição que favorece a volta para um florescimento maior? Há realmente algum fundamento para crer que haverá uma restauração?
Podemos procurar as respostas nas Escrituras, porém será difícil descobrir o princípio que garanta uma restauração de igrejas mortas ou terras avivadas, recuperando sua dinâmica espiritual. Mesmo que a maioria dos filhos pródigos volte para a casa paterna, não há uma promessa clara divina para estabelecer nossa fé.
De qualquer forma, ainda temos algumas bases para se esperar a restauração.

1. A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens (Tt 2.11). A graça continua sendo uma opção para os que sofrem na desgraça da ira de Deus.

2. A oração fervorosa de um justo tem sua eficácia. Elias era humano como nós. Demonstrou o poder da oração de fé que venceu as centenas de profetas de Baal e trouxe Israel de volta à adoração do Senhor Deus vivo.

3. A humilhação tem grande valor, uma vez que a Bíblia ensina que Deus concede maior graça aos humildes, mas se opõe aos orgulhosos.

4. O abandono do pecado também é importante; a renúncia das práticas condenadas na Palavra de Deus. Muitas vezes as conseqüências naturais do pecado viram um chicote para castigar suas vítimas. As duras conseqüências do pecado são capazes de chamar a atenção de desviados e convencê-los a se arrepender.

5. O sofrimento que atinge uma nação, uma família ou um indivíduo, não raro, tem a tendência de incentivar uma busca de renovação espiritual.

6. A própria aproximação da morte pode ser um instrumento. Os terrores da morte freqüentemente provocam um arrependimento genuíno. Quando uma tempestade assola o navio de tal modo que não há mais esperança de resgate, muitos se dobram diante da mão poderosa de Deus. Lembre-se do desastre do navio Titanic!

7. Para os que tiveram uma formação cristã e ainda acreditam que a Bíblia merece crédito, devem pensar de vez em quando no inferno. Mesmo não tendo nenhuma certeza de que eles serão lançados no lago de fogo e enxofre, essa possibilidade pode criar uma insegurança incômoda. Louvemos a Deus por todos os exemplos e possibilidades de restauração!
Russel Shedd
Fonte: Revista Enfoque - Edição N.80 - Mar / 2008

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8 de set. de 2009

Leis da Semeadura e Colheita - Recorte, memorize e pratique

1. Semeie primeiro no Reino de Deus. “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua Justiça, e todas essas coisas (necessidades materiais) lhes serão acrescentadas”. Mateus 6.33. NVI Nova Versão Internacional

2. Você pode escolher o que plantar, mas é obrigado a colher do que plantou.
“Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois aquilo que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá destruição, mas quem semeia para o Espírito, do Espírito Colherá a vida Eterna.” Gálatas 6.7-8. NVI

3. Deus é quem dá semente e colheita.
“Deus é que dá a semente para semear e o pão para comer.” II Coríntios 9.10.BLH Bíblia na Linguagem de hoje

4. Quem semeia vai colher.
“Aqueles que semeiam com lágrimas com cantos de alegria colherão.” Salmo 126.4. NVI

5. Uma semeadura exponencial gera uma colheita exponencial. “Lembrem disto: quem planta pouco colhe pouco; que planta muito colhe muito”. II Corintios 9.6. BLH

6. O fruto é obrigatoriamente da mesma natureza da semente.“Eles semearam ventos e colherão tempestades”. Oséias 8.7 NVI

7. A colheita é sempre mais abundante do que a semeadura.
“Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come, também lhes suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça.” II Coríntios 9.10. NVI

8. O semeador tem que vencer o medo, a preguiça e qualquer outra barreira interna que o impeça de semear. Pois, sua colheita depende de sua semeadura. “Quem fica observando o vento não plantará e quem fica olhando para as nuvens, não colherá”. Eclesiastes 11.4. NVI

9. Para colher é preciso semear, esperar, perseverar e não desanimar.
“Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita.” Gálatas 6.9 BLH

10. Para colher o bem devemos semear o bem intencionalmente.
“Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé”. Gálatas 6.10. “Porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre”. Efésios 6.8 NVI

11. A semeadura do bem é uma influência para criar um futuro sustança.“Mas, quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida Eterna.” Gálatas 6.8b. NVI
Rev. Jeremias Pereira da Silva, pastor da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte.

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3 de jul. de 2009

Maravilhosa Graça


Vídeo da Central Christian Church. Uma mensagem simples não precisa de nada mirabolante p/ ser transmitida.

