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2 de set. de 2009

IPB comemora seu seisquicentenário na Apoteose

Foi uma verdadeira apoteose de louvor!! O povo presbiteriano compareceu em massa vindo de várias partes do país. O grande Coral louvou ao Senhor acompanhado explendidamente pela Orquestra Sinfônica dos Fuzileiros Navais. O Coral de crianças, com animação contagiante, dedicou o perfeito louvor. A mensagem do Rev. Hernandes Dias Lopes veio da parte de Deus direto para as famílias.
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2 de jul. de 2009

Simonton: Perfil de um pioneiro

Um personagem só pode ser compreendido se levarmos em conta sua formação, as influências que recebeu, os fatores que contribuíram para moldar sua personalidade e seu caráter. O primeiro dado importante acerca do rev. Simonton é sua nacionalidade. Quando ele nasceu (1833) em West Hanover, na Pensilvânia, os Estados Unidos eram ainda uma nação jovem, tendo conquistado a independência há pouco mais de meio século. O novo país se orgulhava de suas instituições democráticas, de seu apego às leis, de seu sistema educacional, de seu progresso econômico e social. Ao mesmo tempo, havia tensões crescentes: as diferenças entre o Norte o Sul, o problema da escravidão, o aumento da imigração católica.Esses fatores marcaram profundamente o jovem Simonton à medida que se preparava para a vida adulta, como se pode perceber em seu diário. Outra influência fundamental foi a fé presbiteriana que herdou de seus pais, descendentes dos célebres escoceses-irlandeses. Sua mãe era filha de um pastor e seu pai um honrado médico e homem público, tendo representando seu estado no Congresso americano, em Washington. O casal deu ao filho caçula Ashbel e a seus muitos irmãos uma educação aprimorada, marcada por sólidos valores éticos e religiosos. Um terceiro fator que marcou a trajetória de Simonton foi a tradição puritana, tão importante na história dos Estados Unidos. Um legado dessa tradição foi o grande fervor espiritual, a intensa busca de comunhão com Deus que contribuiu para os freqüentes avivamentos da época. Em um deles, ocorrido em 1855, o jovem presbiteriano se converteu e sentiu despertar em seu íntimo a vocação ministerial, ingressando no Seminário de Princeton. Outro elemento significativo de sua formação resultou de uma mescla dos anteriores. Desde o início, os americanos se sentiram um povo especialmente aquinhoado por Deus, escolhido para levar a outras nações os mesmos benefícios que havia recebido. Essa convicção, mais tarde denominada “destino manifesto”, se associou aos avivamentos para produzir um extraordinário movimento missionário de âmbito mundial que se estendeu por todo o séc ulo 19 e o início do século 20. Atraído por essa visão durante os estudos teológicos, Simonton desistiu de ser um pastor em seu próprio país e resolveu dedicar-se à causa das missões estrangeiras.Assim sendo, o jovem pregador, que chegou ao Brasil no dia 12 de agosto de 1859, estava bastante preparado e motivado para seu difícil trabalho. Tinha excelente formação intelectual, um caráter íntegro e grande entusiasmo pela tarefa que entendia ter recebido de Deus. Vencidos os desafios iniciais de aprender o idioma e se adaptar a uma cultura tão diferente da sua, ele se lançou com afinco à sua missão. Metódico, operoso e perseverante, Simonton lançou em poucos anos as bases do presbiterianismo brasileiro, criando várias estruturas pioneiras: a primeira igreja (1862), o primeiro jornal (1864), o primeiro presbitério (1865) e o primeiro seminário (1867). Apesar da grande dor que sentiu ao perder a jovem esposa, reuniu forças para dar continuidade às suas atividades evangelísticas e pastorais, encerrando sua carreira prematuramente aos 34 anos de idade (1867), na cidade de São Paulo, vitimado pela febre amarela.Não sabemos o que mais Simonton teria realizado se tivesse tido uma vida mais longa. É razoável supor que, sob sua liderança prudente e equilibrada, a caminhada da nova igreja teria sido mais tranqüila e talvez a divisão de 1903 não viesse a ocorrer. Mas isso é entrar no terreno das conjecturas. O importante é lembrar com gratidão seu idealismo e desprendimento, seu amor pelo povo brasileiro, sua profunda dedicação a Cristo e ao projeto de vida que abraçou. A Igreja Presbiteriana do Brasil terá muito a se beneficiar se os seus líderes, ministros e membros forem imbuídos desse mesmo espírito, o que irá resultar em maior coerência e fidelidade no cumprimento de sua missão na sociedade brasileira.
Rev. Alderi Souza de Matos
Fonte: http://www.ipb.org.br/sesquicentenario

