10 de jun de 2009

Vivendo para agradar a Deus - 1 Ts 4.1- 8

No texto em tela o apóstolo Paulo vai tanger sobre um solene assunto, a santidade do corpo. Para introduzir esse assunto, ele faz três importantes considerações:
Em primeiro lugar, um clamor veemente (4.1).
O apóstolo Paulo diz: “Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus...” (4.1). A palavra grega Loipon, “finalmente”, traz a idéia de que Paulo está apresentando seu último assunto. Embora pareça estranho que Paulo tenha usado esse advérbio quando ainda há uma porção substancial da carta à frente, na realidade, Paulo já chegou à última seção principal da carta.
Howard Marshall pondera que os dois primeiros versículos se constituem em introdução à seção, mas também constam como um prefácio para a totalidade do restante da carta com seu tom predominantemente ético e exortativo. Paulo coloca grande solenidade em sua linguagem. Ele pede, roga e exorta a igreja para que busque uma vida que agrade a Deus por meio da santificação.
Em segundo lugar, um progresso evidente (4.1b).
O apóstolo Paulo acrescenta: “[...] que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais” (4.1b). Havia progresso na vida espiritual dos crentes tessalonicenses, mas Paulo estava certo de que eles deveriam continuar progredindo de forma mais expressiva na busca de agradar a Deus.
Warren Wiersbe disse que agradar a Deus significa muito mais do que simplesmente fazer a vontade de Deus. É possível obedecer a Deus e, ainda assim, não agradá-Lo. Jonas é um exemplo disso. Ele obedeceu às ordens de Deus, mas não o fez de coração. Deus abençoou Sua palavra, mas não pôde abençoar seu servo. Assim, Jonas assentou-se do lado de fora de Nínive, zangado com todos, inclusive com o Senhor. O irmão mais velho do filho pródigo obedecia em tudo a seu pai, mas não se agradava dele, não se deleitava em sua comunhão. Vivia como um escravo na casa do pai.
Em terceiro lugar, uma razão eloqüente (4.2).
Os crentes tessalonicenses deveriam viver do modo agradável a Deus, porque eles já haviam sido instruídos na verdade. Paulo declara: “Porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus” (4.2). A palavra grega paraggelia, “instrução”, detona uma palavra de ordem recebida de um superior, que deve ser passada a outras pessoas. Warren Wiersbe na mesma linha de pensamento diz que este termo faz parte do vocabulário militar e se refere as ordens dadas por oficiais superiores.
Somos soldados do exército de Deus e devemos obedecer às Suas ordens. O pecado de um crente é pior do que o pecado de um incrédulo, pois seu pecado é consciente. Seu pecado é uma rebelião deliberada contra um mandamento recebido.
Com respeito à vida que agrada a Deus, um ponto fundamental é tratado por Paulo: a santificação do corpo. Vamos considerá-los a partir de agora:
Em primeiro lugar, vejamos sobre a santificação do corpo (4.3-8).
Antes de entrar propriamente dito na exposição do texto, precisamos entender o contexto em que ele foi inserido. A vida sexual no mundo greco-romano nos tempos no NT era um caos, sem lei. Naquele tempo a vergonha parecia ter sumido da terra.
É quase impossível mencionar um grande personagem grego que não tivesse a sua hetaira, ou seja, sua amante. Alexandre Magno tinha a sua Taís, que depois da morte de Alexandre aos 33 anos, casou-se com Ptolomeu do Egito e tornou-se mãe de reis. Aristóteles tinha a sua Herpília; Platão, sua Arquenessa; Péricles, sua Aspásia, que escrevia seus discursos; Sófocles, sua Arquipe. A atitude grega dificilmente pode ser melhor demonstrada do que pelo fato de que, quando Sólon foi o primeiro a legalizar a prostituição e a abrir os prostíbulos do Estado, os lucros destes eram usados para erigir templos aos deuses.
Quando a frouxidão moral grega invadiu Roma, tornou-se tristemente grosseira. Os laços matrimoniais foram menosprezados. O divórcio desastradamente fácil. A moral entrou em colapso. A ética era flácida e permissiva. Em Roma Sêneca escreveu: “As mulheres casam para se divorciar e se divorciam para casar”. A moralidade estava morta, acéfala. O mesmo Sêneca ainda escreveu: “A inocência não é rara, é inexistente”.
