INTRODUÇÃO
As Escrituras não tem qualquer preocupação em provar a existência de Deus. Pelo contrária, ela já começa afirmando a sua existência (Gn. 1.1). A existência de Deus é o grande pressuposto da Teologia. A Bíblia foi escrita com a perspectiva de que Deus existe e que ele é vivo e ativo no mundo que criou.[1] Tal pressuposto é a crença - Fé - num Deus pessoal, auto-consciente, auto-existente, que é a origem de todas as coisas e que ultrapassa toda a sua criação, mas que, ao mesmo tempo, é imanente em cada parte da criação.
O CONHECIMENTO A RESPEITO DE DEUS
Segundo alguns filósofos e teólogos Deus não pode ser conhecido porque é Absoluto, e o Absoluto não pode ter relação para com nenhuma outra coisa, sendo, portanto, incognoscível. O conhecimento supõe relação, e o Absoluto não tem relação. Ora, o Absoluto não é aquilo que não tem relação para com nenhuma outra coisa, mas aquilo que não tem relação necessária, ou seja, Deus é auto-existente e auto-suficiente.
Alguns também dizem que Deus não pode ser conhecido porque é o Infinito, logo, o Infinito é o Ilimitado, e o Ilimitado é o incognoscível. O conhecimento do Infinito faria distinção ou separação entre conhecedor e conhecido e, sendo assim, o conhecido não poderia ser infinito. Tal postura chama-se agnosticismo[2].
Na verdade não podemos conhecer a Deus na sua totalidade. O homem não pode conhecer a Deus na sua abrangência. Contudo, dentro daquilo que Ele se deu a conhecer, podemos ter algum conhecimento a seu respeito. Seria impossível qualquer conhecimento dele sem que ele se revele. Se Deus não se revelasse, por causa de sua natureza infinita e majestosa jamais poderíamos ter qualquer conhecimento dele.[3] Todavia, apesar de sua ilimitação, tal conhecimento é real e verdadeiro. Temos duas formas de conhecimento:
CONHECIMENTO INATO OU INGÊNITO
Este conhecimento tem a ver com o conhecimento a priori (o semen religionis e o sensus divinitatis), que não tem nada a ver com a revelação verbal de Deus.[4] Significa que logo que o homem nasce e entra em contato com a revelação de Deus, ele já é inclinado ao senso religioso. O conhecimento de Deus foi instilado por natureza na mente humana. Jaz no coração do homem o senso da divindade. Contudo, desde a Queda, tal conhecimento encontra-se deformado pelo pecado. Por essa razão, esse conhecimento é corrompido pelo pecado e o ser humano não pode apreender Deus corretamente.[5] O Apostolo Paulo em sua epistola aos Romanos diz que, por causa da impiedade e perversão dos homens, há uma supressão do conhecimento verdadeiro de Deus, “que detêm a verdade pela injustiça”. A própria idolatria confirma este fato. Aceitar, portanto, o ateísmo[6] como estilo de vida e fé seria negar toda a realidade da natureza humana.
CONHECIMENTO ADQUIRIDO
Este conhecimento tem a ver com o conhecimento a posteriori, isto é, o conhecimento que vem após a observação da criação e dos eventos redentores demonstrados nas Escrituras. [7] Deriva-se da revelação geral e especial de Deus. É resultado de pesquisa. Ultrapassa o conhecimento inato. O conhecimento inato é inerente à constituição da alma humana, enquanto que o conhecimento adquirido é derivado ou produto da observação, estudo ou reflexão. [8] Só pode ser obtido pelo processo exaustivo da percepção e reflexão, raciocínio e argumentação, depende do esforço humano. Contudo, precisamos ultrapassar o mero conhecimento intelectual e chegar ao conhecimento experimental.
DESCRIÇÃO GERAL DE DEUS
Não podemos dar uma definição de Deus no sentido estreito da palavra. Deus pode ser conhecido, mas o que nos cimento crituras.Temos a pergunta 04 do Breve Catecismo: Quem é Deus? Deus é espírito, infinito, eterno, e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade. Em outras palavras, Deus é um ser puramente espírito, de infinitas perfeições.
Deus é espírito = Deus na sua essência é espírito (Jo. 4.24); Deus é pessoal = Deus é uma personalidade. A descrição do A.T. apresenta e confirma este fato. É um Deus que vai e vem, com quem os homens podem se comunicar, em quem podem confiar, que entra em suas experiências, que os sustenta em suas provações e dificuldades, e que lhes enche o coração com a alegria de vitória. No N.T. temos o texto de Jo. 14.9; Deus é perfeição = Deus se distingue de todas as suas criaturas pela sua perfeição infinita. Deus é sem limites. Sua natureza é infinitamente distinta da nossa, quantitativa e qualitativamente. Não conseguimos compreender a grandeza de Deus, porque o nosso conceito de grandeza está ligado à mensurabilidade. Deus não é mensurável espacial nem temporalmente.[9] Por isso Ele é exaltado acima de todas as suas criaturas (Ex. 15.11; Sl. 96.4-6; 97.9; 99.2); Deus é uno = Deus não se compõe de partes diferentes. Ele não se divide em partes. Sua essência e propriedade são uma.
OS ATRIBUTOS DE DEUS
Segundo o Dr. Herber Campos, a doutrina de Deus é um assunto fundamental para compreensão de todas as demais doutrinas da fé bíblica. Contudo, o ponto fundamental da doutrina de Deus são os atributos de Deus.[10] Deus não se revela só em Seu nome, mas também em Seus Atributos. Entendemos que atributos são “qualidades”, “propriedades”, “virtudes” ou “perfeições” de uma pessoa particular ou de um ser. Como Deus é um ser, ele possui as qualidades que fazem com que ele seja o que é.[11] Portanto, por Atributos entendemos as qualidades inerentes ao ser de Deus. Berkhof define atributo como sendo “as perfeições atribuídas ao Ser de Divino nas Escrituras, ou as que são visivelmente exercidas por Ele nas obras da criação, Providência e Redenção.[12] Eles revelam o ser de Deus. São qualidade de Deus reveladas na Bíblia. Temos os Atributos Incomunicáveis e os Comunicáveis.
ATRIBUTOS INCOMUNICÁVEIS - São atributos exclusivos de Deus, ou seja, não encontram analogia na criatura. São aqueles que distinguem Deus como Deus, sendo ímpar naquilo que é e faz. Esses atributos são a marca distintiva do Altíssimo que o torna absolutamente inigualável![13]
SUA AUTO-EXISTÊNCIA - Ele existe por necessidade do seu próprio ser. Não depende de qualquer coisa para a sua existência. Deus transcende ao tempo a ao espaço. Deus é independente em seu pensamento (Rm 11:33,34); em sua vontade (Dn 4:35; Rm 9;19; Ef 1:5); em seu poder (Sl 115:3); em seu conselho (Sl 33:11).
SUA IMUTABILIDADE - Deus não pode ser mudado ou mudar-se. Ele é isento de toda e qualquer mudança em seu ser, em suas perfeições, em seus propósitos e em suas promessas. Sua essência não pode crescer nem diminuir (Sl. 102:26-27; Ml 3:6; Tg 1.17).
SUA INFINIDADE - Seria a perfeição de Deus pela qual Ele é isento de toda e qualquer limitação. Quando falamos na infinidade de Deus, estamos nos referindo à impossibilidade de se medir ou quantificar as características do Ser de Deus. Por essa razão, podemos dizer que a sua misericórdia é infinita, que seu poder é infinito, etc. [14]
SUA ONIPRENÇA – O termo onipresença descreve a característica da infinidade de Deus que faz com que ele tenha a sua presença plena em cada parte do espaço. [15] Nada pode conter Deus. Não há para Ele tempo ou espaço. Sl 139:7-10.
SUA ONISCIÊNCIA - Deus sabe e sonda todas as coisas. Deus conhece a si mesmo e tudo que está contido no seu plano. Conhece, presente e futuro. I Rs 8:39; Sl 139:1-16; Is 46: 10; Ez 11:5; At 15:18.
SUA ONIPOTÊNCIA - Só Deus tem todo o poder. Ele é o Todo-poderoso (I Cr 29. 11,12).
OS ATRIBUTOS COMUNICÁVEIS – Enquanto os atributos incomunicáveis enfatizam o Ser Absoluto, os comunicáveis indicam a natureza pessoal de Deus, que se evidencia na sua relação com o ser humano.[16] Os atributos comunicáveis são aquelas qualidades de Deus que possuem alguma analogia com a criatura. Mesmo neles, Deus continua independente.
SUA SABEDORIA - Seria um aspecto particular de sua onisciência. Sabedoria para alcançar seus fins, seus objetivos, sendo que o maior é a glória do seu nome. Tanto a sabedoria como o conhecimento são imperfeitos no homem, mas em Deus eles se caracterizam por sua perfeição e infinitude.[17] Ela se manifesta: caracterizam por sua perfeiç sona com a sua criatura, que a em cada parte do espaço. Na criação – Sl 19:1-7; 104:1-34; Na providência – Sl 33:10,11; Rm 8.28; Na redenção – I Co 2:7; Rm 11:33; Ef 3.10.
SUA BONDADE – Podemos definir a bondade de Deus como a sua disposição favorável para com toda a sua criação.[18] Seria a ação de Deus em fazer o bem aos outros. Seria a graça comum de Deus. Deus é essencialmente bom. A sua bondade não muda, mesmo que os homens mudem de atitude para com ele. (Sl 33:6; 104:21; Mt 5:45; 6:26; At 14:17; Sl 52.1).