Fonte: Pavablog

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10 de jun. de 2009

Vivendo para agradar a Deus - 1 Ts 4.1- 8

No texto em tela o apóstolo Paulo vai tanger sobre um solene assunto, a santidade do corpo. Para introduzir esse assunto, ele faz três importantes considerações:
Em primeiro lugar, um clamor veemente (4.1).
O apóstolo Paulo diz: “Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus...” (4.1). A palavra grega Loipon, “finalmente”, traz a idéia de que Paulo está apresentando seu último assunto. Embora pareça estranho que Paulo tenha usado esse advérbio quando ainda há uma porção substancial da carta à frente, na realidade, Paulo já chegou à última seção principal da carta.
Howard Marshall pondera que os dois primeiros versículos se constituem em introdução à seção, mas também constam como um prefácio para a totalidade do restante da carta com seu tom predominantemente ético e exortativo. Paulo coloca grande solenidade em sua linguagem. Ele pede, roga e exorta a igreja para que busque uma vida que agrade a Deus por meio da santificação.
Em segundo lugar, um progresso evidente (4.1b).
O apóstolo Paulo acrescenta: “[...] que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais” (4.1b). Havia progresso na vida espiritual dos crentes tessalonicenses, mas Paulo estava certo de que eles deveriam continuar progredindo de forma mais expressiva na busca de agradar a Deus.
Warren Wiersbe disse que agradar a Deus significa muito mais do que simplesmente fazer a vontade de Deus. É possível obedecer a Deus e, ainda assim, não agradá-Lo. Jonas é um exemplo disso. Ele obedeceu às ordens de Deus, mas não o fez de coração. Deus abençoou Sua palavra, mas não pôde abençoar seu servo. Assim, Jonas assentou-se do lado de fora de Nínive, zangado com todos, inclusive com o Senhor. O irmão mais velho do filho pródigo obedecia em tudo a seu pai, mas não se agradava dele, não se deleitava em sua comunhão. Vivia como um escravo na casa do pai.
Em terceiro lugar, uma razão eloqüente (4.2).
Os crentes tessalonicenses deveriam viver do modo agradável a Deus, porque eles já haviam sido instruídos na verdade. Paulo declara: “Porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus” (4.2). A palavra grega paraggelia, “instrução”, detona uma palavra de ordem recebida de um superior, que deve ser passada a outras pessoas. Warren Wiersbe na mesma linha de pensamento diz que este termo faz parte do vocabulário militar e se refere as ordens dadas por oficiais superiores.
Somos soldados do exército de Deus e devemos obedecer às Suas ordens. O pecado de um crente é pior do que o pecado de um incrédulo, pois seu pecado é consciente. Seu pecado é uma rebelião deliberada contra um mandamento recebido.
Com respeito à vida que agrada a Deus, um ponto fundamental é tratado por Paulo: a santificação do corpo. Vamos considerá-los a partir de agora:
Em primeiro lugar, vejamos sobre a santificação do corpo (4.3-8).
Antes de entrar propriamente dito na exposição do texto, precisamos entender o contexto em que ele foi inserido. A vida sexual no mundo greco-romano nos tempos no NT era um caos, sem lei. Naquele tempo a vergonha parecia ter sumido da terra.
É quase impossível mencionar um grande personagem grego que não tivesse a sua hetaira, ou seja, sua amante. Alexandre Magno tinha a sua Taís, que depois da morte de Alexandre aos 33 anos, casou-se com Ptolomeu do Egito e tornou-se mãe de reis. Aristóteles tinha a sua Herpília; Platão, sua Arquenessa; Péricles, sua Aspásia, que escrevia seus discursos; Sófocles, sua Arquipe. A atitude grega dificilmente pode ser melhor demonstrada do que pelo fato de que, quando Sólon foi o primeiro a legalizar a prostituição e a abrir os prostíbulos do Estado, os lucros destes eram usados para erigir templos aos deuses.
Quando a frouxidão moral grega invadiu Roma, tornou-se tristemente grosseira. Os laços matrimoniais foram menosprezados. O divórcio desastradamente fácil. A moral entrou em colapso. A ética era flácida e permissiva. Em Roma Sêneca escreveu: “As mulheres casam para se divorciar e se divorciam para casar”. A moralidade estava morta, acéfala. O mesmo Sêneca ainda escreveu: “A inocência não é rara, é inexistente”.
A chamada classe alta da sociedade romana havia se tornado grandemente promíscua. Juvenal chegou a dizer que até mesmo Messalina, a imperatriz, esposa de Cláudio, saía às escuras, na calada da noite do palácio real, afim de servir num prostíbulo público. Ela era a última a sair de lá e “voltava ao travesseiro imperial com todos os odores dos seus próprios pecados”.
Pior ainda era a imoralidade desnaturada que grassava nas altas cortes. Calígula vivia em incesto habitual com sua irmã Drusila. A concupiscência de Nero não poupou sequer sua própria mãe Agripina, a quem depois assassinou.
A homossexualidade em Roma era algo escandaloso. O historiador Gibbon afirma que dos quinze imperadores, Cláudio o traído pela mulher, foi o único imperador que não foi homossexual.
Na Grécia a imoralidade estava tão acentuada que Demóstenes, o maior orador grego, disse: “Os gregos têm prostitutas para o prazer; concubinas para as necessidades diárias do corpo e esposas para procriar filhos legítimos”.
Paulo coloca-se contra essa imoralidade sexual ao escrever esta carta para a igreja de Tessalônica, uma importante cidade grega. Ele enfrenta, porém, três dificuldades nesse seu propósito:
Primeiro, não havia forte frente de opinião contra a imoralidade.
Para o mundo greco-romano, a imoralidade nas questões sexuais era permissiva e promíscua. Em 1 Tessalonicenses 4.1-8 Paulo descreve a imoralidade na sociedade grega e em Romanos 1.18-28 Paulo descreve a imoralidade na sociedade Romana.
Segundo, o prevalecimento das idéias gnósticas.
Para os gnósticos, o espírito era totalmente bom e a matéria essencialmente má. Se o corpo é matéria e, portanto, mau, então, não importa o que você faz com ele, diziam os gnósticos. Pode-se, então, saciar seus desejos e apetites sem qualquer constrangimento. O gnósticismo estava, assim, na defesa da imoralidade.
Terceiro, a prostituição era vinculada com a religião.
Havia muitos templos com sacerdotisas que eram chamadas de “prostitutas sagradas”. O templo de Afrodite em Corinto, cidade grega, tinha mais de 1000 prostitutas cultuais. Existia na Grécia o deus EROS, o deus do sexo. Em Atenas, até hoje, há estatuas escandalosas com cenas eróticas, sendo vendidas nas lojas alimentando essa crendice pagã.
Tessalônica como cidade grega estava encharcada com toda essa avalanche de imoralidade. A igreja tinha saído do meio dessa sociedade promíscua e vivia ainda nesse contexto. Por isso, Paulo escreveu este capítulo para orientar a igreja acerca da santidade do sexo.
Os tempos mudaram e hoje se fala em uma nova moralidade. Ela não é nova: é a velha moralidade de Roma e da Grécia. Atualmente, escasseiam os absolutos morais. Vivemos numa sociedade que idolatra o corpo, numa cultura sexólatra e pansexual. Este é o século do prazer barato e o reino do hedonismo. O sexo santo, puro, bom e deleitoso criado por Deus está sendo banalizado, comercializado e vilipendiado.
Nossa sociedade perdeu o pudor, o respeito e a vergonha. O nudismo se tornou uma questão de arte. A indústria pornográfica é uma das mais rentáveis do mundo. A televisão brasileira é uma das mais nocivas para a formação do caráter em todo o planeta. O adultério é estimado. O homossexualismo é aplaudido, esta até virando moda. Faz-se apologia da traição, da infidelidade conjugal, da defraudação, do homossexualismo, do vício, e do desbarrancamento da virtude. Os marcos que sinalizam os limites e os absolutos foram arrancados. Os fundamentos da nossa sociedade estão abalados (Sl 11.3).
Neste contexto, é imperativo estudarmos este texto de Paulo. Os pontos são destacados pelo apóstolo: a ordenança divina para uma vida de pureza, de santidade e as razões para vivermos uma vida pura.
VEJAMOS EM PRIMEIRO LUGAR, A ORDENANÇA DIVINA PARA UMA VIDA DE SANTIDADE – SANTIDADE DO CORPO – 4. 3-6.
A vontade de Deus para a igreja é a santidade. Essa santidade tem um aspecto negativo: a abstenção da impureza sexual e um aspecto positivo: a prática do amor. Pode-se argumentar que são dois lados da mesma moeda, porque “O amor não pratica o mal contra o próximo” (Rm 13.10).
Como podemos alcançar a pureza moral? Se a santificação é a vontade de Deus, como podemos viver dentro dessa vontade? Quais são, então, as marcas de um verdadeiro cristão?
Primeiro, o cristão é aquele que se abstêm da impureza sexual (4. 3b).
A palavra grega pornéia, traduzida por “prostituição”, significa pecado sexual, relações sexuais ilícitas, atividade sexual ilícita. Howard Marshall ensina que o termo pornéia refere-se a todas as relações sexuais fora daquelas que ocorrem dentro do relacionamento do casamento. Paulo tem em vista tanto o sexo antes do casamento quanto o sexo fora do casamento, tanto a fornicação quanto o adultério.
A palavra pornéia engloba também o homossexualismo bem como todas as outras formas aviltantes da prática sexual. De igual modo pornéia unclui a impureza da mente, os desejos ilícitos, a pornografia.
Warren Wiersbe enfatiza que as instruções de Deus com referencia ao sexo não têm como objetivo privar as pessoas da alegria, mas sim protegê-las de modo a que não percam a alegria. “Não adulterarás” é um mandamento que levanta um muro ao redor do casamento, não para torná-lo uma prisão, mas sim um jardim belo, seguro e regado.
A palavra grega apechomai, “abster-se” parece ter sido comum no ensinamento ético cristão primitivo (At 15. 20,29); 1Ts 5.22; 1Pe 2.11). Subentende a total abstinência do mal, e vale a pena comentar que onde as coisas são más a atitude cristã é necessáriamente de abstinência de todos os tipos de imoralidade sexual.
E quais são as principais formas de impureza sexual?
- Pornografia – Leva para a mente pensamentos impuro. Abre portas para pecado e para masturbação.
- Masturbação – É auto satisfação, sente o prazer sozinho. As pessoas viciadas em masturbação são carentes. Pecando por pensamentos e desejos impuros.
- A internet - Fator negativo: Tem sido veiculo usado para prostituição e masturbação.
- O Bestialidade – Lv 18:23 e 20:15 sexo com animais.
- Homossexualismo – Na carta aos Romanos 1:22-27, Paulo fala de um pecado abominável, desenfreado naquela época, e que tem se tornado preponderante hoje: a homossexualidade. Trata-se de um pecado condenado repetidamente nas Escrituras (Gn 18.20ss; 1Co 6.9, 10; Jd 7). Paulo o caracteriza como “infame” e “contrario à natureza”. Não se refere apenas aos homens, pois “até as mulheres” entregaram-se a esse pecado.
O objetivo de satanás é perverter tudo de maravilhoso que o Senhor criou. A amizade é um tesouro dado por Deus, mas satanás quer fazer crer que o amigo deseja outro amigo e que a amiga deseja a outra amiga para ter relacionamento intimo.
- Prostituição – A comercialização do próprio corpo.
- Fornicação – Ato sexual antes do casamento.
- O adultério – Sexo fora do casamento.
Mt 5:27-28 - sexo fora do casamento. Quem adultera comete o pecado do furto, pois tira algo que é do cônjuge sem o consentimento dele.
Segundo João Calvino o vinculo do casamento é mais sagrado que o vinculo que prende os filhos aos seus pais. O marido deve ser intimamente unido à esposa do que aos seus próprios pais. Nada, a não ser a morte, deve separá-los. A expressão “uma só carne” condena a poligamia, o divórcio e a devassidão.
Se a mútua união de duas pessoas é consagrada por Deus, a infidelidade conjugal está abertamente desautorizada por Deus.
Alguns pensam que a expressão “uma só carne” significa somente uma união física. Na verdade ela significa muito mais do que uma união física. Contudo, a expressão revela, outrossim, a pureza e a santidade do sexo. O relacionamento marital é santo aos olhos de Deus. O sexo é santo. Fora do casamento, o sexo torna-se uma força destruidora, mas dentro do casamento, num compromisso de fidelidade e amor, o sexo pode ser criativo e construtivo. O casamento é o meio estabelecido por Deus para evitar o pecado sexual e ao mesmo tempo proporcionar prazer ao ser humano. Contudo, o ato sexual é apenas um aspecto desta união perfeita. O casamento não é só sexo. É uma comunhão perfeita entre dois serem imperfeitos e que envolve todos os aspectos de suas vidas. Portanto, a finalidade desta união não se exaure com a satisfação psicológica (auto-realização), ou satisfação física (prazer sexual), nem com a satisfação biológica (gerar filhos). Ela inclui também a proteção, o sustento, a companhia em todos os momentos desta vida e deve durar até que a morte os separe.
Segundo, o cristão é aquele que sabe controlar seu próprio corpo (4.4).
A palavra grega skeuos, traduzida por “corpo”, tem um duplo significado. Ela pode significar corpo ou vaso. Essa palavra foi usada literalmente para descrever utensílios e vasos domésticos (Mc 11.16; Lc 8.16; At 2.27; 18,12). Pode-se, então, pensar no corpo humano como sendo um artigo de cerâmica, um vasilhame frágil (2Co 4.7); esta metáfora está presente em 1Pedro 3.7, onde a esposa é o “vaso mais frágil”. Assim, saber possuir o próprio corpo pode ter dois significados básicos:
-Primeiro, controlar o corpo – O cristão é alguém que sabe controlar o seu corpo. A Bíblia diz que o nosso corpo é um vaso (2Co 4.7; 2Tm 2.20,21). O nosso corpo é o naós, o santo dos santos, o santuário do espírito santo de Deus. O corpo do cristão foi criado por Deus e remido por Ele; é habitado por Deus, deve ser cheio do Espírito Santo e glorificar a Deus em todo momento. O apóstolo Paulo preconizou: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6.20). O mesmo apóstolo ainda escreve: “[...] o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor, e o Senhor, para o corpo” (1Co 6.13). Na carta aos Romanos, Paulo exorta: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões” (Rm 6.12), e ainda acrescenta: “Assim como ofereceste os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para a servirem a justiça, para a santificação” (Rm 6.19).
O corpo deve ser usado em santificação e honra. O corpo é para o Senhor e não para a imoralidade. É para ser palco de santidade e não obscenidade; é para ser honrado e não mercadejado ou desonrado pela sexualidade inflamada.
-Segundo, obter a esposa. A palavra “vaso”, também, era usada para descrever a mulher (1Pe 3.7). Assim, Paulo estaria orientando os homens acerca da maneira santa de buscar um casamento, tendo um namoro e um noivado puros. O sexo no casamento é uma bênção, mas antes e fora dele uma maldição, uma força destruidora (4.3-8; Pv. 6.32). Destrói nossos sonhos, objetivos. Torna nossa mente cativa e nos afasta de Deus.
Terceiro, O cristão é aquele que não ofende nem defrauda a seu irmão (4.6a).
O apóstolo exorta: “[...] e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão” (4.6a).
A palavra grega pleonektein, “defraudar”, significa despertar um sentimento ou desejo no outro que não pode ser licitamente satisfeito. É ir além, ultrapassar os limites. Significa tirar o melhor proveito que puder da situação. É tentar ganhar egoisticamente mais, a qualquer custo e por todos os meios, independentemente dos outros e dos seus direitos. Defraudar é tirar vantagem de outra pessoa mediante comportamento sensual, libidinoso, provocativo.
Vivemos na cultura da sedução. O cinema, a televisão, as revistas e a moda promovem e fazem apologia da sensualidade provocativa. As roupas sumárias, os flertes, a onda do “ficar”, onde um rapaz ou uma moça “fica” com duas ou três pessoas diferentes numa mesma festa é uma afronta à santidade do corpo e uma desobediência à exortação de Paulo.
Preste atenção, a melhor maneira de escapar da defraudação é fugir da situação. Faça como José. Não pense que você terá força para vencer no momento da prova.
Exemplo: O rapaz namorando na frente da igreja – Nossos hormônios não são crentes!!!
VEJAMOS EM SEGUNDO LUGAR, AS RAZÕES PARA VIVERMOS UMA VIDA PURA (BUSCANDO A SANTIFICAÇÃO DO CORPO) (4. 6B – 8). POR QUE DEVEMOS BUSCAR A SANTIFICAÇÃO DO CORPO E A PUREZA DO SEXO?
Primeiro, Porque o Senhor contra todas as coisas é o vingador (4.6b).