A chamada classe alta da sociedade romana havia se tornado grandemente promíscua. Juvenal chegou a dizer que até mesmo Messalina, a imperatriz, esposa de Cláudio, saía às escuras, na calada da noite do palácio real, afim de servir num prostíbulo público. Ela era a última a sair de lá e “voltava ao travesseiro imperial com todos os odores dos seus próprios pecados”.
Pior ainda era a imoralidade desnaturada que grassava nas altas cortes. Calígula vivia em incesto habitual com sua irmã Drusila. A concupiscência de Nero não poupou sequer sua própria mãe Agripina, a quem depois assassinou.
A homossexualidade em Roma era algo escandaloso. O historiador Gibbon afirma que dos quinze imperadores, Cláudio o traído pela mulher, foi o único imperador que não foi homossexual.
Na Grécia a imoralidade estava tão acentuada que Demóstenes, o maior orador grego, disse: “Os gregos têm prostitutas para o prazer; concubinas para as necessidades diárias do corpo e esposas para procriar filhos legítimos”.
Paulo coloca-se contra essa imoralidade sexual ao escrever esta carta para a igreja de Tessalônica, uma importante cidade grega. Ele enfrenta, porém, três dificuldades nesse seu propósito:
Primeiro, não havia forte frente de opinião contra a imoralidade.
Para o mundo greco-romano, a imoralidade nas questões sexuais era permissiva e promíscua. Em 1 Tessalonicenses 4.1-8 Paulo descreve a imoralidade na sociedade grega e em Romanos 1.18-28 Paulo descreve a imoralidade na sociedade Romana.
Segundo, o prevalecimento das idéias gnósticas.
Para os gnósticos, o espírito era totalmente bom e a matéria essencialmente má. Se o corpo é matéria e, portanto, mau, então, não importa o que você faz com ele, diziam os gnósticos. Pode-se, então, saciar seus desejos e apetites sem qualquer constrangimento. O gnósticismo estava, assim, na defesa da imoralidade.
Terceiro, a prostituição era vinculada com a religião.
Havia muitos templos com sacerdotisas que eram chamadas de “prostitutas sagradas”. O templo de Afrodite em Corinto, cidade grega, tinha mais de 1000 prostitutas cultuais. Existia na Grécia o deus EROS, o deus do sexo. Em Atenas, até hoje, há estatuas escandalosas com cenas eróticas, sendo vendidas nas lojas alimentando essa crendice pagã.
Tessalônica como cidade grega estava encharcada com toda essa avalanche de imoralidade. A igreja tinha saído do meio dessa sociedade promíscua e vivia ainda nesse contexto. Por isso, Paulo escreveu este capítulo para orientar a igreja acerca da santidade do sexo.
Os tempos mudaram e hoje se fala em uma nova moralidade. Ela não é nova: é a velha moralidade de Roma e da Grécia. Atualmente, escasseiam os absolutos morais. Vivemos numa sociedade que idolatra o corpo, numa cultura sexólatra e pansexual. Este é o século do prazer barato e o reino do hedonismo. O sexo santo, puro, bom e deleitoso criado por Deus está sendo banalizado, comercializado e vilipendiado.
Nossa sociedade perdeu o pudor, o respeito e a vergonha. O nudismo se tornou uma questão de arte. A indústria pornográfica é uma das mais rentáveis do mundo. A televisão brasileira é uma das mais nocivas para a formação do caráter em todo o planeta. O adultério é estimado. O homossexualismo é aplaudido, esta até virando moda. Faz-se apologia da traição, da infidelidade conjugal, da defraudação, do homossexualismo, do vício, e do desbarrancamento da virtude. Os marcos que sinalizam os limites e os absolutos foram arrancados. Os fundamentos da nossa sociedade estão abalados (Sl 11.3).
Neste contexto, é imperativo estudarmos este texto de Paulo. Os pontos são destacados pelo apóstolo: a ordenança divina para uma vida de pureza, de santidade e as razões para vivermos uma vida pura.
VEJAMOS EM PRIMEIRO LUGAR, A ORDENANÇA DIVINA PARA UMA VIDA DE SANTIDADE – SANTIDADE DO CORPO – 4. 3-6.
A vontade de Deus para a igreja é a santidade. Essa santidade tem um aspecto negativo: a abstenção da impureza sexual e um aspecto positivo: a prática do amor. Pode-se argumentar que são dois lados da mesma moeda, porque “O amor não pratica o mal contra o próximo” (Rm 13.10).
