Existimos para glorificar a Deus e para servir uns aos outros no amor de Cristo. Queremos ser uma bênção na sua vida. Volte outras vezes! “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor”. Provérbios, 16:1.

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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

SIGA SEU SONHO

“Você não pode ser o que almeja ser se estiver satisfeito com aquilo que você é”.
Robin Sharma

Tenho um amigo, chamado Monty Roberts, que tem um rancho em San Isidro. Ele me emprestou sua casa para realizar eventos com a finalidade de levantar dinheiro para programas em prol dos jovens em perigo.
Da última vez em que estive lá, ele me apresentou dizendo:
– Quero dizer-lhes por que deixo Jack usar minha casa. Isso remonta a uma história de um jovem rapaz, filho de um treinador de cavalos itinerante, que vivia de estrebaria em estrebaria, de pista de corridas em pista de corridas, de fazenda em fazenda e de rancho em rancho, treinando cavalos. Conseqüentemente, o curso de segundo grau do garoto era constantemente interrompido. Quando estava no último ano, lhe pediram que escrevesse sobre o que queria ser e fazer quando crescesse.
Naquela noite, ele escreveu sete páginas sobre seu objetivo de algum dia possuir um rancho de cavalos. Descreveu seus sonhos com riqueza de detalhes e até fez o desenho de um rancho de oitenta hectares, mostrando a localização de todos os prédios, as estrebarias e a pista. Então, desenhou em detalhes a planta baixa de uma casa de quatrocentos metros quadrados, que edificaria nos oitenta hectares do rancho de seus sonhos.
Ele colocou seu coração no projeto e no dia seguinte entregou-o ao professor. Dois dias depois recebeu sua folha de volta. Na página frontal havia um F vermelho e uma mensagem que dizia: “Procure-me depois da aula.”
O garoto do sonho foi ver o professor depois da aula e perguntou:
– Por que recebi um F?
O professor disse:
– Este é um sonho irreal para um rapaz como você. Você não tem dinheiro, vem de uma família itinerante. Não tem recursos. Ter um haras requer muito dinheiro. Você tem que comprar a terra. Tem que comprar os primeiros animais e, mais tarde, terá que pagar impostos enormes. Não há como você possa realizar isso algum dia. – E o professor acrescentou: – Se reescrever estas folhas com um objetivo mais realista, reconsiderarei sua nota.
O garoto foi para casa e pensou muito naquilo. Perguntou a seu pai o que deveria fazer. Seu pai disse:
– Olhe filho, você tem que decidir isso sozinho. No entanto, acho que é uma decisão muito importante para você.
Finalmente, depois de sentar-se diante do trabalho por uma semana, o garoto devolveu o mesmo trabalho, sem fazer nenhuma mudança. E declarou:
– Pode ficar com seu F, que eu ficarei com meu sonho.
Monty voltou-se para o grupo e disse:
– Estou lhes contando esta história porque estão sentados em minha casa de quatrocentos metros quadrados, bem no meio de meu haras de oitenta hectares. Ainda tenho aquele trabalho escolar emoldurado em cima da lareira.
E acrescentou:
– A melhor parte da história é que, há dois verões, aquele mesmo professor trouxe trinta garotos para acampar no meu rancho durante uma semana. Quando estava indo embora, o professor disse:
– Olhe Monty, posso dizer-lhe isso agora. Quando era seu professor, eu era um tipo de ladrão de sonhos. Durante aqueles anos, roubei os sonhos de uma porção de alunos. Felizmente, você teve juízo suficiente para não desistir dos seus.
Não deixe que ninguém roube seus sonhos. Siga seu coração, não importa o que aconteça.
Jack Canfield
"Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais."
Jeremias 29.11