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26 de set. de 2007

O GRANDE PALADINO DO PROTESTANTISMO BRASILEIRO

O primeiro ministro evangélico brasileiro, José Manoel da Conceição nasceu em São Paulo, em 11 de março de 1822, filho de Manoel da Costa Santos e de Cândida Flora de Oliveira Mascarenhas. Seu pai era português e sua mãe brasileira, nativa do Rio de Janeiro. Aos 24 de março deste mesmo ano, foi batizado e recebeu como nome de batismo José Manoel da Costa Santos.
Em 1824, sua família mudou-se para Sorocaba, onde passou a ser educado por seu tio-avô, o padre José Francisco de Mendonça.
Na tutela de seu tio-avô em 1834 inicia seus estudos. Em 1840, com apenas 18 anos de idade, começa ler as Escrituras e, em pouco tempo, conhece algumas famílias de protestantes ingleses e alemães que o impactam com suas vidas de devoção e zelo quanto ao estudo das Escrituras. Neste mesmo período em 1842, aprende alemão, história e geografia com o Dr. Teodoro Langgaard, um médico que clinicava em Sorocaba. Fica evidente, o despontar de um homem extremamente culto e versado em muitos assuntos.
Em 1844, depois de se destacar no estudo da teologia, foi ordenado Padre aos 22 anos de idade. Sua primeira paróquia foi em Limeira, como “Padre Encomendado”, ou seja, sujeito à remoção, por seu espírito de indisciplina clerical. Depois passou a ser transferido de paróquia à outra; durante quinze anos serviu em Piracicaba, Santa Bárbara, Taubaté, Sorocaba, Ubatuba e em 1860 em Brotas.
Tamanha era a dedicação e o amor de Conceição aos menos abastados, que condoído com o povo doente e sofrido, começa a lê livros de Medicina para cuidar dos doentes e feridos.
Em cada uma das igrejas que Conceição passou, dedicava-se a reavivar a espiritualidade cristã, centralizando-a na pregação e na leitura das Escrituras.
Em face de sua postura e profunda simpatia pelos protestantes, foi apelidado de “Padre Protestante”.
No ano de 1863, Conceição enfrenta uma profunda crise espiritual. Ameaça ao bispo deixar a batina, e este o faz “Vigário de Vara”, isto é, delegado do bispo, sem funções sacerdotais. Não sendo mais possível permanecer no exercício do ministério, compra uma chácara em São João do Rio Claro e lá passa a viver. O Rev. Alexander Blackford, que ouvira falar do padre protestante, encontrou-o ali.
Em 1864, em sua chácara; passa a estudar as doutrinas reformadas visando sua futura profissão de fé. Então comunica ao Rev. Blackford a sua decisão de deixar a batina e ingressar na Igreja Presbiteriana. Em setembro deste mesmo ano, envia uma carta ao bispo de São Paulo, desligando-se da Igreja Romana e declarando que era seu intento consagrar-se ao serviço de evangelização de sua pátria.
Em 23 de outubro de 1864, o Rev. Blackford fez sua Profissão de Fé e Batismo, na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Após ser batizado, Conceição faz uma série de conferências no Rio de Janeiro e começa a pregar em cultos protestantes.
Em novembro de 1864, juntamente com Simonton, Blackford e outros, fundam a Imprensa Evangélica no Rio, passando a contribuir com artigos, sermões e hinos de sua autoria, muitos dos quais publicados depois de sua morte. Em 1856 retorna para Brotas a fim de pregar o evangelho que tanto sonhou. Aos treze de novembro de 1865, foi o pregador no culto que marcou a organização da Igreja de Brotas, a 3a Igreja Presbiteriana em solo brasileiro. A Igreja foi organizada pelo Rev. Blackford.
Em 16 de dezembro de 1865, Simonton, Brackford e Schneider organizaram em São Paulo, o Presbitério do Rio de Janeiro, constituídas de três igrejas: Rio de Janeiro, São Paulo e Brotas, e ligado ao Sínodo de Baltimore, nos Estados Unidos. No dia seguinte, após ser recebido, examinado e aprovado pelo Presbitério do Rio de Janeiro, Conceição foi ordenado ao ministério pastoral após receber suspensão das ordens pela Igreja Romana.
Em 25 de dezembro de 1873 veio a falecer de desnutrição e extremo cansaço físico. Foi um homem que sempre se dispôs a acudir os menos afortunados.
Por amor incondicional e total a Deus e a sua obra, tombava o primeiro pastor brasileiro, e que figuraria para as gerações futuras um dos maiores exemplos a ser seguido.
Tomba o grande paladino do protestantismo brasileiro. O Senhor chama para si aquele que carregava nos olhos o brilho indelével do amor de Cristo.
Resta-nos a certeza de que, o mesmo Deus que o chamou das trevas para maravilhosa luz, nos dará homens segundo o seu coração, para continuarem levando a preciosa semente sem nenhuma resignação.

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