Paulo é expressamente claro: “[...] porque o Senhor, contra todas estas cousas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador” (4.6b).
A palavra grega ekdikos, “vingador” era usada nos papiros para o ofício de um representante legal, ou seja, a pessoa que executa a sentença. Marshall acredita que o pensamento é mais que Deus toma o partido das vítimas do crime e da iniqüidade e obtém justiça para elas, e que age como o sustentador da ordem moral contra aqueles que pensam que podem quebrá-la impunemente.
Hendriksen corrobora dizendo que esses pecados são comumente praticados em secreto: o pai ou o esposo não sabe o que está acontecendo, e seus direitos estão sendo negados; ele está sendo defraudado. Deus. Porém, sabe, e revelará ser o vingador. Ainda que o irmão que assim foi enganado e defraudado jamais descubra a iniqüidade de que foi vítima, não obstante existe um vingador, que é Deus. Essa verdade precisa ser enfatizada, especialmente na promíscua sociedade contemporânea, onde a imoralidade não tem sido não apenas aceita, mas também é estimulada.
Nossa geração tem brincado muito com Deus. Tem pensado que Deus é bonachão. Eles esquecem deliberadamente que Deus é santo, justo e revela Sua ira contra toda impiedade e perversão dos homens (Rm 1.18).
Os que vivem à cata de prazeres sensuais, defraudando os outros e desonrando seus corpos, vão esbarrar no dia do juízo diante do Deus irado, diante do vingador.
Contudo, Deus vinga o homem já, entregando-o aos verdugos de uma consciência pesada, de uma vida cheia de culpa e desassossego. Davi, depois que cometeu adultério com Bete-Seba, sentiu a mão de Deus pesar sobre ele. O seu vigor tornou-se sequidão de estio a ponto dos seus ossos secarem e seus gemidos o atormentarem durante as noites.
O apóstolo Paulo diz: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). deus é um fogo consumidor e horrível coisa é cair em Suas mãos!
Meu querido irmão, aquele que permanece no pecado da impureza e não o confessa nem o deixa, não encontrará misericórdia (Pv 28.13), pois a Palavra diz: “Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas [...] herdarão o reino de Deus” (1Co 6. 9,10).
O apóstolo Paulo é claro: “Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idolatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas cousas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Ef 5.5,6). Ainda o apóstolo João escreve: “Quanto, porém, aos impuros [...] a parte que lhes cabe no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Ap 21.8).
Segundo, por que devemos buscar a santificação do corpo e a pureza do sexo? Porque Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santidade (4.7).
Não podemos inverter o propósito de Deus em nossa vida. Fomos eleitos em Cristo desde a fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1.4). Deus nos escolheu desde o princípio pela santificação do Espírito e fé na verdade (2Ts 2.13). Nós fomos salvos do pecado e não no pecado; fomos salvos da impureza para a santidade. Nós somos cartas vivas de Cristo, o sal da terra, a luz do mundo, o perfume de Jesus. Aquele que anda na prática do pecado nunca viu a Deus nem é nascido de Deus. Aquele que vive em pecado ainda está nas trevas.
Terceiro, porque quem despreza a santificação do corpo despreza o próprio Deus (4.8a).
Se Deus é quem nos chamou de modo que possamos ser santificados se segue que considerar de somente valor aquilo que foi dito não é desrespeitar ao homem, mas, sim, ao próprio Deus.
Quem pratica a impureza rechaça Deus da sua vida. Não se trata apenas da rejeição de um código de ética, de preceitos da igreja e ou regulamentos morais da família. Quem é prisioneiro da impureza, da pornografia, no sexo ilícito se insurge contra o próprio Deus, o verdadeiro autor das instruções que expressam Seu propósito de santidade para o seu povo.
A situação daqueles que praticam esses pecados não é: “Como eu vou ficar agora diante dos meus irmãos, da minha família, da minha igreja? Como eu vou me justificar diante dos amigos?” Aqueles que andam na impureza estão desprezando a Deus e terão de dar contas a Ele. Infeliz é o homem que rejeita Deus em sua vida!
Quarto, porque quem pratica a impureza menospreza o recurso que Deus oferece para uma vida santa (4.8b).
O apóstolo Paulo conclui: “[...] que também vos dá o seu Espírito Santo” (4.8b).
O Espírito Santo nos foi dado como santificador. Diz a Escritura: “[...] andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl 5.16). Andar em impureza é entristecer o Espírito (Ef 4.30), é apagar o Espírito (1Ts 5.19), é resistir o Espírito (At 7.51), é ultrajar o Espírito Santo.
Deus não apenas nos chama para a santidade, mas Ele também nos dá poder para viver uma vida santa.

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28 de mai. de 2009

Missionários Presbiterianos traduzem a Bíblia para índios no MS


O Jornal Nacional vai apresentar, a partir desta terça-feira, uma série de reportagens sobre obras sociais de algumas das dezenas de igrejas evangélicas presentes no Brasil.
“Quando você pode ensinar uma criancinha que está ao seu lado, quando você pode curar a ferida de alguém está sofrendo no hospital. Todos esses gestos não são simplesmente de um profissional que está fazendo, mas alguém que tem o ideal de servir e que gostaria, através daquele gesto, alcançar a grandeza e o amor de Deus no seu coração”, afirma Benjamim Bernardes, reverendo da Igreja Presbiteriana.
“Eu gostei da parte onde diz que Deus não quer que nenhum dos pequeninos se perca. Assim como ele amou a ovelha perdida, ele ama a todos igualmente. A missão trouxe uma nova realidade para uma comunidade indígena, uma outra vida”, revela o índio caiuá Natanael Cárceres.
“Todos nós podemos fazer algo, por mais simples que seja, desde que haja no nosso coração o desejo sincero de poder servir ao próximo”, conclui Benjamim Bernardes.

Conheça melhor a Missão Evangélica Caiuá

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3 de fev. de 2009

O Deus da nossa Fé

Tema - "O DEUS DA NOSSA FÉ"
Texto: ISAÍAS 38. 01-06.

O Texto que acabamos de ler, nos fala de duas crises tremendas que assolaram o Rei Ezequias, dois problemas que reinavam no reino de Judá: O primeiro – uma doença mortal que viera e roubara todos os sonhos e perspectivas do rei. A segunda – uma crise política. Os assírios queriam conquistar o seu reino.
Para agravar mais ainda a situação; o Senhor manda o profeta Isaías ir até o rei e relatar que ele deveria por em ordem a sua casa, pois iria morrer.
Duas crises tremendas: Uma doença mortal que tira toda sua alegria e uma crise política que assola sua nação.
Na verdade quando olhamos os relatos Bíblicos; é extremamente gratificante observarmos, que os muitos problemas que sucatiavam os grandes heróis da fé, são muitos semelhantes a aqueles que tentam hoje roubar a nossa alegria.
Os nossos problemas, apesar de vivermos numa sociedade tão diferente e distante daquela época, são muitas vezes, semelhantes a aqueles que um dia empunharam o estandarte da fé e viveram para a glória de Deus. E são essas semelhanças, esses exemplos, que nos ensinam como o nosso Deus é tremendo e se preocupa de forma individual conosco. Os heróis do passado eram homens e mulheres comuns, mas que aprenderam a confiar completamente em Deus, e isso, fez toda a diferença em suas vidas.
O texto de Isaias nos relata que quando Ezequias recebeu a notícia que deveria por em ordem a sua casa, porque ele iria morrer. Seu coração explodiu de tristeza, a ponto de virar seu rosto para a parede e seus olhos romperam em lágrimas. Mas ele se voltou para aquele que era o único que poderia entender o que se passava em seu coração. Ele se voltou para o único que poderia agir poderosamente em sua vida e mudar aquela trágica situação: O Senhor! Se não vejamos os versículos 2 e 3: “Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao Senhor. E disse: Lembra-te, Senhor, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo”.
Ele se rasgou na presença de Deus. Ele trouxe a sua memória, a lembrança dos grandes feitos de Deus em sua vida e da sua eterna fidelidade para com Ele.
Então a resposta do Senhor, veio mais que depressa. O Senhor diz a Isaías nos versículos 5 e 6. “Vai e dize a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quinze anos”.
Meus amados, verdadeiramente este é o Deus da nossa fé. É o Deus que podemos confiar e depositar toda a nossa vida em suas mãos!
É o Deus que nos conhece e se compadece de nós, se preocupa conosco! É o Deus que possui um amor verdadeiro, incondicional e unilateral. Ele nos ama independente da resposta de nosso amor. É o Deus que não pesa o nosso coração. Ele nos ama, apesar da nossa limitação e da nossa resposta ao seu amor.
E olhando para este texto, podemos aprender 03 verdades soberanas e capitais. Verdades que garantem a nossa fé.
EM PRIMEIRO LUGAR, PODEMOS APRENDER QUE O DEUS DA NOSSA FÉ, É O DEUS QUE OUVE AS NOSSAS ORAÇÕES. V. 5 “...OUVIA TUA ORAÇÃO”.
Não é um Deus imaginário, impessoal e que longe esta de nós. Não é um Deus presente-ausente, como dizem os Deístas, que criou sim; todas as coisas, mais que se esqueceu da sua criação, que abandonou a sua criação. Absolutamente não! O nosso Deus ouve as nossas orações. Nossas suplicas não caem no vazio, porque o Senhor as ouve e nos responde. Ele nos ama intensamente. Seus propósitos são santos e verdadeiros.
No livro dos Provérbios 15. 29 podemos observar: “O SENHOR está longe dos perversos, mas atende à oração dos justos”. Também encontramos no capítulo 15. 8 que “O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento”.
A agenda do Senhor nunca esta acabada, quando diz respeito a mim e a você. Ele sempre esta pronto para nos ouvir, para escutar nossas orações, ouvir o clamar de nossa alma.
Talvez você esteja constantemente se colocando na presença de Deus em oração, em função de um grande problema que você esteja enfrentando. Talvez você esteja buscando uma resposta, uma solução para algo que tem afligido o seu coração. As vezes, parece que Deus se esqueceu de você, não esta te ouvindo. Não perca a sua esperança. Confie em Deus! Confie em suas promessas! Quando estamos no centro da vontade de Deus, nos encontramos no lugar mais segura para se viver. Por isso, não desespere, confie no Senhor, Ele esta reservando o melhor para você, não perca sua esperança.
No livro do profeta Jeremias, capítulo 29, versículo 11 o Senhor nos diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte”;
Que promessa singela, que palavra maravilhosa! Todos aqueles que buscam a Deus com pureza de coração, em espírito e em verdade, podem confiar e descansar total e plenamente no Senhor!
Portanto, irmãos, o Deus da nossa fé é o Deus que houve a sempre as nossas orações! Mas o nosso Deus, não somente ouve as nossas orações, mas também vê as nossas lagrimas. O versículo 5 no diz: “...Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas;...”.
EM SEGUNDO LUGAR, PODEMOS APRENDER QUE O DEUS DA NOSSA FÉ, É O DEUS QUE SE SENSIBILIZA COM A NOSSA DOR.
O salmista no salmo 56 .8 demonstra muito bem o cuidado e a sensibilidade de Deus por nós: “Contaste os meus passos quando sofri perseguição; recolhestes as minhas lágrimas no teu Odre.”
O Deus da nossa fé não só vê, mas também recolhe e enxuga todas as nossas lágrimas.
Os gregos diziam que Deus não pode sofre, pois o sofrimento é sinal de fraqueza. Contudo, o nosso Deus é o único Deus Todo-Poderoso, Majestoso, Infinito, Imenso, Eterno, Imutável, Auto-existente e Auto-suficiente, sem deixar de se importar conosco. Deus sofre por nós. Ele se compadece de nós.
Na Carta de Paulo aos Romanos 8. 26, o apostolo diz que “o Espírito Santo intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.” Ele se importa com os nossos sofrimentos, com a nossa dor e angústia mais íntima.
O Deus da nossa fé é um Deus de muita sensibilidade. Ele nos ama profundamente e sofre, quando também sofremos.
EM TERCEIRO LUGAR, PODEMOS APRENDER QUE O DEUS DA NOSSA FÉ, EM TODAS ÀS CIRCUNSTANCIAS TOMA A NOSSA DEFESA. (V. 6)
Os problemas e as circunstancias adversas da vida, podem tentar nos fazer desistir de seguir em frente, mas em nossa defesa em toda e qualquer circunstância, esta o Senhor.
No livro de Josué 1. 9, nós encontramos uma palavra muito pertinente para os nossos dias. Dias em que muitos se sentem, muitas vezes, desanimados, esgotados, afligidos. Dias em que muitos não sabem o que fazer, para onde ir e qual o caminho a seguir diante dos aleivosos perigos da vida: “Não te mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares”.
O apostolo Paulo, nos faz a clássica pergunta em Romanos. 8. 31: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” E nos faz a mais linda afirmação de toda Bíblia: “Tudo posso naquele que me fortalece!.”
Meus queridos irmãos e irmãs, a verdade é que quando nós olhamos para a história, é impossível deixar de ver a mão poderosa de Deus regendo as circunstancia, para revelar os seus propósitos. Um forte exemplo disso aconteceu na Inglaterra do século XVIII: Estava tudo num caos. Davi Hume, John Locke e Voltaire era os homens lidos da época. O país naufragava em uma total perdição. A sabedoria humana sem Deus estava levando o país ao caos. Mas Deus levantou, homens como John Wesley e George Whitefield, homens comprometidos com a verdade, levantaram-se com a Bíblia, na unção do Espírito Santo e o país foi salvo. Isso nos mostra, que Deus esta no controle de todas as coisas. Nada pega o Senhor de surpresa. Aquele que ama você, tem o poder de fechar e abrir as portas do universo. Portanto, se o Senhor está conosco, independente das circunstancias, sairemos vitoriosos e a vontade de Deus, em nossa vida, será cumprida!
AGORA PRESTE ATENÇÃO! Se o Rei e Senhor absoluto do universo está do nosso lado, se ele nos amou, nos escolheu, nos chamou, nos justificou e já nos decretou a nossa glorificação, então somos vitoriosos e invencíveis. Ainda que o inferno inteiro se levante contra nós, haveremos de triunfar.
Você e Deus são maioria absoluta. Você está do lado do Deus onipotente. O seu Deus é maior do que seu inimigo. O seu Deus é maior do que todas as provações. Os seus problemas e os seus inimigos estão debaixo dos pés do Senhor. O mundo, a carne e o diabo podem continuar alistando-se contra nós, porém nunca nos poderão vencer se Deus é por nós!
Como Deus é por nós; todos os nossos inimigos nada significam, pois quem pode lutar contra Deus e prevalecer? Quem pode frustrar os desígnios de Deus?
Que o Senhor nos abençoe e que possamos confiar plenamente na sua Palavra e provisão. Porque ele ouve nossas orações, vê nossas lágrimas e em toda e qualquer circunstância, sai em nossa defesa.
Soli Deo Gloria!