Nós, os quadraplégicos, somos seres fortes. Se não fôssemos, não estaríamos por aí atualmente. Sim, somos uma espécie resistente. De muitas formas, fomos abençoados com doses de sabedoria e humor que não são concedidas a todos.
E, permitam-me dizer, toda essa recusa de aceitação total ou completa da deficiência de alguém está conectada a uma única coisa – fé, uma fé quase divina.
Lá embaixo, na recepção do Instituto de Medicina Física e Reabilitação em East River, Rua 34, East 400, na cidade de Nova York, há uma placa de bronze pregada à parede. Durante os meses em que freqüentei o Instituto para tratamento – duas ou três vezes por semana – passei por aquela recepção muitas vezes – indo e vindo. Mas nunca parei o suficiente para me afastar para o lado e ler as palavras que estão escritas naquela placa, segundo dizem, proferidas por um soldado confederado anônimo. Então, certa tarde, li a placa. Li e reli. E, quando terminei de ler pela segunda vez, estava a ponto de explodir – não de desespero, mas de uma força interior, que me fazia querer arrancar os braços de minha cadeira de rodas. Gostaria de compartilhar com vocês essas palavras...
UM CREDO PARA OS QUE SOFREM
Pedi a Deus força, para que pudesse realizar.
Fui feito fraco, para que aprendesse a obedecer humildemente...
Pedi saúde, para que pudesse realizar grandes feitos.
Me foi dada a enfermidade, para que eu pudesse fazer coisas melhores...
Pedi riquezas, para que pudesse ser feliz.
Me foi dada a pobreza, para que eu fosse sábio...
Pedi poder, para que eu pudesse exercê-lo sobre os homens.
Me foi dada a fraqueza, para que eu pudesse sentir a necessidade de Deus...
Pedi todas as coisas, para que pudesse aproveitar a vida.
Me foi dada a vida, para que eu pudesse aproveitar todas as coisas...
Não obtive nada do que pedi – mas tudo por que ansiava.
Quase a despeito de mim mesmo, minhas orações silenciosas foram atendidas.
Sou, entre os homens, o mais plenamente abençoado!
Roy Campanella

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

O PODER DO PERDÃO

“Se você for paciente em um momento de raiva, irá escapar de cem anos de arrependimento”. Provérbio Chinês
Em 1974, voltando da escola para casa no último dia antes das férias de Natal, eu pensava animadamente sobre o feriado vindouro, como só os meninos de dez anos conseguem sonhar. A algumas portas de distância de minha casa em Coral Gables, Flórida, um homem se aproximou de mim e perguntou se eu poderia ajudá-lo com a decoração de uma festa que ele estava dando para meu pai. Achando que era amigo de meu pai, concordei em ir com ele.
O que eu não sabia era que este homem tinha ressentimentos contra a minha família. Trabalhara como enfermeiro para um parente idoso, mas fora despedido por causa da bebida.
Após eu ter concordado em acompanhá-lo, ele dirigiu seu trailer até uma área isolada ao norte de Miami, onde parou no acostamento da estrada e me golpeou várias vezes no peito com um furador de gelo. Então dirigiu para oeste, até Flórida Everglades, levou-me até o meio dos arbustos, deu um tiro em minha cabeça e me deixou lá para morrer.
Felizmente a bala havia passado por trás de meus olhos e saído pela minha têmpora esquerda sem causar nenhum dano cerebral. Quando recobrei a consciência, seis dias depois, não tinha noção de que havia sido atingido por um tiro. Fiquei sentado no acostamento e fui encontrado por um homem que parou para me ajudar.
Duas semanas depois descrevi a pessoa que me atacara para o desenhista da polícia e meu tio reconheceu o retrato resultante como o homem que me atacara. Meu agressor foi preso, junto com outros suspeitos. Entretanto, o trauma e o estresse haviam cobrado seu preço e não pude identificá-lo. Infelizmente a polícia não conseguiu recolher nenhuma prova física que o ligasse ao crime. Portanto, ele nunca foi acusado.
O ataque me deixou cego do olho esquerdo, mas não causou nenhum outro dano e, com o amor e o apoio de minha família e amigos, voltei para a escola e dei continuidade à minha vida.
Durante os três anos seguintes, vivi com uma extrema ansiedade. A maioria das noites eu acordava assustado, imaginando que havia escutado alguém entrando pela porta dos fundos e acabava dormindo no pé da cama de meus pais.
Então, quando eu estava com treze anos, tudo isso mudou. Uma noite, durante um estudo da Bíblia com o grupo jovem da igreja, percebi que a providência e a amor de Deus, tendo miraculosamente me mantido vivo, eram a base para a segurança de minha vida. Em Suas mãos eu podia viver sem medo ou rancor. E então eu o fiz. Terminei os estudos, recebendo o diploma de mestrado em Divindade. Casei-me com minha maravilhosa esposa, Leslie. Temos duas filhinhas maravilhosas, Amanda e Melodee.
Em setembro de 1996, o major Charles Scherer, do Departamento de Polícia de Coral Gables, que trabalhara na investigação original de meu caso, telefonou-me para me contar que o agressor, hoje com setenta e sete anos de idade, finalmente confessara. Cego por causa do glaucoma, com a saúde abalada, sem família ou amigos, ele estava em um asilo no norte de Miami Beach. Fui visitá-lo.
A primeira vez em que fui visitá-lo ele se desculpou pelo que havia feito a mim e eu lhe disse que o havia perdoado. Visitei-o muitas vezes depois disso, apresentando-o à minha esposa e filhas, oferecendo-lhe esperança e uma certa sensação de família nos dias anteriores á sua morte. Ele sempre ficava feliz quando eu aparecia. Acredito que nossa amizade tenha diminuído sua solidão e era um grande alívio para ele, após vinte e dois anos de arrependimento.
Sei que o mundo pode me ver como a vítima de uma horrível tragédia, mas eu me considero a “vítima” de muitos milagres. O fato de eu estar vivo e não ter nenhuma deficiência mental desafia as probabilidades. Tenho uma esposa amorosa e uma família linda. Recebi tantas dádivas quanto qualquer outra pessoa – e amplas oportunidades. Fui abençoado de várias maneiras.
E enquanto muitas pessoas não conseguem entender como pude perdoá-lo, do meu ponto de vista eu não poderia deixar de fazê-lo. Se eu tivesse escolhido odiá-lo todos esses anos, ou passar a vida procurando vingança, então eu não seria o homem que sou hoje – o homem que minha mulher e filhas amam.
Chris Carrier