SUA SANTIDADE - Significa que Ele é absolutamente distinto de todas as suas criaturas e exaltado acima delas. É a soma de todas as suas qualidades morais. A idéia fundamental de santidade moral de Deus é também de separação, mas neste caso, é separação do mal do pecado (Jó 34.10; Hc 1.13). Deus é livre de qualquer contaminação moral. A santidade de Deus é também observada na maneira em que ele exige santidade dos homens, feitos à sua imagem e semelhança.[19] separaçeste caso, dade moral de Deus ude para com ele.Essa qualidade exige pureza de todos os homens (Ex. 15:11; Is 57:15; Jo 34:10).
SUA RETIDÃO - Santidade e retidão se completam. É a perfeição de Deus pela qual Ele se mantém contra toda violação de sua santidade e evidência a sua santidade. É a coerência com a justiça. Esta é definida por Berkhof como “aquela retidão da natureza divina, em virtude da qual Deus é infinitamente justo em Si mesmo”. [20] SERIA A JUSTIÇA REGENCIAL OU GOVERNATIVA: É aquela que Deus impõe como governante dos bons e maus. Ele é o legislador e põe os homens debaixo de suas leis (Sl. 99:4; Rm 1:32); JUSTIÇA REMUNERATIVA: É a recompensa distribuída aos seres racionais, homens e anjos, em virtude daquilo que eles fazem de bom (Dt 7:9,12; Sl 58:11; Rm 2:7) e JUSTIÇA RETRIBUTIVA: É aquela que se refere à aplicação das penalidades (Rm 1:32; 2:9.12:19).
SUA SOBERANIA - É o governo de Deus sem nenhuma influência alheia á sua natureza. É a capacidade em planejar e dirigir os negócios do mundo e de suas criaturas racionais. Soberania em executar a sua vontade. A vontade de Deus é soberana porque também o seu poder é soberano. [21] Quanto ao pecado entendemos que foi o decreto da permissão. [22]
A soberania de Deus é a causa final de todas as coisas, ou seja, da criação, da preservação, da eleição e reprovação, da regeneração, da santificação (Gn 17:1; 28:3; Ex 6:3; Ap. 1:8; Mt 19:26; Lc 1:37).
SUA VERACIDADE - Deus é verdadeiro em seu ser íntimo, em sua revelação e em sua relação com o seu povo. Berkhof define a veracidade de Deus como sendo “aquela perfeição de seu ser em virtude da qual ele cumpre perfeitamente a idéia da divindade, é perfeitamente digno de nossa confiança em sua revelação e vê as coisas como são na realidade”. [23] A verdade de Deus, registrada nas Escrituras Sagradas, está muito acima da nossa compreensão finita. [24] em sua revelaçte a ideia Ela éla e os seus atributos. p. 211 a base da confiança de seu povo, o fundamento da sua esperança, e a causa do seu regozijo (Nm 23:19; I Co 1.9; II Tm 2:13).
SEU AMOR - É a ação de Deus na busca do homem, sua criação máxima. É o Ágape de Deus. O Apóstolo João descreve Deus como sendo amor. Amor é a essência de Deus “pois Deus é amor” (1 Jo 4.8). Este amor pode ser evidenciado através da:
1) A GRAÇA DE DEUS – É o amor imerecido para com os que têm perdido o direito a ele, e estão por natureza debaixo de um julgamento para condenação. É um favor imerecido. É receber de Deus o que não merecemos! (Ef 1:6,7; 2:7-9; Tt 2:11).
2) A MISERICÓRDIA DE DEUS – Sua eterna compaixão. É o amor direcionado para os que sofrem angústia ou aflição. É a atitude de quem encara o homem como escravo do pecado. É o coração comovido pela miséria alheia. Deveríamos receber o justo juízo, mas Deus nos dá misericórdia!
3) A LONGANIMIDADE DE DEUS – Alma grande. É a tolerância de Deus em suportar os perversos e maus (Rm 2:4; 9:22; I Pe 3:20; II Pe 3:15).
Deus demonstrou seu amor por nós dando seu próprio Filho para morrer em favor dos nossos pecados (Rm 5. 8). O amor de Deus não deve ser somente pregado, considerado, mas deve ser praticado por nós. Se Deus nos amou, esse amor deve provocar resposta. Se não amamos a Deus e aos nossos semelhantes é sinal de que não temos em nós o amor de Deus.
[1] CAMPOS, Heber Carlos de. O Ser de Deus e os seus atributos. São Paulo: Cultura Cristã, 1999. p. 25.
[2] O termo deriva-se de duas palavras gregas, a (“sem”) e gnosis (“conhecimento”). Em sentido estrito, agnosticismo refere-se a um sistema de crenças religiosas (e.g., “Deus existe”) é descartada por supor que não possam ser provadas nem negadas, ou porque tais declarações são vistas como inaplicáveis.tureza infinita e majestosa jamais poderiamos
[3] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 55.
[4] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 56.
[5] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 60.
[6] Sistema de crenças cuja afirmação categórica é a inexistência de Deus. O ateísmo também afirma em geral que a única forma de existência é o universo material, sendo ainda mero produto do acaso ou do destino.
[7] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 61.
[8] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 61.
[9] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 68.
[10] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 158.
[11]CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 158.
[12] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Trad. Odayr Olivetti. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2001. p. 59.
[13] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 165.
[14] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 195.
[15] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 204.
[16] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 211.
[17] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 226.
[18] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 245.
[19] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 310.
[20] BERKHOF, Teologia Sistemática. p. 77.
[21] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 384.
[22] Segundo Berkhof, é um decreto que garante com absoluta certeza a realização do ato pecaminoso futuro, em que Deus determina (a) não impedir a autodeterminação pecaminosa da vontade finita; e (b) regular e controlar o resultado dessa autodeterminação pecaminosa (Sl 78.29; 106.15; At 14.16; 17.30). BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. p. 77.
[23] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. p. 77.
[24] CAMPOS, O Ser de Deus e os seus atributos. p. 240.
29 de set. de 2007
Tweet
A DOUTRINA DE DEUS
Tweet
O Hillsong United é o ministério de louvor para a juventude, da Hillsong Church, que virou referencial para ministérios do mundo todo. Liderado por Joel Houston e Marty Sampson, o grupo mostra que "manda bem".
Análise do cd: Hillsong United - United We Stand
O Hillsong United é o ministério de louvor para a juventude, da Hillsong Church, que virou referencial para ministérios do mundo todo. Liderado por Joel Houston e Marty Sampson, o grupo mostra que "manda bem".Os quatro últimos CD do United definiram sua sonoridade e sua visão ministerial – levar jovens de todo mundo aos pés de Jesus, vivendo uma vida de santidade e intimidade com Deus.
Pra quem nunca ouviu alguma música do United, com certeza já ouviu alguma versão gravada ou ministrada por algum ministério brasileiro. David Quinlan, por exemplo, em várias de suas ministrações têm cantado uma versão de “Open Up The Heavens” do álbum More Than Life. Chris Duran – no seu último álbum – gravou uma versão para One Way, também do álbum More Than Life.
Pra quem nunca ouviu alguma música do United, com certeza já ouviu alguma versão gravada ou ministrada por algum ministério brasileiro. David Quinlan, por exemplo, em várias de suas ministrações têm cantado uma versão de “Open Up The Heavens” do álbum More Than Life. Chris Duran – no seu último álbum – gravou uma versão para One Way, também do álbum More Than Life.
“United We Stand" é o penúltimo álbum, lançado no início de 2006, e não deixa nada a desejar aos álbuns anteriores. O CD abre com uma introdução e depois segue a música “The time Has Come" . A música declara que nascemos para uma única coisa: louvar a Deus.
“Take It All" é a música mais empolgante do CD – como de praxe em todos os CD’s do United – É uma música de gratidão ao sacrifício da cruz. O refrão diz “Jesus, nós vivemos pelo Teu nome e nunca seremos envergonhados por Ti... nosso louvor e tudo que temos, damos a Ti”. A música tem um riff de guitarra como um bate estaca em toda a sua extensão, mas no refrão cresce e empolga. Realmente uma das melhores músicas do CD.
Em seguida, mais ou menos no mesmo estilo, vem “From God Above". Uma canção pop, com guitarra bem presente e o refrão – que na maioria dos casos – nos convida a cantar e a declarar juntos. Neste caso declarando que “Tu salvaste minha alma e me fez novo e agora eu vivo pra Ti!”.
Uma introdução bem suave na guitarra e aí surge “From The Inside Out", uma música crescente. A canção é um reconhecimento e gratidão à misericórdia de Deus. “Por mais que eu falhe um milhão de vezes, tu permaneces misericordioso...” O refrão impactante declara “Eternamente, tua luz se acenderá quando todas as outras se apagarem”.
A faixa seis é “Came To The Rescue". É impossível escutá-la sem se derramar na presença de Deus. “Me ponho de joelhos e Te adoro, dou tudo o que sou pra ver Tua face. Senhor, tudo que tenho é Teu”.
O final da canção acaba emendando com um espontâneo que diz “Na minha vida, seja exaltado/No meu mundo, seja exaltado/No meu amor, seja exaltado”. É o ponto alto do CD.
“None But Jesus" também uma belíssima canção. Ministrada sobre teclados e violões na voz de Brooke Fraser. A canção declara “Não existe outro pra mim, além de Jesus/Crucificado pra me tornar livre/Agora eu vivo para adorá-lo”.
A canção nove é um espontâneo que é continuação da música anterior.