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23 de mar. de 2008

Uma Visão Cristã da Sexualidade

Sexualidade é “o conjunto dos fenômenos da vida sexual” (Dicionário Aurélio Século XXI). Biblicamente, a sexualidade é uma das mais poderosas dádivas divinas e situa-se no centro da personalidade humana.
A partir da adolescência a sexualidade deve ser compreendida sabiamente. Conceitos e hábitos estabelecidos nessa fase acompanham o indivíduo no restante de sua vida.

Sob a ótica da sociedade atual, a sexualidade é destacada, embalada e vendida, como bem de consumo. Ela é tanto a motivação quanto o produto final de muitas iniciativas de marketing.
É importante refletir sobre a sexualidade do ponto de vista de Deus, a partir de sua revelação contida nas Escrituras.
I. Aspectos positivos da sexualidadeA sexualidade é mostrada na Bíblia positivamente. Sexo, de acordo com a Escritura, é dom divino vivenciado de acordo com os padrões do Criador.
1. A sexualidade é uma dádiva de Deus26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (…). 27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra (Gn 1.26-28, ênfase acrescentada).
Os gêneros sexuais refletem a imagem e semelhança do Criador. Daí a dignidade tanto do homem quanto da mulher. A prática de relações sexuais está implícita na referência do v. 28 à procriação.
18 Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. (…) 20 Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. 21 Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. 22 E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. 23 E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. 24 Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. 25 Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam (Gn 2.18, 20-25, ênfases acrescentadas).
A sexualidade implica em união mútua e profunda intimidade.
2. Na sexualidade encontramos um fundamento para a individualidadeComo indivíduos, identificamo-nos, interagimos com o mundo, cumprimos nossa vocação e até nos relacionamos com Deus como homens ou mulheres.
O que somos, somos sexualmente. Expressões tais como “eu sou João” ou “eu sou Maria” expressam que no centro de nossa identidade encontra-se nosso gênero sexual. Em decorrência do ato criador divino, somos feitos “macho” ou “fêmea” (Gn 1.27).
Interagimos sexualmenteA sexualidade define, ainda, como nos relacionamos com o mundo. O modo com um homem lida com outras pessoas ou com alguns detalhes da vida é singular e difere da forma como uma mulher relaciona-se com as mesmas pessoas e fatos. Em decorrência do ato criador divino, relacionamo-nos com o universo como “macho” ou “fêmea” (Gn 1.27).
Há complementaridade entre masculino e femininoConforme lemos em Gênesis 2.18 e 20-25, a sexualidade pressupõe complementaridade. Adão precisava da companhia de Eva. Ele estava incompleto sem ela. Eva foi necessária para possibilitar o estabelecimento de relações afetuosas, conjugais e sociais.
A masculinidade e feminilidade são importantes para o cumprimento dos mandados divinosOutro detalhe a considerar é que a sexualidade permite que deixemos marcas singulares na história. Abraão, Isaque, Jacó, Sarah, Débora e Maria são exemplos de pessoas que abençoaram o mundo como homens e mulheres de Deus.
A sexualidade é parte imprescindível de nossa comunhão com Deus. O Criador é Senhor sobre tudo, inclusive nossas inclinações, desejos e corpo. Deus mesmo é fonte de verdadeiro prazer. Ele é quem legitima o prazer sexual e concede poder para a pureza e santidade. Como afirma Piper ([s.d.]), “a sexualidade é designada por Deus como uma maneira de se conhecer a Deus em Cristo mais completamente” e, por sua vez, “conhecer a Deus em Cristo mais completamente é designado como uma maneira de se guardar e guiar nossa sexualidade”.
3. Na sexualidade existem diversos potenciais construtivos
A fé bíblica percebe os potenciais da sexualidade no enriquecimento das relações entre as pessoas, no estímulo às realizações, na procriação e, finalmente, na intimidade e prazer conjugal.
Interação enriquecedora com indivíduos do sexo oposto
A sexualidade possibilita a amizade enriquecedora. Homens e mulheres são aperfeiçoados no convívio fraterno e santo.
Realizações multiformesEm determinados contextos organizacionais, equipes de trabalho formadas por homens e mulheres produzem resultados melhores qualitativa e quantitativamente. Cada gênero sexual contribui com idéias e modos singulares e relevantes de realizar as coisas.
ProcriaçãoA sexualidade encontra seu espaço de maior intimidade na cópula ou relação sexual, no casamento. O matrimônio gera a família, estrutura da bênção de Deus, amor e aliança, sob a qual os filhos são gerados, nutridos e desenvolvidos (Gn 1.28; Sl 126.2 e 128; Ef 6.1-4).
Intimidade e prazer conjugalA prática da relação sexual pelo casal, sob o matrimônio, não é apenas reprodutiva, mas voltada para o desfrute do prazer e comunhão com o cônjuge (Pv 5.5-19, Ec 9.9 e Ct 7.6-13).