Como podemos alcançar a pureza moral? Se a santificação é a vontade de Deus, como podemos viver dentro dessa vontade? Quais são, então, as marcas de um verdadeiro cristão?
Primeiro, o cristão é aquele que se abstêm da impureza sexual (4. 3b).
A palavra grega pornéia, traduzida por “prostituição”, significa pecado sexual, relações sexuais ilícitas, atividade sexual ilícita. Howard Marshall ensina que o termo pornéia refere-se a todas as relações sexuais fora daquelas que ocorrem dentro do relacionamento do casamento. Paulo tem em vista tanto o sexo antes do casamento quanto o sexo fora do casamento, tanto a fornicação quanto o adultério.
A palavra pornéia engloba também o homossexualismo bem como todas as outras formas aviltantes da prática sexual. De igual modo pornéia unclui a impureza da mente, os desejos ilícitos, a pornografia.
Warren Wiersbe enfatiza que as instruções de Deus com referencia ao sexo não têm como objetivo privar as pessoas da alegria, mas sim protegê-las de modo a que não percam a alegria. “Não adulterarás” é um mandamento que levanta um muro ao redor do casamento, não para torná-lo uma prisão, mas sim um jardim belo, seguro e regado.
A palavra grega apechomai, “abster-se” parece ter sido comum no ensinamento ético cristão primitivo (At 15. 20,29); 1Ts 5.22; 1Pe 2.11). Subentende a total abstinência do mal, e vale a pena comentar que onde as coisas são más a atitude cristã é necessáriamente de abstinência de todos os tipos de imoralidade sexual.
E quais são as principais formas de impureza sexual?
- Pornografia – Leva para a mente pensamentos impuro. Abre portas para pecado e para masturbação.
- Masturbação – É auto satisfação, sente o prazer sozinho. As pessoas viciadas em masturbação são carentes. Pecando por pensamentos e desejos impuros.
- A internet - Fator negativo: Tem sido veiculo usado para prostituição e masturbação.
- O Bestialidade – Lv 18:23 e 20:15 sexo com animais.
- Homossexualismo – Na carta aos Romanos 1:22-27, Paulo fala de um pecado abominável, desenfreado naquela época, e que tem se tornado preponderante hoje: a homossexualidade. Trata-se de um pecado condenado repetidamente nas Escrituras (Gn 18.20ss; 1Co 6.9, 10; Jd 7). Paulo o caracteriza como “infame” e “contrario à natureza”. Não se refere apenas aos homens, pois “até as mulheres” entregaram-se a esse pecado.
O objetivo de satanás é perverter tudo de maravilhoso que o Senhor criou. A amizade é um tesouro dado por Deus, mas satanás quer fazer crer que o amigo deseja outro amigo e que a amiga deseja a outra amiga para ter relacionamento intimo.
- Prostituição – A comercialização do próprio corpo.
- Fornicação – Ato sexual antes do casamento.
- O adultério – Sexo fora do casamento.
Mt 5:27-28 - sexo fora do casamento. Quem adultera comete o pecado do furto, pois tira algo que é do cônjuge sem o consentimento dele.
Segundo João Calvino o vinculo do casamento é mais sagrado que o vinculo que prende os filhos aos seus pais. O marido deve ser intimamente unido à esposa do que aos seus próprios pais. Nada, a não ser a morte, deve separá-los. A expressão “uma só carne” condena a poligamia, o divórcio e a devassidão.
Se a mútua união de duas pessoas é consagrada por Deus, a infidelidade conjugal está abertamente desautorizada por Deus.
Alguns pensam que a expressão “uma só carne” significa somente uma união física. Na verdade ela significa muito mais do que uma união física. Contudo, a expressão revela, outrossim, a pureza e a santidade do sexo. O relacionamento marital é santo aos olhos de Deus. O sexo é santo. Fora do casamento, o sexo torna-se uma força destruidora, mas dentro do casamento, num compromisso de fidelidade e amor, o sexo pode ser criativo e construtivo. O casamento é o meio estabelecido por Deus para evitar o pecado sexual e ao mesmo tempo proporcionar prazer ao ser humano. Contudo, o ato sexual é apenas um aspecto desta união perfeita. O casamento não é só sexo. É uma comunhão perfeita entre dois serem imperfeitos e que envolve todos os aspectos de suas vidas. Portanto, a finalidade desta união não se exaure com a satisfação psicológica (auto-realização), ou satisfação física (prazer sexual), nem com a satisfação biológica (gerar filhos). Ela inclui também a proteção, o sustento, a companhia em todos os momentos desta vida e deve durar até que a morte os separe.