A canção 10 – “Fire Fall Down" - começa como que uma espécie de coro dos redimidos, cantando juntos “Pois eu sei que Tu estás vivo/Pra reconstruir minha vida quebrada/E eu vou cantar para glorificar Teu santo nome, Jesus Cristo”. A música vai crescendo de acordo com que as pessoas vão se envolvendo com ela.
Retornando para a agitação segue “Revolution". E como diz o título a música fala de uma geração de adoradores radicais e revolucionários que serão usados para trazer o avivamento às nações. “Então nós despertaremos juntos como uma única voz que diz que Jesus é o nosso salvador”.
“Kingdom Come" segue a mesma linha. A guitarra característica do Hillsong é bem evidente nesta canção. Interpretada por Joel Houston, é uma canção que clama “Deixa Teu reino vir e Tua vontade ser feita e nós serviremos Teu coração... Deixe a salvação fluir...”. É uma canção dançante e envolvente.
“No One Like You" é uma canção pequena e de letra simples. O refrão cantado sobre violões e teclado declara “Não há ninguém como Tu, Jesus” e cresce recebendo o acompanhamento da bateria e da guitarra.
“Sovereign Hands", também interpretada por Holy Dawnson, declara a soberania, poder, majestade e é também uma canção de reconhecimento Àquele que se esvaziou, foi obediente até a morte para nos salvar. “Soberano Deus/Se humilhou para viver uma vida santa/Filho dos céus, cumpriu a vontade de Deus e foi crucificado”.
“The Stand", ministrada por Joel Houston, é outro belíssimo momento marcante do CD. No início da canção reconhece-se o amor de Deus e a Sua fidelidade, mesmo quando pecamos. Reconhecemos que Ele tem tudo em Suas mãos. O que torna o refrão impactante quando diz “O que posso dizer? O que posso fazer? Senão, dar meu coração todo pra Ti.”
O CD encerra com 2 canções espontâneas. Selah e Hallelujah.
“United We Stand" é mais um belíssimo trabalho da galera jovem do United. Um som bem definido unido a letras ungidas, que passeiam entre o reconhecimento e declaração de paixão e dependência a Deus.
Vivi momentos marcantes e fui bastante impactado, quando um dia me tranquei no quarto e deixei que Deus falasse comigo através das canções. Experimente você também e lembre-se: CD’s de adoração não são pra ser simplesmente “escutados”, mas experimentados!
Correções: Leone Lacerda, João Giovanni Ximenes
Fonte: Juventude Botafogo
Continue lendo >>
28 de set. de 2007
Tweet
“Mesmo nos dias mais difíceis existem razões ainda maiores para a presença da esperança do que para a intromissão do desespero. Ainda que inundado de problemas, esse mesmo mundo está carregado de muitas coisas boas”.
Kurt Carlson
Certamente ocasiões há em que é realmente muito difícil enxergar o lado positivo da vida; contudo isso não anula o fato de que ele está presente. Não importa quão negra seja a escuridão; existe sempre uma maneira de prosseguir em frente, ainda que de forma gradual, mas positiva. Você pode fazer um progresso positivo, mesmo quando as circunstâncias insistem em lhe garantir que você não vai conseguir. Uma diferença muito significativa pode acontecer, mesmo quando tudo parece conspirar contra você. Na realidade são exatamente em tempos como esses que aqueles que confiam em Deus podem produzir um enorme e significativo impacto. Não se esqueça. Quando as nuvens escuras se ajuntam é hora de fazer brilhar a sua luz com maior intensidade. Não importa quão escuro seja o dia de hoje; esse é o dia que Deus lhe deu, e ele está carregado de amor, bondade e esperança. Pois é justamente esse dia que está lhe entregando a base para um melhor amanhã.
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação”.
Habacuque, 3:17,18
Continue lendo >>
FIRME ESPERANÇA
“Mesmo nos dias mais difíceis existem razões ainda maiores para a presença da esperança do que para a intromissão do desespero. Ainda que inundado de problemas, esse mesmo mundo está carregado de muitas coisas boas”.Kurt Carlson
Certamente ocasiões há em que é realmente muito difícil enxergar o lado positivo da vida; contudo isso não anula o fato de que ele está presente. Não importa quão negra seja a escuridão; existe sempre uma maneira de prosseguir em frente, ainda que de forma gradual, mas positiva. Você pode fazer um progresso positivo, mesmo quando as circunstâncias insistem em lhe garantir que você não vai conseguir. Uma diferença muito significativa pode acontecer, mesmo quando tudo parece conspirar contra você. Na realidade são exatamente em tempos como esses que aqueles que confiam em Deus podem produzir um enorme e significativo impacto. Não se esqueça. Quando as nuvens escuras se ajuntam é hora de fazer brilhar a sua luz com maior intensidade. Não importa quão escuro seja o dia de hoje; esse é o dia que Deus lhe deu, e ele está carregado de amor, bondade e esperança. Pois é justamente esse dia que está lhe entregando a base para um melhor amanhã.
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação”.
Habacuque, 3:17,18
27 de set. de 2007
Tweet
As religiões de modo geral têm seus livros considerados como sagrados. Exemplos: Os muçulmanos têm o Alcorão; os hinduístas têm o Bhagavad Gita. Nós, os cristãos, temos a Bíblia. Ressaltamos, entretanto, que nenhum desses livros não são revelações do Deus Eterno. Somente a Bíblia é a Palavra de Deus, nossa única regra de fé e prática. Sendo assim, a Bíblia nos orienta em relação ao que se deve crer e ao que se deve fazer.
O Cristianismo tem por base a Revelação de Deus ao homem. Se Deus não se revelasse, o homem não estaria em condição de conhecê-lo. Temos duas diferenças importantes no que diz respeito a religião: A religião comum é aquela em que o homem acha a Deus; já a religião revelada na Bíblia é aquela em que Deus acha o homem, proporcionando ao mesmo um verdadeiro conhecimento a Seu respeito, ainda que tal conhecimento seja limitado.
1 - REVELAÇÃO GERAL DE DEUS: Não vem ao homem diretamente por comunicações verbais. É a forma primeira que Deus tinha para manifestar-se ao homem através de toda a sua criação (Sl 19; Rm 1,20). No entanto, tal revelação tornou-se insuficiente por causa do pecado do homem (Rm 3,23; Cl 1,13; I Jo 1,8; Rm 1,18,25; Ef 4,18). Com isso a revelação geral de Deus não é mais digna de confiança, porque foi também afetada pelas conseqüências do pecado.
2 - REVELAÇÃO ESPECIAL DE DEUS: Como já dissemos o pecado impediu o verdadeiro
conhecimento que o homem poderia ter a respeito de Deus através da natureza. Foi preciso que Deus se revelasse de forma especial. A Bíblia, portanto, é o livro da revelação especial de Deus - a Sua Palavra. Jesus Cristo é a revelação máxima de Deus. Em Cristo o homem pode ser resgatado do pecado e voltar a comunhão com Deus. A Bíblia não é meramente um narrativa histórica, mas é o falar perene de Deus ao homem. O fato é que Deus se revelou e que sua revelação se acha escrita.
Há três vocábulos que nos ajudam a compreender mais facilmente alguns aspectos relacionados com o registro e o ensino da Bíblia como Palavra de Deus. Vejamos:
1 - REVELAÇÃO - É o ato pelo qual Deus se deu a conhecer ao homem. Deus foi quem tomou a iniciativa; do contrário o homem não teria condições de conhecê-Lo, por causa do pecado (Rm 6,23; 3,23; Is 59,2). É o ato pelo qual Deus manifestou à criatura sua Pessoa e o seu plano salvador (Hb 1,1,2);
2 - INSPIRAÇÃO - É o ato pelo qual Deus, mediante o Espírito Santo, influenciou e guiou os escritores sagrados para que registrassem fielmente os atos e as palavras de seu plano de salvação (II Tm 3,16,17; II Pe 1,21; Ex 17,14). A Bíblia é e continuará sendo a Palavra de Deus pelo fato de sua inspiração. A Bíblia é inspirada num sentido único e divino, e não no sentido literário e poético. Algumas provas de sua inspiração: A) Sua unidade na diversidade; B) Cumprimento das profecias; C) Transformação do caráter humano; D) Consciência do crente - sua fé;
3 - ILUMINAÇÃO - É o ato pelo qual Deus, pela ação do Espírito Santo, esclarece os leitores da Bíblia, capacitando-os a compreenderem a verdade das Escrituras. O Espírito Santo é quem nos ensina (Jo 14,26). Sem a revelação o pecador jamais chegaria a conhecer a Deus; sem a iluminação jamais chegaria a conhecer a verdade revelada (I Co 2,14).Já se passaram mais de dois mil anos depois de ter sido escrita a Bíblia, mas o seu valor continua o mesmo, visto que ela é inspirada pôr Deus, sendo, portanto, digna de total confiança. A melhor maneira de expressar esta importância é pela nossa reação diante dela. Nós não devemos adorá-la, mas vamos adorar ao Deus que se revela em suas páginas. Nós devemos estudá-la com dedicação, paciência e boa vontade. Devemos ensiná-la aos que não a conhecem e/ou não a entendem, com criatividade e fidelidade à própria Escritura. Devemos também obedecer às suas ordens, encarnar seus princípios, viver seus ensinamentos. Assim, seguiremos o bom exemplo de Esdras: “Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (Ed 7,10).
