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1 de set de 2009

Uma breve história dos Soldadinhos de Chumbo

Apenas as palavras “soldadinhos de chumbo” podem trazer um sorriso ao rosto das crianças e dos adultos, pelo menos para aqueles adultos que ainda não perderam do espírito da infância. Na verdade a expressão “soldadinhos de chumbo” representa um universo muito maior que apenas os próprios soldadinhos de chumbo: figuras em metal, figuras em plástico, miniaturas em metal e uma série de “brinquedos” que seguem o rastro dessa expressão tão fascinante. Porém o amor por estas miniaturas é o mesmo.
As miniaturas representando soldados, governantes, animais de estimação e sagrados são mais antigas do que podemos imaginar. Tais figuras foram encontradas junto aos túmulos de Faraós, do antigo Egito, na China (datadas de 5.000 anos aproximadamente) e na Grécia antiga. Inicialmente produzidas em barro, madeira, pedra e, a partir do século 16 em chumbo. No século 18, na Inglaterra, a empresa Newton começou a produzir em grande escala figuras militares em chumbo que representavam, principalmente, o Exército Britânico e o Francês onde as grandes batalhas militares travadas entre estas duas potências podiam ser fielmente reproduzidas.
Na virada do século 20, várias empresas na Europa estavam produzindo figuras em chumbo (ou metal como são chamados agora). Os principais fabricantes eram: William Britain, Heyde, Mignot e suas figuras representavam os exércitos da Inglaterra, América, França, Alemanha e os seus opositores. Cada fabricante possuía uma escala própria e uma primeira tentativa de padronização das escalas só surgiu pelos anos 50.
Até o início do século 20 as figuras eram fabricadas apenas em chumbo, por volta de 1910 surgiu um material batizado de “composto” que era uma mistura de serragem de madeira e cola que se tornou muito popular, porém eram figuras muito rústicas e com poucos detalhes. Após a 2ª Guerra Mundial alguns fabricantes optaram pelo plástico, um material mais barato que estava se popularizando. Vários fabricantes surgiram e as figuras passaram a ser vendidas em separado ou em conjuntos por preços muito convidativos.
Com o surgimento das figuras em plástico que apresentavam uma riqueza de detalhes muito superior as figuras em chumbo, além de serem mais baratas, os fabricantes tradicionais foram obrigados a investir em novos e melhores moldes para competir com o plástico melhorando, em muito, a qualidade de seus produtos, mas, ainda, com qualidade inferior da figuras em plástico. Outro fator positivo da concorrência do plástico foi a figuras em chumbo em lojas de departamentos, pois até então as vendas se limitavam a lojas de brinquedos ou lojas especializadas em figuras muito populares na Europa.
O ano de 1966 foi um marco na história dos soldadinhos de chumbo. Preocupações médicas com a intoxicação do chumbo provocaram a proibição internacional deste material na fabricação de brinquedos. Empresas como a William Britain (o mais antigo fabricante de miniaturas em metal, suas atividades se iniciaram em 1846), Timpo, Crescent e Cherilea passaram a fabricar suas miniaturas em plástico, seguindo as rígidas normas impostas em todos os países.
Nos anos seguintes o Estanho foi considerado um metal não-tóxico e com as melhorias das técnicas de moldagem, aos poucos, os antigos fabricantes voltaram a fabricar suas figuras em metal. Porém o mundo estava mudado. O sentimento antimilitarista que surgiu nos anos 70 afastou muitas gerações das miniaturas militares em metal. Na Europa e nos Estados Unidos mães bem intencionadas e preocupadas com a possibilidade de seus filhos se verem envolvidos em um conflito armado, principalmente na Europa, passaram a evitar a todo custo qualquer brinquedo que pudesse despertar em seus filhos e netos qualquer simpatia pelo militarismo.
No início dos anos 80 empresas como a Tradiction, Blenheim, Nostalgia, John Tunstill’s e Soldiers Soldiers voltaram a fabricar miniaturas em metal, porém em pequena escala de produção e com preços muito elevados. Essa retomada das figuras em metal encontrou um forte concorrente nas figuras fabricadas em plástico, que ao longo dos anos 60 e 70 foram ganhando cada vez mais adeptos.