Segundo, o cristão é aquele que sabe controlar seu próprio corpo (4.4).
A palavra grega skeuos, traduzida por “corpo”, tem um duplo significado. Ela pode significar corpo ou vaso. Essa palavra foi usada literalmente para descrever utensílios e vasos domésticos (Mc 11.16; Lc 8.16; At 2.27; 18,12). Pode-se, então, pensar no corpo humano como sendo um artigo de cerâmica, um vasilhame frágil (2Co 4.7); esta metáfora está presente em 1Pedro 3.7, onde a esposa é o “vaso mais frágil”. Assim, saber possuir o próprio corpo pode ter dois significados básicos:
-Primeiro, controlar o corpo – O cristão é alguém que sabe controlar o seu corpo. A Bíblia diz que o nosso corpo é um vaso (2Co 4.7; 2Tm 2.20,21). O nosso corpo é o naós, o santo dos santos, o santuário do espírito santo de Deus. O corpo do cristão foi criado por Deus e remido por Ele; é habitado por Deus, deve ser cheio do Espírito Santo e glorificar a Deus em todo momento. O apóstolo Paulo preconizou: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6.20). O mesmo apóstolo ainda escreve: “[...] o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor, e o Senhor, para o corpo” (1Co 6.13). Na carta aos Romanos, Paulo exorta: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões” (Rm 6.12), e ainda acrescenta: “Assim como ofereceste os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para a servirem a justiça, para a santificação” (Rm 6.19).
O corpo deve ser usado em santificação e honra. O corpo é para o Senhor e não para a imoralidade. É para ser palco de santidade e não obscenidade; é para ser honrado e não mercadejado ou desonrado pela sexualidade inflamada.
-Segundo, obter a esposa. A palavra “vaso”, também, era usada para descrever a mulher (1Pe 3.7). Assim, Paulo estaria orientando os homens acerca da maneira santa de buscar um casamento, tendo um namoro e um noivado puros. O sexo no casamento é uma bênção, mas antes e fora dele uma maldição, uma força destruidora (4.3-8; Pv. 6.32). Destrói nossos sonhos, objetivos. Torna nossa mente cativa e nos afasta de Deus.
Terceiro, O cristão é aquele que não ofende nem defrauda a seu irmão (4.6a).
O apóstolo exorta: “[...] e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão” (4.6a).
A palavra grega pleonektein, “defraudar”, significa despertar um sentimento ou desejo no outro que não pode ser licitamente satisfeito. É ir além, ultrapassar os limites. Significa tirar o melhor proveito que puder da situação. É tentar ganhar egoisticamente mais, a qualquer custo e por todos os meios, independentemente dos outros e dos seus direitos. Defraudar é tirar vantagem de outra pessoa mediante comportamento sensual, libidinoso, provocativo.
Vivemos na cultura da sedução. O cinema, a televisão, as revistas e a moda promovem e fazem apologia da sensualidade provocativa. As roupas sumárias, os flertes, a onda do “ficar”, onde um rapaz ou uma moça “fica” com duas ou três pessoas diferentes numa mesma festa é uma afronta à santidade do corpo e uma desobediência à exortação de Paulo.
Preste atenção, a melhor maneira de escapar da defraudação é fugir da situação. Faça como José. Não pense que você terá força para vencer no momento da prova.
Exemplo: O rapaz namorando na frente da igreja – Nossos hormônios não são crentes!!!
VEJAMOS EM SEGUNDO LUGAR, AS RAZÕES PARA VIVERMOS UMA VIDA PURA (BUSCANDO A SANTIFICAÇÃO DO CORPO) (4. 6B – 8). POR QUE DEVEMOS BUSCAR A SANTIFICAÇÃO DO CORPO E A PUREZA DO SEXO?
Primeiro, Porque o Senhor contra todas as coisas é o vingador (4.6b).

Paulo é expressamente claro: “[...] porque o Senhor, contra todas estas cousas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador” (4.6b).