Continue lendo >>
A DOUTRINA DAS SAGRADAS ESCRITURAS
As religiões de modo geral têm seus livros considerados como sagrados. Exemplos: Os muçulmanos têm o Alcorão; os hinduístas têm o Bhagavad Gita. Nós, os cristãos, temos a Bíblia. Ressaltamos, entretanto, que nenhum desses livros não são revelações do Deus Eterno. Somente a Bíblia é a Palavra de Deus, nossa única regra de fé e prática. Sendo assim, a Bíblia nos orienta em relação ao que se deve crer e ao que se deve fazer.O Cristianismo tem por base a Revelação de Deus ao homem. Se Deus não se revelasse, o homem não estaria em condição de conhecê-lo. Temos duas diferenças importantes no que diz respeito a religião: A religião comum é aquela em que o homem acha a Deus; já a religião revelada na Bíblia é aquela em que Deus acha o homem, proporcionando ao mesmo um verdadeiro conhecimento a Seu respeito, ainda que tal conhecimento seja limitado.
1 - REVELAÇÃO GERAL DE DEUS: Não vem ao homem diretamente por comunicações verbais. É a forma primeira que Deus tinha para manifestar-se ao homem através de toda a sua criação (Sl 19; Rm 1,20). No entanto, tal revelação tornou-se insuficiente por causa do pecado do homem (Rm 3,23; Cl 1,13; I Jo 1,8; Rm 1,18,25; Ef 4,18). Com isso a revelação geral de Deus não é mais digna de confiança, porque foi também afetada pelas conseqüências do pecado.
2 - REVELAÇÃO ESPECIAL DE DEUS: Como já dissemos o pecado impediu o verdadeiro
conhecimento que o homem poderia ter a respeito de Deus através da natureza. Foi preciso que Deus se revelasse de forma especial. A Bíblia, portanto, é o livro da revelação especial de Deus - a Sua Palavra. Jesus Cristo é a revelação máxima de Deus. Em Cristo o homem pode ser resgatado do pecado e voltar a comunhão com Deus. A Bíblia não é meramente um narrativa histórica, mas é o falar perene de Deus ao homem. O fato é que Deus se revelou e que sua revelação se acha escrita.Há três vocábulos que nos ajudam a compreender mais facilmente alguns aspectos relacionados com o registro e o ensino da Bíblia como Palavra de Deus. Vejamos:
1 - REVELAÇÃO - É o ato pelo qual Deus se deu a conhecer ao homem. Deus foi quem tomou a iniciativa; do contrário o homem não teria condições de conhecê-Lo, por causa do pecado (Rm 6,23; 3,23; Is 59,2). É o ato pelo qual Deus manifestou à criatura sua Pessoa e o seu plano salvador (Hb 1,1,2);
2 - INSPIRAÇÃO - É o ato pelo qual Deus, mediante o Espírito Santo, influenciou e guiou os escritores sagrados para que registrassem fielmente os atos e as palavras de seu plano de salvação (II Tm 3,16,17; II Pe 1,21; Ex 17,14). A Bíblia é e continuará sendo a Palavra de Deus pelo fato de sua inspiração. A Bíblia é inspirada num sentido único e divino, e não no sentido literário e poético. Algumas provas de sua inspiração: A) Sua unidade na diversidade; B) Cumprimento das profecias; C) Transformação do caráter humano; D) Consciência do crente - sua fé;

3 - ILUMINAÇÃO - É o ato pelo qual Deus, pela ação do Espírito Santo, esclarece os leitores da Bíblia, capacitando-os a compreenderem a verdade das Escrituras. O Espírito Santo é quem nos ensina (Jo 14,26). Sem a revelação o pecador jamais chegaria a conhecer a Deus; sem a iluminação jamais chegaria a conhecer a verdade revelada (I Co 2,14).Já se passaram mais de dois mil anos depois de ter sido escrita a Bíblia, mas o seu valor continua o mesmo, visto que ela é inspirada pôr Deus, sendo, portanto, digna de total confiança. A melhor maneira de expressar esta importância é pela nossa reação diante dela. Nós não devemos adorá-la, mas vamos adorar ao Deus que se revela em suas páginas. Nós devemos estudá-la com dedicação, paciência e boa vontade. Devemos ensiná-la aos que não a conhecem e/ou não a entendem, com criatividade e fidelidade à própria Escritura. Devemos também obedecer às suas ordens, encarnar seus princípios, viver seus ensinamentos. Assim, seguiremos o bom exemplo de Esdras: “Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (Ed 7,10).
Tweet
“Se você for paciente em um momento de raiva, irá escapar de cem anos de arrependimento”. Provérbio Chinês
Em 1974, voltando da escola para casa no último dia antes das férias de Natal, eu pensava animadamente sobre o feriado vindouro, como só os meninos de dez anos conseguem sonhar. A algumas portas de distância de minha casa em Coral Gables, Flórida, um homem se aproximou de mim e perguntou se eu poderia ajudá-lo com a decoração de uma festa que ele estava dando para meu pai. Achando que era amigo de meu pai, concordei em ir com ele.
O que eu não sabia era que este homem tinha ressentimentos contra a minha família. Trabalhara como enfermeiro para um parente idoso, mas fora despedido por causa da bebida.
Após eu ter concordado em acompanhá-lo, ele dirigiu seu trailer até uma área isolada ao norte de Miami, onde parou no acostamento da estrada e me golpeou várias vezes no peito com um furador de gelo. Então dirigiu para oeste, até Flórida Everglades, levou-me até o meio dos arbustos, deu um tiro em minha cabeça e me deixou lá para morrer.
Felizmente a bala havia passado por trás de meus olhos e saído pela minha têmpora esquerda sem causar nenhum dano cerebral. Quando recobrei a consciência, seis dias depois, não tinha noção de que havia sido atingido por um tiro. Fiquei sentado no acostamento e fui encontrado por um homem que parou para me ajudar.
Duas semanas depois descrevi a pessoa que me atacara para o desenhista da polícia e meu tio reconheceu o retrato resultante como o homem que me atacara. Meu agressor foi preso, junto com outros suspeitos. Entretanto, o trauma e o estresse haviam cobrado seu preço e não pude identificá-lo. Infelizmente a polícia não conseguiu recolher nenhuma prova física que o ligasse ao crime. Portanto, ele nunca foi acusado.
O ataque me deixou cego do olho esquerdo, mas não causou nenhum outro dano e, com o amor e o apoio de minha família e amigos, voltei para a escola e dei continuidade à minha vida.
Durante os três anos seguintes, vivi com uma extrema ansiedade. A maioria das noites eu acordava assustado, imaginando que havia escutado alguém entrando pela porta dos fundos e acabava dormindo no pé da cama de meus pais.
Então, quando eu estava com treze anos, tudo isso mudou. Uma noite, durante um estudo da Bíblia com o grupo jovem da igreja, percebi que a providência e a amor de Deus, tendo miraculosamente me mantido vivo, eram a base para a segurança de minha vida. Em Suas mãos eu podia viver sem medo ou rancor. E então eu o fiz. Terminei os estudos, recebendo o diploma de mestrado em Divindade. Casei-me com minha maravilhosa esposa, Leslie. Temos duas filhinhas maravilhosas, Amanda e Melodee.
Em setembro de 1996, o major Charles Scherer, do Departamento de Polícia de Coral Gables, que trabalhara na investigação original de meu caso, telefonou-me para me contar que o agressor, hoje com setenta e sete anos de idade, finalmente confessara. Cego por causa do glaucoma, com a saúde abalada, sem família ou amigos, ele estava em um asilo no norte de Miami Beach. Fui visitá-lo.
A primeira vez em que fui visitá-lo ele se desculpou pelo que havia feito a mim e eu lhe disse que o havia perdoado. Visitei-o muitas vezes depois disso, apresentando-o à minha esposa e filhas, oferecendo-lhe esperança e uma certa sensação de família nos dias anteriores á sua morte. Ele sempre ficava feliz quando eu aparecia. Acredito que nossa amizade tenha diminuído sua solidão e era um grande alívio para ele, após vinte e dois anos de arrependimento.
Sei que o mundo pode me ver como a vítima de uma horrível tragédia, mas eu me considero a “vítima” de muitos milagres. O fato de eu estar vivo e não ter nenhuma deficiência mental desafia as probabilidades. Tenho uma esposa amorosa e uma família linda. Recebi tantas dádivas quanto qualquer outra pessoa – e amplas oportunidades. Fui abençoado de várias maneiras.
E enquanto muitas pessoas não conseguem entender como pude perdoá-lo, do meu ponto de vista eu não poderia deixar de fazê-lo. Se eu tivesse escolhido odiá-lo todos esses anos, ou passar a vida procurando vingança, então eu não seria o homem que sou hoje – o homem que minha mulher e filhas amam.
Chris Carrier
Continue lendo >>
O PODER DO PERDÃO
“Se você for paciente em um momento de raiva, irá escapar de cem anos de arrependimento”. Provérbio ChinêsEm 1974, voltando da escola para casa no último dia antes das férias de Natal, eu pensava animadamente sobre o feriado vindouro, como só os meninos de dez anos conseguem sonhar. A algumas portas de distância de minha casa em Coral Gables, Flórida, um homem se aproximou de mim e perguntou se eu poderia ajudá-lo com a decoração de uma festa que ele estava dando para meu pai. Achando que era amigo de meu pai, concordei em ir com ele.
O que eu não sabia era que este homem tinha ressentimentos contra a minha família. Trabalhara como enfermeiro para um parente idoso, mas fora despedido por causa da bebida.
Após eu ter concordado em acompanhá-lo, ele dirigiu seu trailer até uma área isolada ao norte de Miami, onde parou no acostamento da estrada e me golpeou várias vezes no peito com um furador de gelo. Então dirigiu para oeste, até Flórida Everglades, levou-me até o meio dos arbustos, deu um tiro em minha cabeça e me deixou lá para morrer.
