Existimos para glorificar a Deus e para servir uns aos outros no amor de Cristo. Queremos ser uma bênção na sua vida. Volte outras vezes! “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor”. Provérbios, 16:1.

26 de set de 2007

O GRANDE PALADINO DO PROTESTANTISMO BRASILEIRO

O primeiro ministro evangélico brasileiro, José Manoel da Conceição nasceu em São Paulo, em 11 de março de 1822, filho de Manoel da Costa Santos e de Cândida Flora de Oliveira Mascarenhas. Seu pai era português e sua mãe brasileira, nativa do Rio de Janeiro. Aos 24 de março deste mesmo ano, foi batizado e recebeu como nome de batismo José Manoel da Costa Santos.
Em 1824, sua família mudou-se para Sorocaba, onde passou a ser educado por seu tio-avô, o padre José Francisco de Mendonça.
Na tutela de seu tio-avô em 1834 inicia seus estudos. Em 1840, com apenas 18 anos de idade, começa ler as Escrituras e, em pouco tempo, conhece algumas famílias de protestantes ingleses e alemães que o impactam com suas vidas de devoção e zelo quanto ao estudo das Escrituras. Neste mesmo período em 1842, aprende alemão, história e geografia com o Dr. Teodoro Langgaard, um médico que clinicava em Sorocaba. Fica evidente, o despontar de um homem extremamente culto e versado em muitos assuntos.
Em 1844, depois de se destacar no estudo da teologia, foi ordenado Padre aos 22 anos de idade. Sua primeira paróquia foi em Limeira, como “Padre Encomendado”, ou seja, sujeito à remoção, por seu espírito de indisciplina clerical. Depois passou a ser transferido de paróquia à outra; durante quinze anos serviu em Piracicaba, Santa Bárbara, Taubaté, Sorocaba, Ubatuba e em 1860 em Brotas.
Tamanha era a dedicação e o amor de Conceição aos menos abastados, que condoído com o povo doente e sofrido, começa a lê livros de Medicina para cuidar dos doentes e feridos.
Em cada uma das igrejas que Conceição passou, dedicava-se a reavivar a espiritualidade cristã, centralizando-a na pregação e na leitura das Escrituras.
Em face de sua postura e profunda simpatia pelos protestantes, foi apelidado de “Padre Protestante”.
No ano de 1863, Conceição enfrenta uma profunda crise espiritual. Ameaça ao bispo deixar a batina, e este o faz “Vigário de Vara”, isto é, delegado do bispo, sem funções sacerdotais. Não sendo mais possível permanecer no exercício do ministério, compra uma chácara em São João do Rio Claro e lá passa a viver. O Rev. Alexander Blackford, que ouvira falar do padre protestante, encontrou-o ali.
Em 1864, em sua chácara; passa a estudar as doutrinas reformadas visando sua futura profissão de fé. Então comunica ao Rev. Blackford a sua decisão de deixar a batina e ingressar na Igreja Presbiteriana. Em setembro deste mesmo ano, envia uma carta ao bispo de São Paulo, desligando-se da Igreja Romana e declarando que era seu intento consagrar-se ao serviço de evangelização de sua pátria.
Em 23 de outubro de 1864, o Rev. Blackford fez sua Profissão de Fé e Batismo, na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Após ser batizado, Conceição faz uma série de conferências no Rio de Janeiro e começa a pregar em cultos protestantes.
Em novembro de 1864, juntamente com Simonton, Blackford e outros, fundam a Imprensa Evangélica no Rio, passando a contribuir com artigos, sermões e hinos de sua autoria, muitos dos quais publicados depois de sua morte. Em 1856 retorna para Brotas a fim de pregar o evangelho que tanto sonhou. Aos treze de novembro de 1865, foi o pregador no culto que marcou a organização da Igreja de Brotas, a 3a Igreja Presbiteriana em solo brasileiro. A Igreja foi organizada pelo Rev. Blackford.
Em 16 de dezembro de 1865, Simonton, Brackford e Schneider organizaram em São Paulo, o Presbitério do Rio de Janeiro, constituídas de três igrejas: Rio de Janeiro, São Paulo e Brotas, e ligado ao Sínodo de Baltimore, nos Estados Unidos. No dia seguinte, após ser recebido, examinado e aprovado pelo Presbitério do Rio de Janeiro, Conceição foi ordenado ao ministério pastoral após receber suspensão das ordens pela Igreja Romana.
Em 25 de dezembro de 1873 veio a falecer de desnutrição e extremo cansaço físico. Foi um homem que sempre se dispôs a acudir os menos afortunados.
Por amor incondicional e total a Deus e a sua obra, tombava o primeiro pastor brasileiro, e que figuraria para as gerações futuras um dos maiores exemplos a ser seguido.
Tomba o grande paladino do protestantismo brasileiro. O Senhor chama para si aquele que carregava nos olhos o brilho indelével do amor de Cristo.
Resta-nos a certeza de que, o mesmo Deus que o chamou das trevas para maravilhosa luz, nos dará homens segundo o seu coração, para continuarem levando a preciosa semente sem nenhuma resignação.

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