Empresas como a Timpo, Preiser, Starlux, Matchbox, Airfi x e Accurate ofereciam uma variedade muito maior de figuras que podiam ser compostas em cenas com veículos militares, aviões, trens e autos com uma riqueza de detalhes muito superior as figuras em metal até então fabricadas. Outra vantagem do plástico é que as figuras podiam ser encontradas em várias posições representando ações, ao contrario das figuras em metal onde o normal era a representação em desfi les, poses marciais ou montadas, sem muita opção para o modelista.
A partir da segunda metade dos anos 80 começam a surgir figuras em metal esculpidas com muito mais detalhes, proporcionando um realismo muito maior. Novas técnicas de escultura e moldes de injeção tecnologicamente melhorados possibilitaram aos fabricantes uma concorrência direta com as figuras injetadas em plástico. Outro fator importante foi a padronização das escalas pois até então cada empresa fabricava as figuras no tamanho que lhe convinha. Os únicos tamanhos padrões eram das figuras para ferreomodelismo (escala 1/87) e para jogos de guerra (escala 1/72). Figuras em “movimento” agora também podiam ser compostas em cenas nas escalas 1/32, 1/35, 1/48, 1/16 e 1/18. Os irmãos Fernando e Carlos Andrea, fundadores da Andréa Miniatures (Espanha) foram os principais responsáveis por estas mudanças.
No rastro da experiência positiva da Andrea outras fábricas foram surgindo com o passar do tempo: Pagaso Models (anos 90), Elite, La Torre Models e, mais recentemente, Seil Models só para citar as principais marcas, pois hoje é possível encontrarmos mais de oitenta fabricantes de fi guras em metal.
Outro fator importante para a popularização das figuras em metal foram os lançamentos de coleções, destinadas principalmente para os colecionadores. Hoje é possível encontrarmos coleções temáticas completas vendidas em lojas e, até mesmo, em bancas de jornal. Um dos exemplos é a editora Planeta DeAgostini que no mês de outubro lançou uma coleção de Soldados de Artilharia e no mês de novembro lançou outra coleção de Soldados do Império Romano, ambas com um total de 40 figuras cada.
Como as figuras em metal são feitas?
O primeiro passo para a criação de uma figura em metal, além da escolha do tema, é o desenho inicial da figura. O conhecimento do tema escolhido é fundamental. Estas informações podem ser recolhidas em museus, livros, jornais, coleções e depoimentos pessoais.
O artista deve recolher a maior quantidade possível de informações sobre roupas, calçados, insígnias, armas, acessórios e demais informações que o ajudem a retratar o mais fielmente possível a sua criação.
Após o desenho estar defi nido e completo o segundo passo é a confecção de um “Máster”, ou seja, uma primeira escultura que servirá para avaliação dos aspectos da figura que será fabricada e correção de erros. Este “Máster” pode ser feito em cera, epóxi, argila, resina ou madeira. Cada artista tem a sua preferência de material.
O “Máster” é esculpido em duas etapas. Na primeira, a figura é feita desprovida dos detalhes que a complementarão. Isto serve para um estudo e correção das proporções da figura. Na segunda etapa são acrescentados todos os detalhes como: medalhas, cintos, adornos e outros.
Somente após o “Máster” estar definitivamente pronto, inicia-se a fabricação do molde que será usado para a fabricação da figura. O molde pode ser feito com vários materiais dependendo a quantidade de figuras que serão fabricadas (tiragem). O mais comum é a fabricação do molde em resina de borracha.
Geralmente as figuras são fabricadas em lotes de 100 peças, o que permite um melhor acompanhamento da qualidade de produção. As figuras são fabricadas em quantidades limitadas ou ilimitadas. As de quantidade limitadas são, geralmente, chamadas de “edições” e as quantidades de fabricação gira em torno de 500 a 1000 peças fabricadas.
Fonte: Revista Hobby News
Editora Planeta DeAgostini
Coleções DelPrado

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