Felizmente a bala havia passado por trás de meus olhos e saído pela minha têmpora esquerda sem causar nenhum dano cerebral. Quando recobrei a consciência, seis dias depois, não tinha noção de que havia sido atingido por um tiro. Fiquei sentado no acostamento e fui encontrado por um homem que parou para me ajudar.
Duas semanas depois descrevi a pessoa que me atacara para o desenhista da polícia e meu tio reconheceu o retrato resultante como o homem que me atacara. Meu agressor foi preso, junto com outros suspeitos. Entretanto, o trauma e o estresse haviam cobrado seu preço e não pude identificá-lo. Infelizmente a polícia não conseguiu recolher nenhuma prova física que o ligasse ao crime. Portanto, ele nunca foi acusado.

O ataque me deixou cego do olho esquerdo, mas não causou nenhum outro dano e, com o amor e o apoio de minha família e amigos, voltei para a escola e dei continuidade à minha vida.
Durante os três anos seguintes, vivi com uma extrema ansiedade. A maioria das noites eu acordava assustado, imaginando que havia escutado alguém entrando pela porta dos fundos e acabava dormindo no pé da cama de meus pais.
Então, quando eu estava com treze anos, tudo isso mudou. Uma noite, durante um estudo da Bíblia com o grupo jovem da igreja, percebi que a providência e a amor de Deus, tendo miraculosamente me mantido vivo, eram a base para a segurança de minha vida. Em Suas mãos eu podia viver sem medo ou rancor. E então eu o fiz. Terminei os estudos, recebendo o diploma de mestrado em Divindade. Casei-me com minha maravilhosa esposa, Leslie. Temos duas filhinhas maravilhosas, Amanda e Melodee.
Em setembro de 1996, o major Charles Scherer, do Departamento de Polícia de Coral Gables, que trabalhara na investigação original de meu caso, telefonou-me para me contar que o agressor, hoje com setenta e sete anos de idade, finalmente confessara. Cego por causa do glaucoma, com a saúde abalada, sem família ou amigos, ele estava em um asilo no norte de Miami Beach. Fui visitá-lo.
A primeira vez em que fui visitá-lo ele se desculpou pelo que havia feito a mim e eu lhe disse que o havia perdoado. Visitei-o muitas vezes depois disso, apresentando-o à minha esposa e filhas, oferecendo-lhe esperança e uma certa sensação de família nos dias anteriores á sua morte. Ele sempre ficava feliz quando eu aparecia. Acredito que nossa amizade tenha diminuído sua solidão e era um grande alívio para ele, após vinte e dois anos de arrependimento.
Sei que o mundo pode me ver como a vítima de uma horrível tragédia, mas eu me considero a “vítima” de muitos milagres. O fato de eu estar vivo e não ter nenhuma deficiência mental desafia as probabilidades. Tenho uma esposa amorosa e uma família linda. Recebi tantas dádivas quanto qualquer outra pessoa – e amplas oportunidades. Fui abençoado de várias maneiras.
E enquanto muitas pessoas não conseguem entender como pude perdoá-lo, do meu ponto de vista eu não poderia deixar de fazê-lo. Se eu tivesse escolhido odiá-lo todos esses anos, ou passar a vida procurando vingança, então eu não seria o homem que sou hoje – o homem que minha mulher e filhas amam.
Chris Carrier
26 de set. de 2007
Tweet
Meu amigo Mark Tucker produz e apresenta projetos multimídia por todo país.Uma noite, após apresentação, foi procurado por uma mulher, que lhe disse: “Você deveria tocar a música de meu filho no seu programa.”
Mark, então, desfiou o rosário de sempre: o rapaz devia mandar uma fita de demonstração, não precisaria ser uma gravação profissional, bastaria uma gravação caseira, alguns acordes de guitarra para Mark ter idéia do tipo de música que ele fazia.
Depois de Mark explicar todo o processo, a mulher olhou-o, divertida, e disse: “Bem, meu filho é Billy Joel.”
Assim que se recuperou do susto, Mark rapidamente lhe assegurou que seu filho, o famoso compositor Billy Joel, não precisaria enviar uma fita!
A mulher insistia que ele deveria tocar uma música específica que o filho escrevera. Ela sentia que na canção havia uma mensagem positiva sobre autoconfiança que se encaixava perfeitamente no trabalho de Mark. E ela começou a descrever como as sementes da letra da canção haviam sido plantadas desde a infância do compositor.
Quando era criança, Billy Joel dizia, com freqüência, que queria ser outra pessoa, alguém diferente de quem era. Ficava aborrecido por ser mais baixo que os outros meninos e era comum vir da escola ou de um jogo reclamando por não se sentir competente. Ele dizia como gostaria de ser só um pouquinho mais alto...
Para sua mãe, naturalmente, o filho era perfeito. Assim, toda vez que ele exprimia um sentimento negativo sobre si mesmo, ela afirmava: “Não se preocupe, isso não tem a menor importância. Você não precisa ser outra pessoa, porque você é perfeito. Somos todos únicos e diferentes uns dos outros. E você também há de ter algo maravilhoso para dividir com o mundo. Amo você exatamente como você é.”
Essas palavras de uma mãe que amava seu filho exatamente como ele era ficaram gravadas no coração do menino e permitiram que seu talento desabrochasse.
Pois Billy Joel cresceu e descobriu sua vocação para fazer músicas que se tornaram conhecidas em todo o mundo. E milhões de pessoas ouvem com o coração as palavras inspiradas por sua mãe na música vencedora do prêmio Grammy:
Don’t go changing
To try and please me…
I love you just the way you are.
“Não mude
só para tentar me agradar...
Amo você do jeito que você é.”
(Jennifer Read Hawthorne)
Continue lendo >>
DO JEITO QUE VOCÊ É
Meu amigo Mark Tucker produz e apresenta projetos multimídia por todo país.Uma noite, após apresentação, foi procurado por uma mulher, que lhe disse: “Você deveria tocar a música de meu filho no seu programa.”Mark, então, desfiou o rosário de sempre: o rapaz devia mandar uma fita de demonstração, não precisaria ser uma gravação profissional, bastaria uma gravação caseira, alguns acordes de guitarra para Mark ter idéia do tipo de música que ele fazia.
Depois de Mark explicar todo o processo, a mulher olhou-o, divertida, e disse: “Bem, meu filho é Billy Joel.”
Assim que se recuperou do susto, Mark rapidamente lhe assegurou que seu filho, o famoso compositor Billy Joel, não precisaria enviar uma fita!
A mulher insistia que ele deveria tocar uma música específica que o filho escrevera. Ela sentia que na canção havia uma mensagem positiva sobre autoconfiança que se encaixava perfeitamente no trabalho de Mark. E ela começou a descrever como as sementes da letra da canção haviam sido plantadas desde a infância do compositor.
Quando era criança, Billy Joel dizia, com freqüência, que queria ser outra pessoa, alguém diferente de quem era. Ficava aborrecido por ser mais baixo que os outros meninos e era comum vir da escola ou de um jogo reclamando por não se sentir competente. Ele dizia como gostaria de ser só um pouquinho mais alto...
Para sua mãe, naturalmente, o filho era perfeito. Assim, toda vez que ele exprimia um sentimento negativo sobre si mesmo, ela afirmava: “Não se preocupe, isso não tem a menor importância. Você não precisa ser outra pessoa, porque você é perfeito. Somos todos únicos e diferentes uns dos outros. E você também há de ter algo maravilhoso para dividir com o mundo. Amo você exatamente como você é.”
Essas palavras de uma mãe que amava seu filho exatamente como ele era ficaram gravadas no coração do menino e permitiram que seu talento desabrochasse.
Pois Billy Joel cresceu e descobriu sua vocação para fazer músicas que se tornaram conhecidas em todo o mundo. E milhões de pessoas ouvem com o coração as palavras inspiradas por sua mãe na música vencedora do prêmio Grammy:
Don’t go changing
To try and please me…
I love you just the way you are.
“Não mude
só para tentar me agradar...
Amo você do jeito que você é.”
(Jennifer Read Hawthorne)
Tweet
O GRANDE PALADINO DO PROTESTANTISMO BRASILEIRO
O primeiro ministro evangélico brasileiro, José Manoel da Conceição nasceu em São Paulo, em 11 de março de 1822, filho de Manoel da Costa Santos e de Cândida Flora de Oliveira Mascarenhas. Seu pai era português e sua mãe brasileira, nativa do Rio de Janeiro. Aos 24 de março deste mesmo ano, foi batizado e recebeu como nome de batismo José Manoel da Costa Santos.
Em 1824, sua família mudou-se para Sorocaba, onde passou a ser educado por seu tio-avô, o padre José Francisco de Mendonça.
Na tutela de seu tio-avô em 1834 inicia seus estudos. Em 1840, com apenas 18 anos de idade, começa ler as Escrituras e, em pouco tempo, conhece algumas famílias de protestantes ingleses e alemães que o impactam com suas vidas de devoção e zelo quanto ao estudo das Escrituras. Neste mesmo período em 1842, aprende alemão, história e geografia com o Dr. Teodoro Langgaard, um médico que clinicava em Sorocaba. Fica evidente, o despontar de um homem extremamente culto e versado em muitos assuntos.