A palavra grega ekdikos, “vingador” era usada nos papiros para o ofício de um representante legal, ou seja, a pessoa que executa a sentença. Marshall acredita que o pensamento é mais que Deus toma o partido das vítimas do crime e da iniqüidade e obtém justiça para elas, e que age como o sustentador da ordem moral contra aqueles que pensam que podem quebrá-la impunemente.
Hendriksen corrobora dizendo que esses pecados são comumente praticados em secreto: o pai ou o esposo não sabe o que está acontecendo, e seus direitos estão sendo negados; ele está sendo defraudado. Deus. Porém, sabe, e revelará ser o vingador. Ainda que o irmão que assim foi enganado e defraudado jamais descubra a iniqüidade de que foi vítima, não obstante existe um vingador, que é Deus. Essa verdade precisa ser enfatizada, especialmente na promíscua sociedade contemporânea, onde a imoralidade não tem sido não apenas aceita, mas também é estimulada.
Nossa geração tem brincado muito com Deus. Tem pensado que Deus é bonachão. Eles esquecem deliberadamente que Deus é santo, justo e revela Sua ira contra toda impiedade e perversão dos homens (Rm 1.18).
Os que vivem à cata de prazeres sensuais, defraudando os outros e desonrando seus corpos, vão esbarrar no dia do juízo diante do Deus irado, diante do vingador.
Contudo, Deus vinga o homem já, entregando-o aos verdugos de uma consciência pesada, de uma vida cheia de culpa e desassossego. Davi, depois que cometeu adultério com Bete-Seba, sentiu a mão de Deus pesar sobre ele. O seu vigor tornou-se sequidão de estio a ponto dos seus ossos secarem e seus gemidos o atormentarem durante as noites.
O apóstolo Paulo diz: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). deus é um fogo consumidor e horrível coisa é cair em Suas mãos!
Meu querido irmão, aquele que permanece no pecado da impureza e não o confessa nem o deixa, não encontrará misericórdia (Pv 28.13), pois a Palavra diz: “Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas [...] herdarão o reino de Deus” (1Co 6. 9,10).
O apóstolo Paulo é claro: “Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idolatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas cousas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Ef 5.5,6). Ainda o apóstolo João escreve: “Quanto, porém, aos impuros [...] a parte que lhes cabe no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Ap 21.8).
Segundo, por que devemos buscar a santificação do corpo e a pureza do sexo? Porque Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santidade (4.7).
Não podemos inverter o propósito de Deus em nossa vida. Fomos eleitos em Cristo desde a fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1.4). Deus nos escolheu desde o princípio pela santificação do Espírito e fé na verdade (2Ts 2.13). Nós fomos salvos do pecado e não no pecado; fomos salvos da impureza para a santidade. Nós somos cartas vivas de Cristo, o sal da terra, a luz do mundo, o perfume de Jesus. Aquele que anda na prática do pecado nunca viu a Deus nem é nascido de Deus. Aquele que vive em pecado ainda está nas trevas.
Terceiro, porque quem despreza a santificação do corpo despreza o próprio Deus (4.8a).
Se Deus é quem nos chamou de modo que possamos ser santificados se segue que considerar de somente valor aquilo que foi dito não é desrespeitar ao homem, mas, sim, ao próprio Deus.
Quem pratica a impureza rechaça Deus da sua vida. Não se trata apenas da rejeição de um código de ética, de preceitos da igreja e ou regulamentos morais da família. Quem é prisioneiro da impureza, da pornografia, no sexo ilícito se insurge contra o próprio Deus, o verdadeiro autor das instruções que expressam Seu propósito de santidade para o seu povo.
A situação daqueles que praticam esses pecados não é: “Como eu vou ficar agora diante dos meus irmãos, da minha família, da minha igreja? Como eu vou me justificar diante dos amigos?” Aqueles que andam na impureza estão desprezando a Deus e terão de dar contas a Ele. Infeliz é o homem que rejeita Deus em sua vida!
Quarto, porque quem pratica a impureza menospreza o recurso que Deus oferece para uma vida santa (4.8b).
O apóstolo Paulo conclui: “[...] que também vos dá o seu Espírito Santo” (4.8b).
O Espírito Santo nos foi dado como santificador. Diz a Escritura: “[...] andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl 5.16). Andar em impureza é entristecer o Espírito (Ef 4.30), é apagar o Espírito (1Ts 5.19), é resistir o Espírito (At 7.51), é ultrajar o Espírito Santo.
Deus não apenas nos chama para a santidade, mas Ele também nos dá poder para viver uma vida santa.

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