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

DO JEITO QUE VOCÊ É

Meu amigo Mark Tucker produz e apresenta projetos multimídia por todo país.Uma noite, após apresentação, foi procurado por uma mulher, que lhe disse: “Você deveria tocar a música de meu filho no seu programa.”
Mark, então, desfiou o rosário de sempre: o rapaz devia mandar uma fita de demonstração, não precisaria ser uma gravação profissional, bastaria uma gravação caseira, alguns acordes de guitarra para Mark ter idéia do tipo de música que ele fazia.
Depois de Mark explicar todo o processo, a mulher olhou-o, divertida, e disse: “Bem, meu filho é Billy Joel.”
Assim que se recuperou do susto, Mark rapidamente lhe assegurou que seu filho, o famoso compositor Billy Joel, não precisaria enviar uma fita!
A mulher insistia que ele deveria tocar uma música específica que o filho escrevera. Ela sentia que na canção havia uma mensagem positiva sobre autoconfiança que se encaixava perfeitamente no trabalho de Mark. E ela começou a descrever como as sementes da letra da canção haviam sido plantadas desde a infância do compositor.
Quando era criança, Billy Joel dizia, com freqüência, que queria ser outra pessoa, alguém diferente de quem era. Ficava aborrecido por ser mais baixo que os outros meninos e era comum vir da escola ou de um jogo reclamando por não se sentir competente. Ele dizia como gostaria de ser só um pouquinho mais alto...
Para sua mãe, naturalmente, o filho era perfeito. Assim, toda vez que ele exprimia um sentimento negativo sobre si mesmo, ela afirmava: “Não se preocupe, isso não tem a menor importância. Você não precisa ser outra pessoa, porque você é perfeito. Somos todos únicos e diferentes uns dos outros. E você também há de ter algo maravilhoso para dividir com o mundo. Amo você exatamente como você é.”
Essas palavras de uma mãe que amava seu filho exatamente como ele era ficaram gravadas no coração do menino e permitiram que seu talento desabrochasse.
Pois Billy Joel cresceu e descobriu sua vocação para fazer músicas que se tornaram conhecidas em todo o mundo. E milhões de pessoas ouvem com o coração as palavras inspiradas por sua mãe na música vencedora do prêmio Grammy:
Don’t go changing
To try and please me…
I love you just the way you are.
“Não mude
só para tentar me agradar...
Amo você do jeito que você é.”
(Jennifer Read Hawthorne)

Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

ESTAMOS AQUI PARA APRENDER

“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”.
Eleanor Roosevelt
– Dezesseis – eu disse.
Esqueci a pergunta de Matemática que minha professora da segunda série, Joyce Cooper, me fez naquele dia, mas nunca me esquecerei da resposta. Assim que o número saiu da minha boca, a turma inteira começou a rir. Eu me senti como a pessoa mais burra do mundo.
A Sra. Cooper censurou meus colegas com um olhar severo. E disse:
– Estamos todos aqui para aprender.
Num outro dia, a Sra. Cooper nos pediu para escrever uma redação a respeito do que esperávamos fazer de nossas vidas. Escrevi: “Quero ser professora como a Sra. Coopper.”
Ela escreveu na minha redação: “Você daria uma professora excepcional, pois é determinada e tenta com afinco.” Eu iria carregar estas palavras em meu coração durante os vinte e sete anos seguintes.
Depois de me formar no segundo grau em 1976, casei-me com um homem maravilhoso, Ben, um mecânico. Logo, Latonya nasceu.
Precisávamos de cada centavo apenas para sobreviver. Faculdade e magistério estavam fora de questão. Consegui, no entanto, arrumar um emprego em uma escola – como ajudante de servente. Limpava dezessete salas de aula na Escola Primária Larrymore todos os dias, incluindo a da Sra. Cooper. Ela havia sido transferida para Larrymore depois que Smallwood fora fachada.
Eu dizia à Sra. Cooper que queria ensinar e ela me repetia as palavras que escrevera na minha redação anos antes. Mas as contas sempre pareciam estar no meio do caminho.
Até que um dia, em 1986, pensei em meu sonho, em como eu queria ajudar as crianças. Mas, para fazer isso, precisava chegar de manhã como professora – não de tarde, para limpar.
Conversei a respeito disso com Ben e Latonya e ficou decidido: eu me inscreveria na universidade Old Dominion. Durante sete anos assisti às aulas de manhã, antes do trabalho. Quando chegava em casa do trabalho, eu estudava. Nos dias em que não tinha aula, trabalhava como professora- assistentepara a Sra. Cooper.
Às vezes ficava pensando se teria forças para conseguir. Quando recebi minha primeira nota baixa, falei em desistir. Minha irmã mais nova, Helen, recusou-se a ouvir.
– Você quer ser professora – ela disse. – Se parar, nunca alcançará o seu sonho.
Helen sabia bem o que significava não desistir, pois ela lutava contra a diabetes. Quando uma das duas desanimava, ela dizia:
– Você vai conseguir. Nós vamos conseguir.
Em 1987, Helen, com apenas vinte e quatro anos, morreu de falência renal relacionada à diabetes. Estava nas minhas mãos conseguir por nós duas.
No dia 8 de maio de 1993 meu sonho se realizou: a formatura. Receber meu diploma universitário e a licença para ensinar me qualificavam oficialmente para ser professora.
Fiz entrevistas em três escolas. Na Escola Primária Coleman Place, a diretora Jeanne Tomlinson disse:
– Seu rosto me parece familiar.
Ela trabalhava em Larrymore mais de dez anos antes. Eu limpava sua sala e ela se lembrou de mim.
Ainda assim eu não tinha propostas concretas. O telefonema veio quando eu acabara de assinar meu décimo oitavo contrato como ajudante de servente. Havia uma vaga para dar aulas para a quinta série em Coleman Place.
Pouco tempo depois que comecei aconteceu algo que trouxe o passado de volta. Eu escrevi uma sentença cheia de erros gramáticas no quadro-negro e pedi aos alunos que viessem até o quadro e a corrigissem.
Uma garota corrigiu até a metade, ficou confusa e parou. Enquanto as outras riam, as lágrimas escorriam nas bochechas dela. Dei-lhe um abraço e disse-lhe para ir tomar um pouco d’água. Então, lembrando-me da Sra. Cooper, censurei o resto da turma com um olhar firme. E disse:
– Estamos todos aqui para aprender.
Charles Slack

A ÚNICA LEMBRANÇA QUE PERMANECE

“Você nunca sabe quando está forjando uma lembrança”
Rickie Lee Jones
Tenho muitas lembranças de meu pai e de minha infância com ele em nosso apartamento perto da linha do trem. Por vinte anos, ouvimos o barulho do trem como se passasse ao lado da janela do quarto.
Tarde da noite, papai esperava sozinho na estação pelo trem que o levava à fábrica, onde trabalhava no turno que começava à meia-noite.
Naquela noite especial, esperei com ele no escuro para me despedir. Seu rosto estava crispado. O filho mais novo fora convocado para a guerra. Eu deveria me apresentar às seis da manhã no dia seguinte, enquanto ele estivesse trabalhando na máquina de cortar papel.
Meu pai e eu conversamos sobre a revolta que ele sentia. Não queria que eles levassem seu filho, de apenas dezenove anos, que jamais bebera ou fumara sequer um cigarro, para lutar na Europa. Ele colocou as mãos sobre meus ombros magros: “Tenha cuidado, Srulic, e, se precisar de alguma coisa, me escreva que eu consigo para você.”
De repente, ouviu-se o barulho do trem que se aproximava. Ele me abraçou apertado e suavemente beijou-me o rosto. Com os olhos cheios de lágrimas, murmurou: “Amo você, meu filho.” O trem chegou, as portas se fecharam e ele desapareceu na noite.
Um mês depois, aos quarenta e seis anos, meu pai morreu. Tenho setenta e seis anos agora. Uma vez ouvi o repórter Pete Hamil, de Nova York, dizer que as lembranças são a maior herança de um homem e tenho de concordar. Sobrevivi a quatro invasões na Segunda Guerra. Tenho uma vida cheia de toda espécie de experiências. Mas a única lembrança que permanece é a de uma noite quando meu pai disse: “Amo você, meu filho.”
Ted Kruger