Em 1844, depois de se destacar no estudo da teologia, foi ordenado Padre aos 22 anos de idade. Sua primeira paróquia foi em Limeira, como “Padre Encomendado”, ou seja, sujeito à remoção, por seu es
pírito de indisciplina clerical. Depois passou a ser transferido de paróquia à outra; durante quinze anos serviu em Piracicaba, Santa Bárbara, Taubaté, Sorocaba, Ubatuba e em 1860 em Brotas.
Tamanha era a dedicação e o amor de Conceição aos menos abastados, que condoído com o povo doente e sofrido, começa a lê livros de Medicina para cuidar dos doentes e feridos.
Em cada uma das igrejas que Conceição passou, dedicava-se a reavivar a espiritualidade cristã, centralizando-a na pregação e na leitura das Escrituras.
Em face de sua postura e profunda simpatia pelos protestantes, foi apelidado de “Padre Protestante”.
No ano de 1863, Conceição enfrenta uma profunda crise espiritual. Ameaça ao bispo deixar a batina, e este o faz “Vigário de Vara”, isto é, delegado do bispo, sem funções sacerdotais. Não sendo mais possível permanecer no exercício do ministério, compra uma chácara em São João do Rio Claro e lá passa a viver. O Rev. Alexander Blackford, que ouvira falar do padre protestante, encontrou-o ali.
Em 1864, em sua chácara; passa a estudar as doutrinas reformadas visando sua futura profissão de fé. Então comunica ao Rev. Blackford a sua decisão de deixar a batina e ingressar na Igreja Presbiteriana. Em setembro deste mesmo ano, envia uma carta ao bispo de São Paulo, desligando-se da Igreja Romana e declarando que era seu intento consagrar-se ao serviço de evangelização de sua pátria.
Em 23 de outubro de 1864, o Rev. Blackford fez sua Profissão de Fé e Batismo, na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Após ser batizado, Conceição faz uma série de conferências no Rio de Janeiro e começa a pregar em cultos protestantes.
Em novembro de 1864, juntamente com Simonton, Blackford e outros, fundam a Imprensa Evangélica no Rio, passando a contribuir com artigos, sermões e hinos de sua autoria, muitos dos quais publicados depois de sua morte. Em 1856 retorna para Brotas a fim de pregar o evangelho que tanto sonhou. Aos treze de novembro de 1865, foi o pregador no culto que marcou a organização da Igreja de Brotas, a 3a Igreja Presbiteriana em solo brasileiro. A Igreja foi organizada pelo Rev. Blackford.
Em 16 de dezembro de 1865, Simonton, Brackford e Schneider organizaram em São Paulo, o Presbitério do Rio de Janeiro, constituídas de três igrejas: Rio de Janeiro, São Paulo e Brotas, e ligado ao Sínodo de Baltimore, nos Estados Unidos. No dia seguinte, após ser recebido, examinado e aprovado pelo Presbitério do Rio de Janeiro, Conceição foi ordenado ao ministério pastoral após receber suspensão das ordens pela Igreja Romana.
Em 25 de dezembro de 1873 veio a falecer de desnutrição e extremo cansaço físico. Foi um homem que sempre se dispôs a acudir os menos afortunados.
Por amor incondicional e total a Deus e a sua obra, tombava o primeiro pastor brasileiro, e que figuraria para as gerações futuras um dos maiores exemplos a ser seguido.
Tomba o grande paladino do protestantismo brasileiro. O Senhor chama para si aquele que carregava nos olhos o brilho indelével do amor de Cristo.
Resta-nos a certeza de que, o mesmo Deus que o chamou das trevas para maravilhosa luz, nos dará homens segundo o seu coração, para continuarem levando a preciosa semente sem nenhuma resignação.
Continue lendo >>
Em 1824, sua família mudou-se para Sorocaba, onde passou a ser educado por seu tio-avô, o padre José Francisco de Mendonça.
Na tutela de seu tio-avô em 1834 inicia seus estudos. Em 1840, com apenas 18 anos de idade, começa ler as Escrituras e, em pouco tempo, conhece algumas famílias de protestantes ingleses e alemães que o impactam com suas vidas de devoção e zelo quanto ao estudo das Escrituras. Neste mesmo período em 1842, aprende alemão, história e geografia com o Dr. Teodoro Langgaard, um médico que clinicava em Sorocaba. Fica evidente, o despontar de um homem extremamente culto e versado em muitos assuntos.
Em 1844, depois de se destacar no estudo da teologia, foi ordenado Padre aos 22 anos de idade. Sua primeira paróquia foi em Limeira, como “Padre Encomendado”, ou seja, sujeito à remoção, por seu es
pírito de indisciplina clerical. Depois passou a ser transferido de paróquia à outra; durante quinze anos serviu em Piracicaba, Santa Bárbara, Taubaté, Sorocaba, Ubatuba e em 1860 em Brotas.Tamanha era a dedicação e o amor de Conceição aos menos abastados, que condoído com o povo doente e sofrido, começa a lê livros de Medicina para cuidar dos doentes e feridos.
Em cada uma das igrejas que Conceição passou, dedicava-se a reavivar a espiritualidade cristã, centralizando-a na pregação e na leitura das Escrituras.
Em face de sua postura e profunda simpatia pelos protestantes, foi apelidado de “Padre Protestante”.
No ano de 1863, Conceição enfrenta uma profunda crise espiritual. Ameaça ao bispo deixar a batina, e este o faz “Vigário de Vara”, isto é, delegado do bispo, sem funções sacerdotais. Não sendo mais possível permanecer no exercício do ministério, compra uma chácara em São João do Rio Claro e lá passa a viver. O Rev. Alexander Blackford, que ouvira falar do padre protestante, encontrou-o ali.
Em 1864, em sua chácara; passa a estudar as doutrinas reformadas visando sua futura profissão de fé. Então comunica ao Rev. Blackford a sua decisão de deixar a batina e ingressar na Igreja Presbiteriana. Em setembro deste mesmo ano, envia uma carta ao bispo de São Paulo, desligando-se da Igreja Romana e declarando que era seu intento consagrar-se ao serviço de evangelização de sua pátria.
Em 23 de outubro de 1864, o Rev. Blackford fez sua Profissão de Fé e Batismo, na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Após ser batizado, Conceição faz uma série de conferências no Rio de Janeiro e começa a pregar em cultos protestantes.
Em novembro de 1864, juntamente com Simonton, Blackford e outros, fundam a Imprensa Evangélica no Rio, passando a contribuir com artigos, sermões e hinos de sua autoria, muitos dos quais publicados depois de sua morte. Em 1856 retorna para Brotas a fim de pregar o evangelho que tanto sonhou. Aos treze de novembro de 1865, foi o pregador no culto que marcou a organização da Igreja de Brotas, a 3a Igreja Presbiteriana em solo brasileiro. A Igreja foi organizada pelo Rev. Blackford.
Em 16 de dezembro de 1865, Simonton, Brackford e Schneider organizaram em São Paulo, o Presbitério do Rio de Janeiro, constituídas de três igrejas: Rio de Janeiro, São Paulo e Brotas, e ligado ao Sínodo de Baltimore, nos Estados Unidos. No dia seguinte, após ser recebido, examinado e aprovado pelo Presbitério do Rio de Janeiro, Conceição foi ordenado ao ministério pastoral após receber suspensão das ordens pela Igreja Romana.
Em 25 de dezembro de 1873 veio a falecer de desnutrição e extremo cansaço físico. Foi um homem que sempre se dispôs a acudir os menos afortunados.
Por amor incondicional e total a Deus e a sua obra, tombava o primeiro pastor brasileiro, e que figuraria para as gerações futuras um dos maiores exemplos a ser seguido.
Tomba o grande paladino do protestantismo brasileiro. O Senhor chama para si aquele que carregava nos olhos o brilho indelével do amor de Cristo.
Resta-nos a certeza de que, o mesmo Deus que o chamou das trevas para maravilhosa luz, nos dará homens segundo o seu coração, para continuarem levando a preciosa semente sem nenhuma resignação.
25 de set. de 2007
Tweet
“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”.
Eleanor Roosevelt
– Dezesseis – eu disse.
Esqueci a pergunta de Matemática que minha professora da segunda série, Joyce Cooper, me fez naquele dia, mas nunca me esquecerei da resposta. Assim que o número saiu da minha boca, a turma inteira começou a rir. Eu me senti como a pessoa mais burra do mundo.
A Sra. Cooper censurou meus colegas com um olhar severo. E disse:
– Estamos todos aqui para aprender.
Num outro dia, a Sra. Cooper nos pediu para escrever uma redação a respeito do que esperávamos fazer de nossas vidas. Escrevi: “Quero ser professora como a Sra. Coopper.”
Ela escreveu na minha redação: “Você daria uma professora excepcional, pois é determinada e tenta com afinco.” Eu iria carregar estas palavras em meu coração durante os vinte e sete anos seguintes.
Depois de me formar no segundo grau em 1976, casei-me com um homem maravilhoso, Ben, um mecânico. Logo, Latonya nasceu.
Precisávamos de cada centavo apenas para sobreviver. Faculdade e magistério estavam fora de questão. Consegui, no entanto, arrumar um emprego em uma escola – como ajudante de servente. Limpava dezessete salas de aula na Escola Primária Larrymore todos os dias, incluindo a da Sra. Cooper. Ela havia sido transferida para Larrymore depois que Smallwood fora fachada.
Eu dizia à Sra. Cooper que queria ensinar e ela me repetia as palavras que escrevera na minha redação anos antes. Mas as contas sempre pareciam estar no meio do caminho.
Até que um dia, em 1986, pensei em meu sonho, em como eu queria ajudar as crianças. Mas, para fazer isso, precisava chegar de manhã como professora – não de tarde, para limpar.