Prazer que aponta para a bondade de Deus e obediênciaO prazer proporcionado pela relação sexual, do ponto de vista bíblico, é qualificado. Não se trata de prazer pelo prazer, mas de prazer centrado em Deus. O prazer sexual bíblico é desfrutado considerando-se a bondade divina e obedecendo-se aos padrões bíblicos de orientação e conduta sexual. Nesse termos, há quatro proibições explícitas na Escritura.
*Adultério (Êx 20.14; Lv 18.20).
*Incesto, relações sexuais com parentes próximos (pai e mãe, filhos ou filhas, irmãos, avós ou netos, tios e sobrinhos, genros e noras, uma mulher e sua filha ou duas esposas ao mesmo tempo — Lv 18.6-18).
*Homossexualismo, relações sexuais com pessoa do mesmo sexo (Lv 18.22; Rm 1.26-27).
*Bestialidade, relações sexuais com animais (Lv 18.23).
Prazer paciente
A sexualidade bíblica é norteada pelo amor, que é paciente (Ct 3.5; 1Co 13.4). O amor verdadeiro sabe esperar, não força ações precipitadas.
Prazer casto e temperanteO prazer sexual bíblico é poder sob controle do Espírito Santo (Gl 5.22-24).
Prazer que aponta para a aliança entre Cristo e a Igreja
A união profunda entre um homem e uma mulher refere-se ao mistério da união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.31-32). O prazer sexual é um significativo mas ainda pálido vislumbre das delícias desfrutadas na comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Sl 16.11; Pv 8.31).
Percebe-se, destarte, que a sexualidade não é diminuída pela Bíblia. Pelo contrário, por representar o maravilhoso vínculo entre o Senhor e seu povo, é destaca e devidamente valorizada. A sexualidade é diminuída e assumida como caricatura pela sociedade pagã, que reduz o sexo a mera busca insaciável de prazer impessoal e momentâneo.
A necessidade humana do homem e da mulher um pelo outro surge de uma relação original fundamentada no ato criador de Deus (Gn 2.18ss). A família é a ordem natural e básica da criação e um microcosmo da humanidade (Ef 3.14). Os pais descobrem juntos uma vida nova na união: os filhos são gerados divinamente como dádivas sagradas. (…) Por causa da integridade da personalidade humana, o que se pensa e se faz sexualmente tem conseqüências no ser total do indivíduo, nesta vida e na próxima. Para os cristãos, o sexo envolve terna gratidão, devoção pessoal e responsabilidade gratificante sob os cuidados de Deus (HENRY, 1975, p. 1169-72 apud COURT, 1992, p. 13).
II. Deturpações da sexualidade na lista das obras da carneAs deturpações da sexualidade são mostradas na lista das “obras da carne”, registrada em Gl 5.19-21: prostituição, impureza e lascívia.
1. A prostituiçãoA prostituição é a primeira obra da carne (Gl 5.19). Prostituição é “comércio habitual ou profissional do amor sexual” (Dicionário Aurélio Século XXI). No Novo Testamento a palavra porneia, indica, simultaneamente, tanto a indecência de modo geral como o uso do corpo como objeto de prazer momentâneo. Barclay (1985, p. 25) considera que o termo liga-se a pernumi, vender, e propõe o seguinte significado:
Essencialmente, porneia é o amor que é comprado e vendido – o que não é amor de modo algum. O erro grande e básico nisto é que a pessoa com quem semelhante amor é satisfeito não é realmente considerada uma pessoa, mas um objeto. Ele ou ela é mero instrumento através de quem as exigências da concupiscência e da paixão são satisfeitas. O amor verdadeiro é a união total entre duas personalidades de modo que se tornam uma só pessoa, e que cada uma acha sua própria realização na união com a outra. Porneia descreve o relacionamento em que uma das partes pode ser comprada e descartada como um objeto, e onde não há união de personalidade nem respeito por estas (op. cit., p. 25-26).
A NVI – Bíblia Nova Versão Internacional (2003, p. 2013) e a NTLH – Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2005, p. 1195) traduzem a palavra por “imoralidade sexual”. Hendriksen (1999, p. 315) conclui que o termo tem a ver com toda espécie de relação [sexual] ilícita e clandestina” e relaciona-se, no paganismo, à prática da idolatria. Stott (2003, p. 134) afirma que porneia indica, primariamente, a fornicação que é a prática de relações sexuais “entre pessoas que não são casadas”, mas pode referir-se também “a qualquer tipo de comportamento sexual ilegal”. A prostituição aponta, literalmente, para o “pecado dentro de uma área específica da vida, a área das relações sexuais” (BARCLAY, Ibid., p. 31).
2. A impurezaA palavra usada pelo apóstolo Paulo para referir-se à segunda deturpação sexual é akatharsia, traduzida por “impureza”. Akatharsia significa, literalmente, sujeira ou imundícia. Para Stott (op. cit., loc. cit.) a palavra indica “comportamento anormal”. Barckay (Ibid., p. 30-31) sugere que o termo indica algo que “dá nojo à pessoa que a presencia” e possui três idéias principais:
*Indica “um tipo de mente que é poluída em si mesmo e que polui tudo quando passa por ela” (Ibid., p. 31).
*Refere-se a uma impureza repulsiva que desperta ojeriza nas pessoas decentes que olham para ela.
*Akatharsia tem um sentido ritual. Era usada para aquilo que impossibilitava a pessoa de entrar na presença de Deus. Assim sendo, seu uso descreve “a impureza ritual e cerimonial” que exclui “o homem da presença de Deus” e contrapõe-se à pureza de coração exigida na verdadeira adoração (Mt 5.8 – Ibid., loc. cit.).
A impureza aponta, literalmente, para “uma contaminação geral da pessoa inteira, maculando todas as esferas da vida” (Ibid., loc. cit.).
3. A lascíviaA terceira deturpação sexual da lista de obras da carne é a lascívia (“libertinagem” na NVI e “ações indecentes” na NTLH). A palavra original é aselgeia, que indica uma postura completamente desavergonhada. A pessoa aselgēs não se importa em chocar a decência pública. Platão (República 424 E.) usa o termo para referir-se à insolência da iniqüidade. Barclay (Ibid., p. 33) chama a atenção para o fato que a aselgeia “é o ato de uma personalidade que já perdeu aquilo que deveria ser sua melhor defesa – seu respeito-próprio, e seu senso de vergonha”.
A lascívia aponta, literalmente, para “um amor ao pecado tão desenfreado e tão audaz que o homem deixou de importar-se com aquilo que Deus ou os homens pensam a respeito de suas ações” (Ibid., loc. cit.).
4. Os padrões da sociedade
As regras da Escritura são desconsideradas pela sociedade em geral. A idéia de pureza sexual é ridícula para o mundo sem Deus. As coisas não eram diferentes na cultura greco-romana dos tempos apostólicos. Barclay (Ibid., p. 26-27) descreve o panorama moral daquela época citando os próprios autores pagãos. Dizia-se que, na primeira metade do século II, “a vergonha parecia ter sumido da terra” (p. 26). Sêneca (Da Ira 2.8) disse com exatidão: “A inocência não é rara: é não-existente” (p. 27). Com relação à homossexualidade, tanto Platão como Sócrates desfrutavam do “amor de meninos” (p. 28). Dos quinze primeiros imperadores romanos, somente Cláudio era heterossexual. Mesmo assim, Messalina, sua esposa, saía “às escondidas do palácio real à noite, a fim de servir num prostíbulo público” (p. 27, 28s).
No século XXI é desafiador quanto aos padrões bíblicos de pureza moral. As pressões de grupo e, principalmente, a força da mídia, empurram o indivíduo para a aceitação da promiscuidade ou formas antibíblicas de vivenciar a sexualidade.
5. Potenciais destrutivos
Uso indevido da dádiva da criaçãoOs pecados sexuais constituem-se em uso indevido da dádiva da criação. Ao invés de glorificar a Deus, o ser humano desconsidera os padrões divinos e explora a sua sexualidade para o desfrute de seus próprios desejos desenfreados.
Idolatria
Ao descartar as informações bíblicas sobre a sexualidade, o ser humano estabelece seu ego como centro da existência. Deus é colocado de lado e os apetites da carne são entronizados. Isso é pecado de idolatria (Êx 20.1-4 e 14).
Desvalorização do corpoA quebra dos padrões bíblicos de sexualidade mancha o corpo. Este, por sua vez, deve ser consagrado como templo do Espírito Santo (1Co 6.9-11, 15-20).
Pulverização da personalidadeO resultado final da quebra dos padrões relacionados à sexualidade é a deformação integral do caráter. O início da lista de obras da carne (Gl 5.19) sugere uma escada de degraus descendentes: da prostituição (uso do corpo como objeto) para a impureza (mancha moral e espiritual), e desta última, para a lascívia (conduta completamente desavergonhada). O texto de Romanos 1.18-32 descreve uma deterioração crescente.
6. Situações de risco
Namoro precoce

Não há uma idade-padrão para o início do namoro, mas devem ser considerados os seguintes fatos.
*O namoro estabelece uma relação afetuosa entre um rapaz e uma moça, com vistas ao conhecimento mútuo.
*Tal relação tende ao aumento da intimidade entre o casal, que produz, por conseguinte, pressão sexual (Ct 1.1-4 e 2.3-6).
*Tal pressão é um dos indicadores de que o casal deve pensar em casamento (1Co 7.8-9). O rapaz e a moça devem aguardar até o casamento para satisfazerem completamente o desejo sexual (Ct 2.7, 3.11, 5.1).
*Assim sendo, o namoro não deve ser assumido antes que o casal tenha convicção de que deseja iniciar uma relação séria, que talvez desdobre-se em união matrimonial. É claro que o namoro não significa que ambos irão, de fato, casar-se, mas deve pressupor tal disposição. Nesses termos o namoro é, ainda que em primeiro estágio, uma aliança.
*Isso exige do casal maturidade e disposição para consolidar uma estrutura de estudos e recursos, necessária para a possível manutenção de um lar.
*Apesar de algumas felizes exceções, o namoro iniciado muito cedo possui riscos tais como desvio de atenção dos estudos, violação dos padrões bíblicos de pureza sexual e gravidez indesejada.
“Ficar”Para quem não deseja assumir as responsabilidades de um namoro, a sociedade sugere uma nova opção de relacionamento: o “ficar”. “Ficar” é desfrutar fisicamente de uma pessoa, sem compromisso, apenas por poucos minutos ou horas. Em seguida, rapaz e moça estão disponíveis para “ficarem” com outras pessoas.
O problema dessa prática é que, mesmo que não haja relação sexual, trata-se de porneia ou prostituição, uma vez que o outro ser humano está sendo “usado” sem nenhum vínculo de aliança.
PornografiaA junção de todas as deturpações citadas em Gálatas 5.19 dá origem à pornografia, que multiplica-se sobremaneira na esteira da liberdade de expressão. Lopes ([s.d.]) descreve a pornografia nos seguintes termos:
De forma geral, podemos dizer que pornografia é a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de imagens animadas (filmes, vídeos, computador), fotografias, desenhos, textos escritos ou falados. A pornografia explora o sexo, tratando os seres humanos como coisas e, em particular, as mulheres como objetos sexuais.
A palavra pornografia vem do grego e significa literalmente “escrever sobre prostituta”. Com o tempo, passou a referir-se a qualquer material, escrito ou gráfico, de conteúdo sexual. O termo é usado hoje de forma negativa. A indústria pornográfica que produz filmes, revistas, vídeos e sites na Internet, prefere usar outros termos, como “material adulto”. Esta manobra é um eufemismo que visa retirar deste sórdido comércio a pecha negativa que ele possui.
A pornografia desorienta seus usuários a partir de informações falsas. Além de homens e mulheres serem mostrados de forma irreal, como máquinas sexualmente incansáveis; homens são dominadores incapazes de demonstrar ternura e as mulheres são meros objetos passivos (SUPLICY, 1991, p. 373).