FILHOTES À VENDA

Um lojista estava fixando na porta de sua loja um cartaz onde se lia “Filhotes à Venda”. Cartazes como esse têm o poder de atrair crianças pequenas e, na verdade, um garotinho apareceu sob o cartaz do lojista.
- Por quanto o senhor vai vender os filhotes? – perguntou ele.
O dono da loja respondeu:
- Entre 30 e 50 dólares.
O garotinho enfiou a mão no bolso e tirou uns trocados.
- Tenho 2, 37 dólares – disse ele. – Posso dar uma olhada neles?
O dono da loja sorriu, assobiou e, do canil, saiu Lady, que veio pelo corredor seguida de cinco pequeninas e miúdas bolinhas de pêlo. Um dos filhotes tinha ficado consideravelmente para trás. Imediatamente, o garotinho indicou o filhote atrasado, que se movia com dificuldade, e disse:
- O que há de errado com aquele cachorrinho?
O dono da loja explicou que o veterinário havia examinado o filhotinho e descobriu que ele não possuía uma articulação do quadril. Ele mancaria para sempre. Seria defeituoso para sempre. O garotinho ficou animado.
- Este é o filhotinho que quero comprar.
O dono da loja disse:
- Não, você não pode comprar este cachorrinho. Se você realmente o quiser, eu darei a você.
O garotinho ficou muito aborrecido. Olhou diretamente nos olhos do dono da loja, com o dedo em riste, e disse:
- Eu não quero do senhor um presente. Aquele cachorrinho vale exatamente tanto quanto os outros e eu pagarei o preço real. Na verdade, eu lhe darei 2,37 dólares agora, e cinqüenta centavos por mês, até que tenha pago tudo.
O dono da loja se opôs:
- Você não quer realmente comprar esse cãozinho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar com você como os outros filhotes.
Diante disso, o garotinho abaixou-se e enrolou a perna da calça, revelando uma perna esquerda gravemente deformada e aleijada, amparada por um grande braço de metal. Olhou para o dono da loja e replicou suavemente:
- Bem, eu também não corro tão bem, e o filhotinho precisará de alguém que compreenda isso!
Dan Clark
Weathering the Storm

AMOR: A ÚNICA FORÇA CRIATIVA

“Espalhe o amor por onde for: antes de tudo, em sua própria casa. Dê amor a seus filhos, sua esposa ou seu marido, a um vizinho próximo... Não permita jamais que alguém se aproxime de você sem viver melhor e mais feliz. Seja a expressão viva da bondade de Deus; bondade em seu rosto, bondade em seus olhos, bondade em seu sorriso, bondade em sua terna saudação”.
Madre Teresa
Um professor universitário levou seus alunos de sociologia às favelas de Baltimore para estudar as histórias de duzentos garotos. Pediu a eles que redigissem uma avaliação sobre o futuro de cada menino. Em todos os casos, os estudantes escreveram: “Eles não tem chance alguma”. Vinte e cinco anos mais tarde, outro professor de sociologia deparou-se com o estudo anterior. Pediu aos seus alunos que acompanhassem o projeto, a fim de ver o que havia acontecido com esses garotos. Com exceção de vinte deles, que haviam se mudado ou morrido, os estudantes descobriram que 176 dos 180 restantes haviam alcançado uma posição mais bem-sucedida do que a comum como advogados, médicos, e homens de negócios.
O professor ficou estarrecido e resolveu continuar o estudo. Felizmente, todos os homens continuavam na mesma área, e ele pôde perguntar a cada um: “A que você atribui o seu sucesso?” Em todos os casos, a resposta veio com sentimento: “A uma professora”.
A professora ainda estava viva; portanto, ele a procurou, perguntando à senhora idosa, embora ainda ativa, que fórmula mágica havia usado para resgatar esses garotos das favelas para um mundo das conquistas bem-sucedidas.
Os olhos da professora faiscaram e seus lábios se abriram num delicado sorriso.
- É realmente muito simples – disse ela. – Eu amava aqueles garotos.
Eric Butterworth