Conversei a respeito disso com Ben e Latonya e ficou decidido: eu me inscreveria na universidade Old Dominion. Durante sete anos assisti às aulas de manhã, antes do trabalho. Quando chegava em casa do trabalho, eu estudava. Nos dias em que não tinha aula, trabalhava como professora- assistentepara a Sra. Cooper.
Às vezes ficava pensando se teria forças para conseguir. Quando recebi minha primeira nota baixa, falei em desistir. Minha irmã mais nova, Helen, recusou-se a ouvir.
– Você quer ser professora – ela disse. – Se parar, nunca alcançará o seu sonho.
Helen sabia bem o que significava não desistir, pois ela lutava contra a diabetes. Quando uma das duas desanimava, ela dizia:
– Você vai conseguir. Nós vamos conseguir.
Em 1987, Helen, com apenas vinte e quatro anos, morreu de falência renal relacionada à diabetes. Estava nas minhas mãos conseguir por nós duas.
No dia 8 de maio de 1993 meu sonho se realizou: a formatura. Receber meu diploma universitário e a licença para ensinar me qualificavam oficialmente para ser professora.
Fiz entrevistas em três escolas. Na Escola Primária Coleman Place, a diretora Jeanne Tomlinson disse:
– Seu rosto me parece familiar.
Ela trabalhava em Larrymore mais de dez anos antes. Eu limpava sua sala e ela se lembrou de mim.
Ainda assim eu não tinha propostas concretas. O telefonema veio quando eu acabara de assinar meu décimo oitavo contrato como ajudante de servente. Havia uma vaga para dar aulas para a quinta série em Coleman Place.
Pouco tempo depois que comecei aconteceu algo que trouxe o passado de volta. Eu escrevi uma sentença cheia de erros gramáticas no quadro-negro e pedi aos alunos que viessem até o quadro e a corrigissem.
Uma garota corrigiu até a metade, ficou confusa e parou. Enquanto as outras riam, as lágrimas escorriam nas bochechas dela. Dei-lhe um abraço e disse-lhe para ir tomar um pouco d’água. Então, lembrando-me da Sra. Cooper, censurei o resto da turma com um olhar firme. E disse:
– Estamos todos aqui para aprender.
Charles Slack
Continue lendo >>
ESTAMOS AQUI PARA APRENDER
“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”.Eleanor Roosevelt
– Dezesseis – eu disse.
Esqueci a pergunta de Matemática que minha professora da segunda série, Joyce Cooper, me fez naquele dia, mas nunca me esquecerei da resposta. Assim que o número saiu da minha boca, a turma inteira começou a rir. Eu me senti como a pessoa mais burra do mundo.
A Sra. Cooper censurou meus colegas com um olhar severo. E disse:
– Estamos todos aqui para aprender.
Num outro dia, a Sra. Cooper nos pediu para escrever uma redação a respeito do que esperávamos fazer de nossas vidas. Escrevi: “Quero ser professora como a Sra. Coopper.”
Ela escreveu na minha redação: “Você daria uma professora excepcional, pois é determinada e tenta com afinco.” Eu iria carregar estas palavras em meu coração durante os vinte e sete anos seguintes.
Depois de me formar no segundo grau em 1976, casei-me com um homem maravilhoso, Ben, um mecânico. Logo, Latonya nasceu.
Precisávamos de cada centavo apenas para sobreviver. Faculdade e magistério estavam fora de questão. Consegui, no entanto, arrumar um emprego em uma escola – como ajudante de servente. Limpava dezessete salas de aula na Escola Primária Larrymore todos os dias, incluindo a da Sra. Cooper. Ela havia sido transferida para Larrymore depois que Smallwood fora fachada.
Eu dizia à Sra. Cooper que queria ensinar e ela me repetia as palavras que escrevera na minha redação anos antes. Mas as contas sempre pareciam estar no meio do caminho.
Até que um dia, em 1986, pensei em meu sonho, em como eu queria ajudar as crianças. Mas, para fazer isso, precisava chegar de manhã como professora – não de tarde, para limpar.
Conversei a respeito disso com Ben e Latonya e ficou decidido: eu me inscreveria na universidade Old Dominion. Durante sete anos assisti às aulas de manhã, antes do trabalho. Quando chegava em casa do trabalho, eu estudava. Nos dias em que não tinha aula, trabalhava como professora- assistentepara a Sra. Cooper.
Às vezes ficava pensando se teria forças para conseguir. Quando recebi minha primeira nota baixa, falei em desistir. Minha irmã mais nova, Helen, recusou-se a ouvir.
– Você quer ser professora – ela disse. – Se parar, nunca alcançará o seu sonho.
Helen sabia bem o que significava não desistir, pois ela lutava contra a diabetes. Quando uma das duas desanimava, ela dizia:
– Você vai conseguir. Nós vamos conseguir.
Em 1987, Helen, com apenas vinte e quatro anos, morreu de falência renal relacionada à diabetes. Estava nas minhas mãos conseguir por nós duas.
No dia 8 de maio de 1993 meu sonho se realizou: a formatura. Receber meu diploma universitário e a licença para ensinar me qualificavam oficialmente para ser professora.
Fiz entrevistas em três escolas. Na Escola Primária Coleman Place, a diretora Jeanne Tomlinson disse:
– Seu rosto me parece familiar.
Ela trabalhava em Larrymore mais de dez anos antes. Eu limpava sua sala e ela se lembrou de mim.
Ainda assim eu não tinha propostas concretas. O telefonema veio quando eu acabara de assinar meu décimo oitavo contrato como ajudante de servente. Havia uma vaga para dar aulas para a quinta série em Coleman Place.
Pouco tempo depois que comecei aconteceu algo que trouxe o passado de volta. Eu escrevi uma sentença cheia de erros gramáticas no quadro-negro e pedi aos alunos que viessem até o quadro e a corrigissem.
Uma garota corrigiu até a metade, ficou confusa e parou. Enquanto as outras riam, as lágrimas escorriam nas bochechas dela. Dei-lhe um abraço e disse-lhe para ir tomar um pouco d’água. Então, lembrando-me da Sra. Cooper, censurei o resto da turma com um olhar firme. E disse:
– Estamos todos aqui para aprender.
Charles Slack
Tweet
“Você nunca sabe quando está forjando uma lembrança”
Rickie Lee Jones
Tenho muitas lembranças de meu pai e de minha infância com ele em nosso apartamento perto da linha do trem. Por vinte anos, ouvimos o barulho do trem como se passasse ao lado da janela do quarto.
Tarde da noite, papai esperava sozinho na estação pelo trem que o levava à fábrica, onde trabalhava no turno que começava à meia-noite.
Naquela noite especial, esperei com ele no escuro para me despedir. Seu rosto estava crispado. O filho mais novo fora convocado para a guerra. Eu deveria me apresentar às seis da manhã no dia seguinte, enquanto ele estivesse trabalhando na máquina de cortar papel.
Meu pai e eu conversamos sobre a revolta que ele sentia. Não queria que eles levassem seu filho, de apenas dezenove anos, que jamais bebera ou fumara sequer um cigarro, para lutar na Europa. Ele colocou as mãos sobre meus ombros magros: “Tenha cuidado, Srulic, e, se precisar de alguma coisa, me escreva que eu consigo para você.”
De repente, ouviu-se o barulho do trem que se aproximava. Ele me abraçou apertado e suavemente beijou-me o rosto. Com os olhos cheios de lágrimas, murmurou: “Amo você, meu filho.” O trem chegou, as portas se fecharam e ele desapareceu na noite.
Um mês depois, aos quarenta e seis anos, meu pai morreu. Tenho setenta e seis anos agora. Uma vez ouvi o repórter Pete Hamil, de Nova York, dizer que as lembranças são a maior herança de um homem e tenho de concordar. Sobrevivi a quatro invasões na Segunda Guerra. Tenho uma vida cheia de toda espécie de experiências. Mas a única lembrança que permanece é a de uma noite quando meu pai disse: “Amo você, meu filho.”
Ted Kruger
Continue lendo >>
A ÚNICA LEMBRANÇA QUE PERMANECE
“Você nunca sabe quando está forjando uma lembrança”Rickie Lee Jones
Tenho muitas lembranças de meu pai e de minha infância com ele em nosso apartamento perto da linha do trem. Por vinte anos, ouvimos o barulho do trem como se passasse ao lado da janela do quarto.
Tarde da noite, papai esperava sozinho na estação pelo trem que o levava à fábrica, onde trabalhava no turno que começava à meia-noite.
Naquela noite especial, esperei com ele no escuro para me despedir. Seu rosto estava crispado. O filho mais novo fora convocado para a guerra. Eu deveria me apresentar às seis da manhã no dia seguinte, enquanto ele estivesse trabalhando na máquina de cortar papel.
Meu pai e eu conversamos sobre a revolta que ele sentia. Não queria que eles levassem seu filho, de apenas dezenove anos, que jamais bebera ou fumara sequer um cigarro, para lutar na Europa. Ele colocou as mãos sobre meus ombros magros: “Tenha cuidado, Srulic, e, se precisar de alguma coisa, me escreva que eu consigo para você.”
De repente, ouviu-se o barulho do trem que se aproximava. Ele me abraçou apertado e suavemente beijou-me o rosto. Com os olhos cheios de lágrimas, murmurou: “Amo você, meu filho.” O trem chegou, as portas se fecharam e ele desapareceu na noite.