A palavra pornografia tem a ver com porneia, e movimenta uma indústria milionária que tem ligações com o crime organizado (LOPES, loc. cit.). Court (op. cit., p. 48-55) demonstra que em países que abriram espaço para a pornografia, houve aumento significativo na quantidade de crimes sexuais relatados, tais como estupros. Em Los Angeles, capital mundial da pornografia, tais crimes cresceram 56% entre 1958 e 1973. Na Inglaterra e País de Gales, o aumento foi de 62%, entre 1950 e 1970. No Japão, onde foi adotada uma política mais restritiva quanto à pornografia, os crimes sexuais diminuíram 49%.
Pornografia e Jogos sexuaisA pornografia propõe determinados padrões de prática sexual, tais como o sexo oral, anal, grupal ou troca de parceiros, que terminam sendo assumidos como normais. O contato com a pornografia estimula a prática de jogos sexuais que contrariam os princípios bíblicos de sexualidade.
Pornografia e sexo precoce (antes do casamento)Um dos resultados das estimulações da pornografia é a prática do sexo antes do casamento. É claro que alguns casais relacionam-se sexualmente antes do casamento mesmo sem consumirem conteúdos pornográficos. A pornografia, no entanto, induz fantasias que pressionam o usuário à masturbação e à prática de relações sexuais.
Além disso, não há diferença, na essência, entre carícias pré-maritais e sexo pré-marital. Uma vez que carícias são consideradas pelo sexólogos como estímulos preparatórios, uma carícia só difere de uma penetração em termos de conseqüências físicas tais como o rompimento do hímen ou a possibilidade de uma gravidez (WHITE, 1994, p. 62-64). Mesmo que a prática de carícias pré-maritais não seja “descoberta” pelos homens, constitui-se em ofensa a Deus pela quebra dos padrões divinos de pureza sexual.
Pornografia e vício sexualTodas essas deturpações são desvios da vontade divina relacionada ao sexo e têm o poder de causar dependência, ou seja, viciar (HENDRIKSEN, 1999. p. 314).
O vício sexual é um problema reconhecido por estudiosos das ciências humanas e sociais. Atualmente existem grupos e instituições especializados em tratar de pessoas que não conseguem ter vidas normais por causa da escravidão à pornografia.
Conseqüências naturaisAs deturpações da sexualidade produzem prejuízos financeiros, enfraquecimento da relação conjugal, destruição de lares e outras frustrações.
Conseqüências espirituais
As deturpações da sexualidade produzem prejuízos espirituais: quebra da comunhão com Deus (distanciamento da leitura bíblica devocional e oração), afastamento do serviço cristão e pulverização do testemunho evangelístico. A Bíblia ensina claramente que pessoas presas a pecados sexuais não foram regeneradas e, portanto, não entrarão no reino dos céus (1Co 6.9-11; Ef 5.3-14; Ap 22.15).
ConclusãoA sexualidade, como vimos, é uma das mais poderosas dádivas divinas e influencia nossa personalidade. Somos e fazemos e fazemos qualquer coisa como homem ou mulher, ou seja, como seres sexuais.
Biblicamente, a sexualidade foi estabelecida para a liberdade. Liberdade, porém, não significa a autonomia de orientar-me e assumir relações sexuais fora dos padrões de Deus. Liberdade também não é sinônimo de promiscuidade. White (op. cit., p. 66) coloca a questão adequadamente, ao afirmar que “nosso corpo foi feito para a liberdade. Só encontramos liberdade sexual (ou em qualquer outra área) quando cumprimos o propósito da nossa criação”.
Liberdade é graça concedida pelo conhecimento de Jesus Cristo e pela direção poderosa do Espírito Santo (Jo 8.34-36; Rm 8.1-2; Gl 5.16-25). “Aqueles que são dirigidos pelo Espírito respiram o ar alegre e revigorante da liberdade moral e espiritual” (HENDRIKSEN, 1999, p. 313).
A sexualidade foi concedida para encontramo-nos significativamente uns com os outros e, nesses encontros, refletirmos nossa união com Deus. Ela não foi concedida para o prazer egoísta. Na verdade, quanto mais buscamos o prazer fora de Deus, mais sentimo-nos frustrados.
Encontrar o prazer é tão difícil quanto perseguir o fim de um arco-íris. Se você procura o prazer, nunca vai encontrá-lo. Toda vez que você tenta agarrá-lo pelo rabo, ele escapa.(…)
O prazer, na verdade, é um subproduto, um efeito colateral. Ele nos toma de surpresa, quando estamos à procura de alguma outra coisa. (…)
Busque a Deus e você encontrará, entre outras coisas, um prazer penetrante. Busque o prazer e, no fim das contas, você vai encontrar tédio, desencanto e escravidão (WHITE, op. cit., p. 68).
Referências BibliográficasBARCLAY, William. As obras da carne e o fruto do Espírito. 1ed. Reimp. 1988. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1985. 118 p.
BARKER, Kenneth. et al. (Orgs.). Bíblia de Estudo NVI. Trad. Gordon Chown, Notas. São Paulo: Vida, 2003. 2424 p.
BÍBLIA DE ESTUDO NTLH. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2005. 1504 p.
COURT, John H. Pornografia: Uma resposta cristã. Trad. José Clóvis Chagas. São Paulo: Vida Nova, 1992. 100 p.
HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Gálatas. Trad. Valter Graciano Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 1999. 367 p.
HENRY, Carl F. H. Christian personal and social ethics in relation to racism, poverty, war and other problems. In: DOUGLAS, J. D. (Ed.). Let the earth hear his voice. Mineapolis: World Wide Publications, 1975. p. 1169-72.
HOLANDA, Aurélio Buarque. Dicionário Aurélio Século XXI. Versão digital.
LOPES, Augustus Nicodemus. Pornografia: Realidade, perigos e libertação. Cuiabá: Web Site Monergismo, [s.d.]. Disponível em Acessado em: 28 Jun 2006.
PIPER, John. Sexo e a supremacia de Cristo. Cuiabá: Web Site Monergismo, [s.d.]. Disponível em Acessado em: 28 Jun 2006.
STOTT, John. A mensagem de Gálatas: Somente um caminho. 1ed. 1989. 3reimp. 2003. Trad. Yolanda Mirdsa Krievin. São Paulo: ABU, 2003. 171 p.
SUPLICY, Marta. Conversando sobre sexo. 17ed. rev. ampl. Petrópolis: Edição da Autora, 1991. 407 p.
WHITE, John. Eros e sexualidade: Uma perspectiva cristã. Trad. Lucy Yamakami. São Paulo: ABU, 1994. 193 p.
As ilustrações utilizadas neste estudo são de autoria de Biry, e foram extraídas do livro Transar ou não transar, de Sérgio e Magali Leoto.
Autor: Misael Nascimento - http://www.misaelbn.com/

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15 de jan. de 2008

Como enfrentar as provas

TEXTO BÍBLICO – Evangelho de nosso Senhor Jesus, segundo a narrativa de Mateus 26.36-46.

EXÓRDIO
Quero lhes dizer que há duas verdades inquestionáveis, confirmadas, absolutas, inevitáveis:
A primeira verdade é que todos nós, sem exceção, passamos, ou estamos passando, ou ainda iremos passar, por algum tipo tribulação que gera em nosso coração um profundo sentimento de dor e de angustia.
A segunda verdade é que nem todos nós, sairemos desses momentos vitoriosos. Nem todos conseguem sair desses momentos vitoriosos.
Mas nós podemos nesta noite meus amados, aprender com o Senhor Jesus a passar por esses momentos de profunda tribulação, que geram em nossos corações, muitas vezes, um profundo sentimento de angústia e de dor, e sair, desses momentos vitoriosos.
EXPLICAÇÃO
É a última semana antes da crucificação de Jesus. Judas, por pura ganância, já havia vendido Jesus (vv. 14-16.). O Senhor tinha antecipado a seus discípulos que eles iriam se escandalizar com Ele (v. 31).
Pedro e os demais, nessa mesma hora, juraram fidelidade até à morte (vv. 33-35). Jesus, então, revela a Pedro que ele o negaria (v. 34).
O Senhor Jesus Cristo acaba de deixar o Cenáculo[1], onde estivera ministrando ao coração de seus discípulos. Desceu o Monte Sião, cruzou o Vale do Cedrom[2], mergulhou nas fraldas do Monte das Oliveiras, no Jardim do Getsêmani.[3]
Diz o evangelista João que o traidor sabia onde Jesus estava, porque Jesus estivera naquele local muitas vezes com seus discípulos.[4] Era um retiro favorito freqüentado por Jesus e seus discípulos[5]. Era um lugar de tranqüilidade e descanso, era um lugar de ensino, era um lugar de oração[6].
Conforme observa o Dr. John Stott, “aqui acontece algo que, apesar da maneira sombria como os evangelistas o descrevem, simplesmente clama por uma explicação, e começa a revelar o enorme preço da cruz de Cristo”.[7]
Mas que lugar é este? Getsêmani significa “lagar de azeite”, “prensa de azeite”. Onde as azeitonas eram esmagadas, eram pisadas, eram prensadas, para se extrair daí, o produto precioso do azeite.[8]
E, não foi noutro lugar, senão neste, onde Jesus entra em um processo de profunda dor e angústia. Onde Ele trava uma luta de sangrento suor, porque estava ali, pesando na balança do Getsêmani, o destino de todos os crêem em seu nome. Isto porque, a base de nosso perdão é a obra expiatória de Cristo, coroada com a sua ressurreição.[9]
O perdão de nossos pecados ampara-se no sacrifício remidor de Cristo. O perdão para as nossas ofensas custou a Cristo a sua oferta voluntária em nosso favor, envolvendo todos os seus sofrimentos e morte na cruz.[10]
Foi no lugar onde as azeitonas eram pisadas, onde as azeitonas eram esmagadas e prensadas, onde o Filho de Deus também foi moído pelas nossas iniqüidades. Onde Filho de Deus foi golpeado pelo nosso pecado. Onde o Filho de Deus entra em um processo de profunda tristeza e angústia, quando o seu suor se transforma em sangue, para sair dali vitorioso.
Foi num jardim que Adão perdeu o paraíso, e haveria de ser num jardim que o Filho de Deus iria reconquistar novamente o paraíso.[11]
E eu queria que nesta noite meus amados, que você olhasse por estas quatro janelas da eternidade: os quatro Evangelhos. Para perceber o sentimento, o drama que o Filho de Deus esta vivendo.
Deixando a maioria dos apóstolos para trás, e instando com eles a que vigiem e orem, Jesus leva a Pedro, Tiago e João – os três íntimos – a certa distância, diz-lhes que se sente “profundamente triste até à morte” (v. 38), e pede-lhes que vigiem com ele. Então se adiantou um pouco, prostra-se com o rosto em terra e ora, dizendo: “Meu Pai: se possível, passa de mim este cálice! Todavia, não seja com eu quero, e, sim, como tu queres” (v. 39). Voltando aos discípulos, encontra-os dormindo e os repreende. Saindo pela segunda vez, ele ora: “Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu beba, faça-se a tua vontade” (v.42). Novamente encontra os discípulos dormindo. De modo que os deixa mais uma vez e ora, pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
Amados de Deus, ao nos aproximarmos dessa cena sagrada, devemos primeiro considerar as palavras vigorosas que Jesus usou para expressar as suas fortes emoções.
O Evangelista Mateus e Marcos descreveram duas expressões em comum. A idéia primaria de angustiar-se (ademoneo na língua grega), detona um sentimento de “aversão repugnante, talvez misturada com tristeza”, enquanto a autodescrição de Jesus como “profundamente triste” (perilypos na lingua grega) que “expressa uma tristeza, ou talvez melhor disséssemos, uma dor mental, ou uma perturbação que o pressiona de todos os lados, da qual, pois, não há escape”.
Essas palavras expressivas indicam que Jesus estava sentindo uma dor emocional aguda, que causava profuso suor, à medida que ele olhava com apreensão e quase terror para o seu suplício vindouro.
EXPOSIÇÃO
As Escrituras asseveram que o traidor buscava um bom momento para entregar Jesus (v. 16), Pedro já tinha sido avisado que negaria Jesus a despeito da sua autoconfiança. Os sacerdotes na calada da noite já tramavam contra a vida de Jesus. Planos terríveis já estavam sendo costurados, mancomunados, para levar Jesus Cristo à morte. E é nesse contexto, que nos precisamos aprender algumas lições.
Portanto, o tema proposto nesta noite é: como enfrentar vitoriosamente as provações.
Eu queria que hoje nós olhássemos algumas lições fundamentais.
A primeira grande lição que encontramos neste texto é que tipo de provas nós enfrentamos nos vales da vida:
A primeira prova que você e eu enfrentamos é a tristeza e a angústia.
Leiam por favor, o verso 37 e 38. Você pode imaginar este quadro? O Deus Todo-Poderoso. O Deus encarnado, o Deus da glória, aquele que era a exata expressão do Ser de Deus. Aquele que refletia na sua face à Glória do Pai; agora esta tomado, encharcado, dominado, completamente tragado e envolvido por uma angústia e por uma tristeza terrível e avassaladora.
Mas, Jesus sentiu tristeza em outras ocasiões da sua vida: a Bíblia diz que Ele um dia estava em Betânia e seu amigo Lázaro estava morto, sepultado. Quando perguntou: Onde o sepultas-te?. Mostraram para ele e diz a Bíblia que Jesus chorou.[12]
Diz as Escrituras que certa feita o Senhor Jesus Cristo chega ao Monte das Oliveiras e olha para a cidade de Jerusalém e se entristece. Quando Ele olha diz: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”.[13]
Mas, agora Jesus esta triste novamente, em um cenário bem diferente, e eu queria que vocês olhassem no texto quatro aspectos da tristeza de Jesus, que foram se intensificando, que foram se avolumando, que foram se agigantando.
PRIMEIRO ASPECTO ESTA NO VERSÍCULO 37, quando diz o texto que Ele começou a entristecer-se e a angustiar-se. Era um sentimento intimo, subjetivo, que ele não tinha ainda compartilhado com ninguém.
O SEGUNDO ASPECTO DESSA TRISTEZA DE JESUS, ESTA NO VERSÍCULO 38a: “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte”. Agora ele abre o coração, dilata a sua alma, agora ele desabrocha a sua alma, agora ele não guarda para si, agora ele conta para os outros, agora ele conta a sua dor, ele deixa vazar pelas janelas do seu coração toda a sua dor.
O TERCEIRO ASPECTO DO SOFRIMENTO DE JESUS ESTÁ NO VERSÍCULO 39, quando ele chega diante de seu Pai para orar e diz: “se possível, passe de mim este cálice!”. A dor que sentia era muito forte.
MAS O ÚLTIMO ESTÁGIO DESSA DOR E DA TRISTEZA DE JESUS ESTA REGISTRADO EM LUCAS 22.44, quando a Bíblia diz Jesus nesse momento de profunda tristeza e dor, orando a Deus, o seu suor começa a se transformar em gotas de sangue.
AGORA EU QUERIA QUE VOCÊ PARASSE PARA E SE PERGUNTAR: POR QUE JESUS ESTA TRISTE? Por que Jesus esta angustiado? Será por que Judas o negaria? Será por que Pedro o negaria? Será por que a multidão o condenaria? Será por que a multidão enfurecida diria: Crucifique-o, Crucifique-o!
Será por que Pilatos o entregaria? Será por que os saldados o crucificariam? Será por que os seus discípulos o abandonariam?
EU QUERO DIZER PARA VOCÊ QUE A ANGUSTIA E A TRISTEZA DE JESUS TEM QUATRO ASPECTOS DISTINTOS QUE NÓS QUEREMOS ALENTAR NESTA NOITE:
1º O ASPECTO TEMPORAL:
Jesus estava absolutamente consciente de que sua hora havia chegado. Ele já não podia mais tangenciar esse momento. Era a hora de beber o cálice da morte no lugar dos amados de Deus, dos escolhidos de Deus!
2º O ASPECTO FÍSICO:
Jesus seria entregue nas mãos dos pecadores. E Ele sabia o que iriam fazer com ele. Ele iria ser açoitado, Ele iria ser cuspido, ele iria ser humilhado.
Vocês já pensaram profundamente nesta cena? Aquele que criou todo o universo ser cuspido no rosto. Aquelas mãos que fizeram o universo sendo amaradas e pregadas na cruz. Já imaginou a dolorosa cena... aquele que refletia a imagem da glória de Deus, sendo cuspido, humilhado, zombado e agredido com um caniço em sua cabeça?
Já pensaram no escárnio de colocar uma coroa de espinhos e forçá-la, rasgando-lhe a fronte?
Jesus sabia a tortura, o sofrimento, o suplício, a dor horrenda, e do abandono que ira passar.
3º O ASPECTO MORAL:
A Bíblia diz que ele foi crucificado junto a malfeitores, como um malfeitor. Ele foi crucificado como um malfeito. Como alguém que insurgiu contra César. Como alguém que se insurgiu contra a religião Judaica, sendo um blasfemo.
Imaginem vocês a dor moral de Jesus sendo suspendido na cruz entre dois ladrões, sendo considerado como malfeitor. Ele que é o bem feitor de toda humanidade. A verdadeira expressão divina e humana. Ele que é o nosso salvador.
4º O ASPECTO ESPIRITUAL.
Por que Jesus sofreu? Porque a sua vida imaculada e santa estava sendo borrifada pelo meu pecado e pelo seu pecado. A Bíblia diz que aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós.
A Bíblia diz que aquele que é bendito eternamente foi feito maldição por nós. Essa é a angustia que dominou o coração de nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele se refere a este suplício como um “cálice” amargo pelo qual ardentemente ora que, se possível, passe dele, para que não tenha de bebê-lo.
Eu gostaria de perguntar a você meu irmão e minha irmã: como você tem enfrentado as tristezas e as angustias da vida?