Um mês depois, aos quarenta e seis anos, meu pai morreu. Tenho setenta e seis anos agora. Uma vez ouvi o repórter Pete Hamil, de Nova York, dizer que as lembranças são a maior herança de um homem e tenho de concordar. Sobrevivi a quatro invasões na Segunda Guerra. Tenho uma vida cheia de toda espécie de experiências. Mas a única lembrança que permanece é a de uma noite quando meu pai disse: “Amo você, meu filho.”
Ted Kruger
Tweet
Um lojista estava fixando na porta de sua loja um cartaz onde se lia “Filhotes à Venda”. Cartazes como esse têm o poder de atrair crianças pequenas e, na verdade, um garotinho apareceu sob o cartaz do lojista.
- Por quanto o senhor vai vender os filhotes? – perguntou ele.
O dono da loja respondeu:
- Entre 30 e 50 dólares.
O garotinho enfiou a mão no bolso e tirou uns trocados.
- Tenho 2, 37 dólares – disse ele. – Posso dar uma olhada neles?
O dono da loja sorriu, assobiou e, do canil, saiu Lady, que veio pelo corredor seguida de cinco pequeninas e miúdas bolinhas de pêlo. Um dos filhotes tinha ficado consideravelmente para trás. Imediatamente, o garotinho indicou o filhote atrasado, que se movia com dificuldade, e disse:
- O que há de errado com aquele cachorrinho?
O dono da loja explicou que o veterinário havia examinado o filhotinho e descobriu que ele não possuía uma articulação do quadril. Ele mancaria para sempre. Seria defeituoso para sempre. O garotinho ficou animado.
- Este é o filhotinho que quero comprar.
O dono da loja disse:
- Não, você não pode comprar este cachorrinho. Se você realmente o quiser, eu darei a você.
O garotinho ficou muito aborrecido. Olhou diretamente nos olhos do dono da loja, com o dedo em riste, e disse:
- Eu não quero do senhor um presente. Aquele cachorrinho vale exatamente tanto quanto os outros e eu pagarei o preço real. Na verdade, eu lhe darei 2,37 dólares agora, e cinqüenta centavos por mês, até que tenha pago tudo.
O dono da loja se opôs:
- Você não quer realmente comprar esse cãozinho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar com você como os outros filhotes.
Diante disso, o garotinho abaixou-se e enrolou a perna da calça, revelando uma perna esquerda gravemente deformada e aleijada, amparada por um grande braço de metal. Olhou para o dono da loja e replicou suavemente:
- Bem, eu também não corro tão bem, e o filhotinho precisará de alguém que compreenda isso!
Dan Clark
Weathering the Storm
Continue lendo >>
FILHOTES À VENDA
Um lojista estava fixando na porta de sua loja um cartaz onde se lia “Filhotes à Venda”. Cartazes como esse têm o poder de atrair crianças pequenas e, na verdade, um garotinho apareceu sob o cartaz do lojista.- Por quanto o senhor vai vender os filhotes? – perguntou ele.
O dono da loja respondeu:
- Entre 30 e 50 dólares.
O garotinho enfiou a mão no bolso e tirou uns trocados.
- Tenho 2, 37 dólares – disse ele. – Posso dar uma olhada neles?
O dono da loja sorriu, assobiou e, do canil, saiu Lady, que veio pelo corredor seguida de cinco pequeninas e miúdas bolinhas de pêlo. Um dos filhotes tinha ficado consideravelmente para trás. Imediatamente, o garotinho indicou o filhote atrasado, que se movia com dificuldade, e disse:
- O que há de errado com aquele cachorrinho?
O dono da loja explicou que o veterinário havia examinado o filhotinho e descobriu que ele não possuía uma articulação do quadril. Ele mancaria para sempre. Seria defeituoso para sempre. O garotinho ficou animado.
- Este é o filhotinho que quero comprar.
O dono da loja disse:
- Não, você não pode comprar este cachorrinho. Se você realmente o quiser, eu darei a você.
O garotinho ficou muito aborrecido. Olhou diretamente nos olhos do dono da loja, com o dedo em riste, e disse:
- Eu não quero do senhor um presente. Aquele cachorrinho vale exatamente tanto quanto os outros e eu pagarei o preço real. Na verdade, eu lhe darei 2,37 dólares agora, e cinqüenta centavos por mês, até que tenha pago tudo.
O dono da loja se opôs:
- Você não quer realmente comprar esse cãozinho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar com você como os outros filhotes.
Diante disso, o garotinho abaixou-se e enrolou a perna da calça, revelando uma perna esquerda gravemente deformada e aleijada, amparada por um grande braço de metal. Olhou para o dono da loja e replicou suavemente:
- Bem, eu também não corro tão bem, e o filhotinho precisará de alguém que compreenda isso!
Dan Clark
Weathering the Storm
Tweet
De mais gente que melhore as coisas e menos que critique.
De mais gente que realize e menos que fale.
De mais gente que diga: “Dá para fazer isso” e menos que diga: “Isso é impossível”.
De mais gente que inspire outras pessoas e menos que jogue água fria nelas.
De mais gente que ponha a mão na massa e menos que fique sentada observando.
De mais gente que indique o que está certo, e menos que aponte o que está errado.
De mais gente que acenda uma vela e menos que reclame da escuridão.
(Autor desconhecido)
Tweet
“Espalhe o amor por onde for: antes de tudo, em sua própria casa. Dê amor a seus filhos, sua esposa ou seu marido, a um vizinho próximo... Não permita jamais que alguém se aproxime de você sem viver melhor e mais feliz. Seja a expressão viva da bondade de Deus; bondade em seu rosto, bondade em seus olhos, bondade em seu sorriso, bondade em sua terna saudação”.
Madre Teresa
Um professor universitário levou seus alunos de sociologia às favelas de Baltimore para estudar as histórias de duzentos garotos. Pediu a eles que redigissem uma avaliação sobre o futuro de cada menino. Em todos os casos, os estudantes escreveram: “Eles não tem chance alguma”. Vinte e cinco anos mais tarde, outro professor de sociologia deparou-se com o estudo anterior. Pediu aos seus alunos que acompanhassem o projeto, a fim de ver o que havia acontecido com esses garotos. Com exceção de vinte deles, que haviam se mudado ou morrido, os estudantes descobriram que 176 dos 180 restantes haviam alcançado uma posição mais bem-sucedida do que a comum como advogados, médicos, e homens de negócios.
O professor ficou estarrecido e resolveu continuar o estudo. Felizmente, todos os homens continuavam na mesma área, e ele pôde perguntar a cada um: “A que você atribui o seu sucesso?” Em todos os casos, a resposta veio com sentimento: “A uma professora”.
A professora ainda estava viva; portanto, ele a procurou, perguntando à senhora idosa, embora ainda ativa, que fórmula mágica havia usado para resgatar esses garotos das favelas para um mundo das conquistas bem-sucedidas.
Os olhos da professora faiscaram e seus lábios se abriram num delicado sorriso.
- É realmente muito simples – disse ela. – Eu amava aqueles garotos.
Eric Butterworth
Continue lendo >>
AMOR: A ÚNICA FORÇA CRIATIVA
“Espalhe o amor por onde for: antes de tudo, em sua própria casa. Dê amor a seus filhos, sua esposa ou seu marido, a um vizinho próximo... Não permita jamais que alguém se aproxime de você sem viver melhor e mais feliz. Seja a expressão viva da bondade de Deus; bondade em seu rosto, bondade em seus olhos, bondade em seu sorriso, bondade em sua terna saudação”.Madre Teresa
Um professor universitário levou seus alunos de sociologia às favelas de Baltimore para estudar as histórias de duzentos garotos. Pediu a eles que redigissem uma avaliação sobre o futuro de cada menino. Em todos os casos, os estudantes escreveram: “Eles não tem chance alguma”. Vinte e cinco anos mais tarde, outro professor de sociologia deparou-se com o estudo anterior. Pediu aos seus alunos que acompanhassem o projeto, a fim de ver o que havia acontecido com esses garotos. Com exceção de vinte deles, que haviam se mudado ou morrido, os estudantes descobriram que 176 dos 180 restantes haviam alcançado uma posição mais bem-sucedida do que a comum como advogados, médicos, e homens de negócios.
O professor ficou estarrecido e resolveu continuar o estudo. Felizmente, todos os homens continuavam na mesma área, e ele pôde perguntar a cada um: “A que você atribui o seu sucesso?” Em todos os casos, a resposta veio com sentimento: “A uma professora”.
A professora ainda estava viva; portanto, ele a procurou, perguntando à senhora idosa, embora ainda ativa, que fórmula mágica havia usado para resgatar esses garotos das favelas para um mundo das conquistas bem-sucedidas.
Os olhos da professora faiscaram e seus lábios se abriram num delicado sorriso.
- É realmente muito simples – disse ela. – Eu amava aqueles garotos.
Eric Butterworth
24 de set. de 2007
Tweet
Graça
O conhecimento do divino favor, é verdade, deve ser buscado na Palavra de Deus; a fé não possui nenhum outro fundamento no qual possa descançar com segurança, exceto a Palavra; mas quando Deus estende sua mão para ajudar-nos, a experiência disto é uma profunda confirmação tanto da Palavra quanto da fé.
CALVINO, João. O livro dos Salmos. Trad. de Valter Graciano Martins. Vol. 2. São Paulo: Paracletos, 1999. p. 276.
Continue lendo >>
CALVINO, João. O livro dos Salmos. Trad. de Valter Graciano Martins. Vol. 2. São Paulo: Paracletos, 1999. p. 276.
Assinar:
Postagens (Atom)