A SEGUNDA COISA QUE ENFRENTAMOS NO VALE DAS PROVAS É A SOLIDÃO.
Observem vocês que no versículo 39, que o Senhor Jesus Cristo quando vai orar, ele fica sozinho: “adiantando-se um pouco”. Já não tinha mais ninguém com ele.
E eu queria dizer a você meu amado de Deus, que muitas vezes nos momentos da dor e da angústia você também vai se ver sozinho, não tem jeito, sozinho.
Um dos discípulos desgarra do bando, Judas sai para traí-lo, ele entra com os onze discípulos no Getsêmani, deixa oito para trás, caminha mais um pouco com três, mais quando ele tem que beber o cálice da dor, do sacrifício vicário ele fica sozinho.
Muita coisa Jesus disse para a multidão, mas quando ele falou do traidor, ele só falou para os onze; quando ele falou de sua profunda angustia, ele só falou para três de seus discípulos: Pedro, Tiago e João. Mas quando ele vai se prostrar diante do Pai e diz: Pai, passa de mim esse cálice, ele estava sozinho, sozinho... Eu gostaria de lhes dizer que muitas das vezes, você e eu, iremos passar pelos momentos de dor e de angústia sozinhos.
Quando Paulo se encontrava preso em uma masmorra Romana, ele disse: “todos me abandonarão”. Quando João foi exilado na ilha de Patmos, para trabalhos forçados, sob ordem de Domiciano, ele esta enfrentando seu vale de solidão. Sozinho, sozinho!
Nesta noite, eu preciso perguntar a você: como é que você tem enfrentado os momentos de dor e de angústia em sua vida? Eu preciso dizer para você que você vai ter que passar, em um dado momento em sua vida, pelo momento de dor e de angustia sozinho.
EM TERCEIRO LUGAR, O QUE TAMBÉM PODEMOS ENFRENTAMOS NOS MOMENTOS DA DOR E DA ANGÚSTIA: INGRATIDÃO.
Jesus investiu na vida de Judas. Jesus andou com este homem. Jesus ensinou este homem, Jesus ministrou ao seu coração. Jesus o enviou para pregar a Palavra, para curar os enfermos. Jesus lhe concedeu um cargo de confiança: tesoureiro do grupo apostólico. Jesus lavou os seus pés. Jesus o chamou de amigo. Mas a despeito de investir tanto na vida desse homem, ele vende Jesus por cobiça e trai Jesus com um beijo.
Na caminhada da vida meu irmão e minha irmã você vai enfrentar muitas vezes a ingratidão. Dentro de casa, da sua família, seus pais, seus filhos, seus amigos. Gente que você investiu sua vida e seu tempo. Gente que você dedicou atenção, que você deu amor, gente que vai se voltar contra você, que vai falar mal de você, que vai pisar em você, que vai criticar você.
Infelizmente, muitas vezes, aqueles a quem você abençoou, aqueles a quem você fez de tudo para levantá-los, possa um dia se levantar contra você. Mas mesmo assim, jamais devemos de investir nas pessoas.
Gostaria de dizer-lhes que minha mensagem meus amados, é uma mensagem de esperança. Se parasse por aqui, certamente você sairia daqui, profundamente desencorajado. Portanto, como podemos vencer as provas nos vales da vida? Saber que nós vamos ser provados, não há duvida. Então, como triunfar nas provas?

EM PRIMEIRO LUGAR, JESUS NOS ENSINA QUE VENCEMOS OS MOMENTOS DE PROVA ATRAVÉS DA ORAÇÃO.
Vocês podem ver como Jesus leva a sério a oração no versículo 39, no versículo 42 e no versículo 44.
Mas, o que acontece naturalmente quando as pessoas são provadas? As reações são as mais diferentes: Existem muitas pessoas que começam a murmurar. Existem muitas pessoas que se revolta contra Deus. Outras pessoas se escandalizam com Deus e deixam de freqüentar a igreja, deixam de buscar a face do Senhor. Mas eu vejo que Jesus nos ensina algo absolutamente maravilhoso, é que na hora da dor e da angústia, devemos buscar a Deus em oração. Nós precisamos olhar para Jesus, para aprendermos como ele ora.
EXISTEM AQUI CINCO CARACTERISTICA NA ORAÇÃO DE JESUS QUE TEMOS QUE OBSERVAR.
A PRIMEIRA CARACTERISTICA NA ORAÇÃO DE JESUS É A HUMILDADE.
Diz a Bíblia que ele prostrou-se com o rosto em terra, e eu fico pensando nesta cena: O Filho de Deus de joelhos! Eu fico imaginando, ele que é o Deus dos deuses, Senhor dos senhores, com o rosto em terra prostrado. Como então, eu e você, devemos orar em meio às tempestades que nos assolam, nós que somos barro, nós que somos pó?
A SEGUNDA CARACTERÍSTICA DA ORAÇÃO DE JESUS É A INTENSIDADE.
Diz a Bíblia no evangelho segundo Lucas 22.44, que Jesus ora repetidas vezes com tamanho fervor, com tamanha intensidade, com tamanho investimento de alma, que seu suor se transforma em gotas de sangue. Com que intensidade nós oramos queridos? Com que intensidade nós buscamos a face de Deus?
A TERCEIRA CARACTERÍSTICA DA ORAÇÃO DE JESUS É A PERSEVERANÇA.
Ele orou uma vez. Ele orou uma segunda vez. E ele orou uma terceira vez, e, se você examinar detidamente o texto, vai perceber que existe uma progressão na oração de Jesus: “Meu Pai, passe de mim este cálice”; mais a segunda vez: “Meu Pai, se não é possível(...), faça-se a tua vontade”[14]; e da terceira vez, repete as mesmas palavras: “faça-se a tua vontade”. É alguém que ora, não para que a vontade de Deus mude, mas é alguém que ora para que a vontade de Deus se cumpra em sua vida.
Muitas vezes em nossas lutas, o nosso desejo é que a nossa vontade prevaleça, mas o que é importante querido é se sujeitar à vontade de Deus.
O meu coração se alegra quando leio o texto e vejo Jesus nos ensinando. Isto porque, eu não vejo Jesus decretando nada para Deus! Eu não vejo Jesus dizendo: “eu não aceito sofrimento, eu não aceito este cálice”. Eu só vejo Jesus prostrado, humilhado, com o rosto na terra, submetendo-se ao pai e dizendo: “Meu Pai, (...) seja feita a tua vontade”.
A QUARTA CARACTERÍSTICA DA ORAÇÃO DE JESUS É A VIGILÂNCIA.
Veja no versículo 41 que Jesus exorta os discípulos e diz: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação;...”. Meus irmãos e irmãs se na hora da prova você não orar, você não vigiar, você vai cair!
Eu vejo aqui, algumas coisas sobre a vigilância que me impressionam:
a) Porque aqueles discípulos não vigiaram, eles dormiram na batalha.
b) Porque eles não vigiaram, diz a Bíblia, eles não sabiam o que responder. Quem não ora, não tem palavras para dar. Na hora do conflito, na hora da dor, na hora da angústia, na hora que precisamos de uma palavra de ânimo, não fala nada, não tem nada, não tem palavra de conforto para oferecer. Não conhece nada da intimidade de Deus, não esta bebendo das fontes, não esta experimentando a maravilhosa graça de Deus, não sabe o que falar.
c) Porque eles não vigiaram, eles fugiram abandonando o mestre.
d) Porque eles não vigiaram, Pedro intenta ganhar uma batalha na força, na carne, pegando uma espada e cortando a orelha do servo do sumo sacerdote.
Quando nós não vigiamos, meus irmãos, nós não entendemos a natureza da luta, da batalha que nós estamos travando.
A QUINTA CARACTERÍSTICA DA ORAÇÃO DE JESUS NOS REVELA A SUA SUBMISSÃO A VONTADE DO PAI.
A oração não é para que a vontade do homem seja feita no céu, mais para que a vontade do Pai seja feita na terra. “Faça-se a minha vontade e não a tua”, transformou um paraíso em um deserto, lá no Éden. Mas “faça-se a tua vontade”, transformou o deserto da humanidade no jardim de Redenção.
Como você tem orando ao passar pela dor e pela a angústia?
PORTANTO, EM MEIO AS PROVAÇÕES DA VIDA, DEVEMOS PRIMEIRO ORAR E EM SEGUNDO LUGAR DEVEMOS CONFIAR PLENAMENTE NA VONTADE DE DEUS.
No texto paralelo a este, que se encontra no evangelho segundo Marcos 14.36; quando Jesus se prostrou, se ajoelhou para orar, ele disse: “Aba Pai”, “Aba Pai”. E esta palavra “Aba” contém um oceano de significado: não era uma palavra apropriada pala se dirigir a Deus, mas era uma palavra que uma criança tenra usava para se dirigir ao seu pai. [15]
Quando Jesus disse: “Aba Pai”, ele compreendia plenamente que, o seu Deus era o seu Pai, e que o seu Pai, era o seu Deus. Que a sua vida estava nas mãos, não de um Deus distante, estranho, indiferente, mas nas mãos de seu Pai sempre presente, um Deus pessoal.
Saiba que quando você estiver passando pelas provas, Deus não vai permitir que você verta uma única lágrima inutilmente. Deus não é sádico, Deus não é um carrasco, Deus é amor, Deus é bondade. Deus é misericordioso. Deus ama você muito mais, do que, eu e você podemos amar os nossos filhos. Deus não tem prazer em ver os seus filhos sofrendo. Quando Deus permite você passar pela dor, pela angústia, pelos vales das provas da vida, saiba que ele esta no controle, saiba que ele esta no comando, saiba que você poderá confiar plenamente nele porque ele é o seu Pai!

TERCEIRO LUGAR: O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO PASSAMOS PELAS PROVAS?
DEVEMOS BUSCAR SOLIDARIEDADE. Veja o versículo 38 do texto: “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo”. Jesus mostra aqui a sua perfeita humanidade. Quando ele entra naquele jardim, ele queria duas coisas intensamente: comunhão divina e humana.
Meu amado nos momentos de prova nós precisamos de alguém do nosso lado. Não queira viver isolado. Nesse momento Jesus não quer ouvir nada dos discípulos. A única coisa que ele pede aos seus discípulos é: “ficai aqui e vigiai comigo”.
Quando você esta passando por um momento de dor, muitas vezes o que você precisa saber é que existe alguém junto de você. Quando você esta passando pelo momento de dor, a coisa mais importante é que alguém chegue e fique do seu lado, que alguém fique perto de você, e foi isso que Jesus pediu.

QUARTO LUGAR: QUANDO VOCÊ ATRAVESSAR O VALE DA PROVA, VOCÊ PRECISA ATRAVESSAR ESTE VALE CORAJOSAMENTE.
Precisamos ter coragem para enfrentar a dor e a angústia. Veja o versículo 46: “Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima”.
A reação de Jesus não é escapar, não é de fugir. A reação de Jesus é enfrentar. E sabe por que ele tem a coragem de enfrentar? Porque ele passou o tempo orando e depositou toda a sua confiança na vontade do Pai e não se acovardou como os discípulos. Porque ele estava na presença do Pai. Portanto, a oração não é a preparação para fuga dos problemas, mas é a preparação para vencer os problemas realizando a vontade do Pai.

QUINTO LUGAR, PRECISAMOS PASSAR PELO VALE DAS PROVAS COM A CERTEZA DE QUE NO VALE DAS PROVAS RECEBEMOS A CONSOLAÇÃO DE DEUS.
Lucas 22.43 diz que quando Jesus estava lá suando sangue, um anjo de Deus, desceu e veio consolá-lo.
Eu quero lhes dizer duas coisas: Quando você estiver passando pelo vale das provas, Deus pode fazer duas coisas por você:
Primeiro ele pode lhe dar o livramento. Como deu livramento a Daniel na cova dos leões, como deu livramento aos amigos de Daniel na fornalha ardente, como mandou um anjo para romper as cadeias da prisão máxima de Herodes e tirar Pedro de lá. Mas Deus pode fazer outra coisa nos momentos de dor e de angústia: Ele pode fazer o que fez com Paulo. Quando Paulo estava com um espinho na carne e orou ao Senhor, pedindo que tirasse dele este espinho. Ele ouviu de Deus: Eu não vou tirar o espinho, mas vou lhe mostrar a minha graça em sua vida. Isto porque, o Senhor não remove de nós os problemas, mas nos dá força para vencer os problemas. “A minha graça te basta”.
O Senhor Jesus disse: “Meu pai, se possível, passe de mim este cálice” e o Pai não passou o cálice, mas o Pai mandou um anjo para consolá-lo para beber o cálice e sair dali vitoriosamente.
Eu estou absolutamente seguro de que Deus pode confortar o seu coração nas horas das provas.
Tiago diz no capítulo 1º, versículo 2 de sua carta: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações”. A palavra “várias” ali no grego significa todas as cores, multicoloridas.
Deus permite muitas vezes que nós enfrentemos toda sorte de tribulação. Mas a Bíblia diz, lá em 1 Pedro 4.10: “que o Deus de toda graça nos assiste”. E a palavra toda graça, é a mesma palavra lá Tiago 1.2: “de toda cor”. Significada dizer que em cada momento de tribulação que você passar, Deus tem uma porção da sua graça para lhe conceder, para sair deste momento vitoriosamente.
CONCLUSÃO
QUERO TERMINAR DIZENDO QUE JESUS ENTROU NO GETSÊMANI PROFUNDAMENTE TRISTE, MAS JESUS SAIU DO GETSÊMANI ABSOLUTAMENTE CONSOLADO PARA ENFRENTAR A CRUZ.
Como você tem saído das provas da vida? Derrotado ou vitorioso?
Eu sei que muitos de nós temos enfrentado lutas, provas. Quem sabe você nunca contou para ninguém ainda a dor do seu coração, mais esta doendo, doendo muito... Talvez o seu relacionamento em casa, em seu trabalho, não esteja como um dia você sonhou, nem do jeito que você quer. Quem sabe hoje você não tenha condições de compartilhar nem mesmo com a sua família, a sua angústia, a tristeza do seu coração. Mas quem sabe você já tenha compartilhado sua tristeza com alguém, mas ainda a dor esta lá, sufocando o seu peito, angustiando a sua alma. Mas Deus esta aqui e ele conhece a dor do seu coração. Ele quer curar suas feridas!
Quero lhe dizer que as lutas são inevitáveis, as provas são inevitáveis, e nós iremos passar pelas provas da tristeza, pelas provas da solidão e pelas provas da ingratidão cedo ou mais tarde. Mas Deus pode nos dar força para orar, Deus pode nos fazer confiar em sua vontade, Deus pode nos dar força para buscar solidariedade em outras pessoas, Deus pode nos consolar e nos dar a vitória.
[1] 1)Sala onde se comia a ceia ou o jantar. 2) Ajuntamento de pessoas que têm idéias ou objetivos comuns. In: FERREIRA. Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio - O Dicionário da Língua Portuguesa. 6ª ed. Curitiba: Posigraf, 2004. 896 p.
[2] Cf. João 18.1.
[3] O Novo Dicionário da Bíblia. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1995. P. 665.
[4] Cf. João 18.2.
[5] O Novo Dicionário da Bíblia. Op. Cit. 1995: p.665.
[6] HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento – Mateus, Vol. 2. 1ª ed. Trad. de Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2001. p. 584.
[7] STOTT, John. A Cruz de Cristo. 10ª ed. São Paulo: Editora Vida Nova, 1991, p. 63.
[8] HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento – Mateus, Vol. 2. Op. Cit. 2001: p. 584; O Novo Dicionário da Bíblia. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1995. P. 665.
[9] Cf. Lc. 24.46, 47; Rm.4.25; 1 Co.15.17; 2 Co. 5.15.
[10] DA COSTA. Hermisten Maia Pereira. O Pai Nosso. São Paulo: Cultura Cristã, 2001. p. 54.
[11] Cf. O Novo Dicionário da Bíblia. Op. Cit. 1995: p.665.
[12] Cf. João 11:35.
[13] Cf. Mateus 23:37.
[14] Cf. Mateus 26. 42.
[15] POHL, Adolf. Evangelho de Marcos. Comentário Esperança. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 1998. p.407.

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25 de out. de 2007

A Luta Que Ele Venceu Por Nós!

Uma das mais simples (com certeza não gastaram muito dinheiro para isso), e belas ilustrações sobre a nossa queda, luta e o que representa o sacrifício de Cristo na cruz por nós.
Ao som de Everything Skit do Lifehouse:

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